Artvac analisa tendências e mudanças no consumo de embalagens flexíveis
Impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, exigências regulatórias mais rigorosas e maior eficiência logística, o setor de embalagens flexíveis vive um novo ciclo de crescimento no Brasil. Inserida nesse contexto, a Artvac compartilha sua trajetória e analisa os principais movimentos que vêm redesenhando o mercado nos últimos anos.
O movimento no mercado de embalagens flexíveis reflete transformações profundas no consumo, novas exigências de segurança alimentar e uma pressão crescente por eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.
Inserida nesse contexto, a Artvac, indústria com 27 anos de atuação, vem ampliando sua capacidade produtiva e diversificando sua atuação em diferentes segmentos, movimento que a consolidou como referência nacional em embalagens flexíveis.
Ao longo desse processo de crescimento, diferentes iniciativas contribuíram para ampliar a visibilidade da empresa no mercado, entre elas a parceria com o Soluções Industriais, mantida desde 2019.
Segundo a empresa, o canal já gerou mais de R$ 5 milhões em vendas ao longo de sete anos, refletindo a capacidade da plataforma de conectar fornecedores a compradores qualificados em mercados de ciclo longo.
Toda essa evolução, assim como os resultados alcançados por meio do Soluções Industriais, foi destacada por Fernanda Fidelis, que representou a Artvac nesta entrevista e compartilhou a trajetória da empresa ao longo dos anos.
Em entrevista ao portal, a representante detalha os movimentos da empresa e analisa as transformações do mercado de embalagens no Brasil. Confira a seguir a entrevista completa:
Como surgiu a ideia de atuar no setor de embalagens plásticas e laminadas? Quais foram os primeiros produtos fabricados e como vocês enxergam a evolução do catálogo da empresa desde então?
Nossa história começou quando dois amigos, Ronaldo e Rondinele, que trabalharam juntos em outra época, se reencontraram.
Após um bom bate-papo para atualizar sobre as novidades da vida dos dois decidiram entrar juntos em um novo negócio para garantir o sustento de suas famílias e quem sabe um conforto financeiro no futuro.
Ronaldo decidiu comprar um carro, que carrega uma linda história desde o início da empresa, carregando as embalagens por todos os lados nas visitas às empresas.
Começaram no ramo de embalagens vendendo sacolas plásticas, sem nenhum vínculo com qualquer empresa, como autônomos.
Após anos Ronaldo reencontrou o famoso carro que os ajudou no início e o adquiriu novamente, mantendo-o em sua posse até os dias de hoje. Com o crescimento e o desenvolvimento das vendas decidiram fundar a empresa de embalagens, em 1998.
Cada cliente tem um nível diferente de conhecimento técnico sobre embalagens. Como vocês orientam empresas que ainda não sabem exatamente qual embalagem precisam?
Nosso time de vendas, na verdade atua em primeiro momento como consultores, para que possamos identificar a necessidade do cliente e a melhor opção de embalagem que será ofertada para o produto e processo da empresa.
Cada tipo de embalagem tem uma aplicação ideal. Poderiam explicar as principais diferenças entre embalagens laminadas, coextrusadas e termoencolhíveis? Em quais situações cada uma se destaca?
Embalagens laminadas são formadas por duas ou mais camadas de materiais diferentes, unidas por uma cola que chamamos de “adesivo”. Elas são utilizadas para embalagens de produtos que precisam manter suas características de aroma e crocância, como suplementos, café, liofilizados, chás, etc.
Já as coextrusadas são produzidas em uma única etapa, na qual várias camadas de resinas diferentes são extrudadas juntas, formando um único filme multicamadas. São utilizadas para produtos que precisam de resistência, boa selagem e custos otimizados, como salames, embutidos e queijos.
Por último, os termoencolhíveis são filmes produzidos com ativos que fazem com que as paredes da embalagem encolham quando expostas ao calor, moldando-se ao produto. Podem ser monocamada ou multicamadas e servem para linha de produtos que precisam tirar vácuo, como queijos e carnes.
O setor alimentício, principalmente de congelados, exige cuidados especiais. Quais são as características mais importantes que uma embalagem precisa ter para garantir conservação, segurança e eficiência logística?
Ela precisa ter barreira contra umidade e gás, precisa ter a selagem perfeita, e ser de fácil manuseio.
Há também os formatos especiais, como stand-up pouch e embalagens a vácuo. Como vocês orientam os clientes na escolha entre essas opções, considerando produto, armazenamento e apresentação no ponto de venda?
São dois tipos diferentes de embalagens e com utilizações para produtos diferentes. Então a embalagem é orientada conforme o produto.
Quais são os principais objetivos e planos da empresa para os próximos anos? Há novos mercados, linhas ou tecnologias que vocês pretendem explorar?
Estamos vivendo um dos maiores ciclos de crescimento da nossa história. Na matriz, concluímos uma ampla modernização industrial, com a substituição completa do parque de impressoras flexográficas, garantindo maior precisão, produtividade e qualidade gráfica em cada projeto. Ampliamos também o setor de corte, trazendo mais capacidade, velocidade e padronização aos nossos processos.
