OpenAI inicia operações comerciais no Brasil
A nova fase da companhia inclui parcerias com instituições públicas, universidades e organizações privadas, além de iniciativas voltadas à capacitação e pesquisa em inteligência artificial.
O Brasil passou a ocupar uma posição ainda mais estratégica para a OpenAI com o início das operações comerciais e a criação de uma estrutura própria em São Paulo. A decisão ocorre em um mercado no qual o ChatGPT já figura entre os mais utilizados no mundo e onde a adoção empresarial, técnica e profissional segue em forte crescimento.
OpenAI amplia presença empresarial no Brasil
A OpenAI iniciou suas operações comerciais no Brasil com uma equipe instalada em São Paulo, movimento que amplia a atuação direta da companhia em um de seus principais mercados globais.
A nova estrutura terá contato com empresas, desenvolvedores, universidades, pesquisadores e instituições públicas, com atenção especial a projetos capazes de incorporar inteligência artificial em atividades econômicas e serviços.
A abertura ocorre em um momento de forte presença do ChatGPT no país, que aparece entre os três maiores mercados da plataforma quando considerado o número de usuários ativos por semana.
A quantidade de brasileiros que utiliza o serviço quase dobrou no intervalo de um ano, enquanto aproximadamente 215 milhões de mensagens são enviadas diariamente por usuários localizados no território nacional.
O uso profissional também ocupa espaço relevante nessa expansão, pois 35% das mensagens classificadas de contas individuais brasileiras estavam relacionadas ao trabalho em junho de 2026, acima dos 30% observados globalmente.
A presença empresarial da OpenAI também avançou no período, com uma quantidade de vagas de usuário do ChatGPT Enterprise cinco vezes superior à registrada um ano antes.
Esse crescimento colocou o Brasil entre os dez principais mercados da companhia em clientes empresariais, fator que ajuda a explicar a escolha do país para uma estrutura comercial própria.
Uso empresarial e técnico avança no país
A comunidade brasileira de tecnologia ocupa posição estratégica para a nova operação, já que o Brasil possui o segundo maior contingente mundial de desenvolvedores que utilizam a API da OpenAI.
O Codex apresenta outra frente de expansão no mercado nacional, com uma base semanal de usuários mais de onze vezes maior desde o começo de 2026.
No mesmo intervalo, as interações diárias com a ferramenta cresceram quase trinta vezes, enquanto o país alcançou a liderança latino-americana no uso desse produto voltado ao desenvolvimento de software.
A companhia pretende usar sua presença local para auxiliar organizações na escolha de aplicações relevantes, preparação das equipes e criação de estruturas internas adequadas para adoção responsável da tecnologia.
Serviços financeiros, comércio, mobilidade, atendimento ao consumidor, programação e processos corporativos aparecem entre as áreas nas quais empresas brasileiras já utilizam soluções desenvolvidas pela OpenAI.
Um estudo independente do RegLab, financiado pela companhia, estima que a inteligência artificial possui potencial para acrescentar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira até 2030.
Parcerias ampliam presença local
A instalação comercial da OpenAI em São Paulo também acompanha uma série de acordos com instituições brasileiras, que alcançam educação, pesquisa científica, saúde, administração pública e capacitação profissional.
A empresa firmou um memorando com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Prodam, para ampliar o acesso à inteligência artificial na administração municipal e criar referências aplicáveis a outros governos brasileiros.
Na educação superior, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica receberá contas do ChatGPT Edu para estudantes, docentes e funcionários, além de créditos destinados a ferramentas avançadas da companhia.
A frente acadêmica também inclui o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, que deverá pesquisar quais condições permitem transformar o acesso à inteligência artificial em ganhos concretos para a produção científica.
Na saúde, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo avaliará uma infraestrutura de informações clínicas voltada ao sistema público, com preservação da supervisão humana nas decisões médicas.
A empresa também participa de uma iniciativa com a ENTER para capacitar profissionais do direito em usos seguros e críticos da inteligência artificial dentro de diferentes atividades jurídicas.
Outra parceria envolve a Estímulo, com uma capacitação gratuita voltada a micro e pequenos empreendedores interessados em aplicar IA em vendas, marketing, finanças, atendimento e gestão.



