Agricultura regenerativa ganha espaço com apoio da Nestlé
A Nestlé está promovendo a agricultura regenerativa no Brasil, com foco na redução de emissões de carbono por meio de práticas sustentáveis, como rotação de culturas e uso de plantas de cobertura, já alcançando uma redução de mais de 20% na pegada de carbono em fazendas-piloto em Goiás e Paraná.
A agricultura regenerativa está no centro das estratégias da Nestlé para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, que são majoritariamente provenientes da agricultura. Com o objetivo de neutralizar suas emissões até 2050, a empresa tem promovido práticas sustentáveis em suas cadeias de fornecimento de cereais. Iniciado há dois anos, o projeto já apresenta resultados promissores.
Expansão de práticas sustentáveis nas fazendas
A Nestlé está ampliando sua atuação no campo ao incentivar a adoção de práticas sustentáveis e regenerativas em propriedades agrícolas brasileiras.
O projeto começou com oito fazendas-piloto em Goiás e no Paraná, voltadas para o cultivo de milho, trigo e aveia, e hoje já envolve mais de 130 propriedades em diferentes regiões do país.
Cerca de 2 mil hectares já adotaram técnicas de manejo propostas dentro da iniciativa, que oferece assistência técnica contínua aos produtores.
Entre as mudanças implementadas está o aumento na rotação de culturas, que passou de duas para quatro variedades, e a ampliação do uso de plantas de cobertura, que saltou de 14% para 50% das áreas agrícolas participantes.
O uso dessas plantas na entressafra ajuda a preservar a saúde do solo e a reduzir o consumo de herbicidas.
Ao competir com ervas daninhas, elas dificultam o crescimento das invasoras, diminuindo a necessidade de produtos químicos.
Paralelamente, a Nestlé tem promovido a diversificação de lavouras, o uso de bioinsumos e o fornecimento gratuito de sementes para o plantio de cobertura nos primeiros três anos, como forma de estimular os agricultores a adotarem essas práticas.
A estratégia busca equilibrar sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica, garantindo que a agricultura regenerativa não seja apenas um ideal, mas também uma opção rentável para os produtores.
Impactos na redução de emissões de carbono
O impacto das práticas regenerativas na redução de emissões de carbono é significativo. A Nestlé, comprometida em neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa até 2050, tem observado resultados promissores em suas fazendas-piloto no Brasil.
A adoção de técnicas como a rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura tem contribuído para uma diminuição expressiva na pegada de carbono das propriedades.
Utilizando a ferramenta Cool Farm Tool, que adota critérios globais de mensuração de emissões na agropecuária, a Nestlé registrou uma redução de mais de 20% na pegada de carbono em um ano.
Embora a ferramenta não utilize parâmetros específicos para o clima tropical, a empresa considera que ela oferece uma visão consistente da evolução a longo prazo.
Os dados de redução de emissões foram auditados pela Ernest Young (EY), garantindo a confiabilidade dos resultados.
A Nestlé planeja continuar monitorando as emissões, com uma segunda mensuração prevista para este ano, focando na produção de milho de segunda safra em Goiás.
Esses resultados são cruciais para demonstrar aos produtores a viabilidade econômica das práticas regenerativas, pois além de reduzir as emissões, elas também têm potencial para melhorar a produtividade agrícola.
A empresa acredita que, ao mostrar os benefícios econômicos e ambientais dessas práticas, mais agricultores serão incentivados a adotá-las em suas propriedades.
Fonte: Globo Rural