Paralelamente, avançamos em um novo capítulo estratégico: a expansão da nossa unidade de Novo Horizonte/SP. Estamos investindo na ampliação das extrusoras de alta tecnologia, capazes de produzir filmes com até 11 camadas, atendendo com excelência às demandas dos setores frigorífico e de laticínios, que exigem alta barreira, desempenho superior e total segurança alimentar.
Esses investimentos reforçam nosso compromisso em entregar padrão elevado, inovação contínua e soluções de embalagem com máxima eficiência, acompanhando o ritmo de crescimento dos nossos clientes e os desafios do mercado.
O mercado de embalagens é bastante dinâmico. Quais mudanças mais significativas vocês perceberam nos hábitos de compra dos clientes nos últimos anos?
O comportamento do cliente passou por transformações profundas no período pós-pandemia, impactando diretamente a dinâmica comercial. Hoje, vivemos um momento em que o acesso aos decisores se tornou mais restrito: agendas estão mais enxutas, processos mais digitais e o nível de priorização mudou significativamente.
Embora o WhatsApp tenha ampliado a agilidade da comunicação, também trouxe desafios. A ferramenta, por ser informal, faz com que as respostas muitas vezes ocorram fora de ritmo, de acordo com a disponibilidade e o interesse momentâneo de cada cliente. Isso fragmenta o processo comercial e exige ainda mais estratégia, consistência e acompanhamento por parte das equipes de vendas.
O setor comercial, de maneira geral, ainda está em fase de adaptação às novas regras do jogo. O pós-pandemia consolidou um cenário em que o cliente está mais digital, mais seletivo e menos acessível, o que demanda vendedores mais preparados, processos mais estruturados e uma abordagem que una tecnologia, relacionamento e inteligência comercial.
Além das transformações no comportamento do cliente, observamos uma mudança significativa nas exigências do mercado. Os consumidores demandam padrões de qualidade cada vez mais elevados, ao mesmo tempo em que as indústrias trabalham com lotes menores, maior frequência de lançamentos e prazos de produção mais ágeis. Essa combinação pressiona toda a cadeia produtiva a ser mais eficiente, flexível e tecnicamente preparada.
O próprio perfil de consumo mudou. As embalagens passaram a acompanhar um estilo de vida mais dinâmico, priorizando porções individuais, tamanhos reduzidos, conveniência e praticidade. Essa tendência molda não apenas o design das embalagens, mas também as estruturas, materiais e tecnologias utilizadas.
O mercado também entrou com força no canal verde, impulsionado pelo crescimento de consumidores focados em alimentação balanceada, suplementação saudável e escolhas mais conscientes. Isso tem ampliado a demanda por embalagens que ofereçam alta barreira, segurança alimentar, e ao mesmo tempo reflitam valores como sustentabilidade, naturalidade e clareza nas informações.
Esse novo cenário exige que a indústria, os fornecedores e o setor comercial estejam alinhados com uma realidade onde inovação, qualidade e adaptação rápida não são diferenciais, são requisitos mínimos para permanecer competitivo.
Como a sazonalidade impacta a demanda pelos produtos de vocês ao longo do ano? Existem períodos em que a procura por determinados tipos de embalagens aumenta significativamente?
A sazonalidade impacta diretamente a demanda por embalagens ao longo do ano, mas, por atuarmos em diversos segmentos, o efeito é equilibrado. Cada setor possui seus próprios picos e baixas, como datas festivas, períodos de safra, lançamentos de verão ou inverno, e ciclos específicos da indústria alimentícia.
Essas oscilações acontecem de forma diferente entre os segmentos que atendemos, o que cria um efeito compensatório natural. Quando um setor reduz seu volume, outros entram em fase de maior demanda. Esse equilíbrio nos permite manter um fluxo constante de pedidos, garantindo regularidade na produção e maior previsibilidade operacional.
Em resumo, nossa diversificação de portfólio e segmentos atendidos reduz significativamente o impacto da sazonalidade, permitindo um desempenho estável ao longo de todo o ano. No geral, sempre temos uma alta demanda no final do terceiro trimestre até meio do quarto trimestre devido às festividades do final de ano.
Como vocês se preparam internamente, em termos de produção, estoque de matéria-prima e logística, para atender esses picos sazonais?
Atualmente temos seis plantas. Nossa matriz é responsável pela produção de embalagens monocamadas, filmes técnicos e formatação de corte.
A Filial 1 cuida da extrusão e da fabricação de embalagens para vácuo, enquanto a Filial 2 concentra sua produção em laminados de menor volume.
Já a Filial 3 produz rótulos manga e sleeves, e a Filial 4 é dedicada à produção de etiquetas e lacres de segurança. Por fim, a Filial 5 realiza a extrusão adicional dos filmes de alta barreira.
Como você avalia a eficiência do Soluções Industriais na geração de leads qualificados e crescimento do seu negócio?
Estamos em parceria com o Soluções Industriais há 7 anos e, ao olhar para essa trajetória, reconhecemos o quanto essa colaboração foi essencial para o nosso crescimento. A plataforma nos proporcionou conexões valiosas, que abriram portas e fortaleceram nossa presença em diferentes segmentos.
Mesmo atuando em um mercado onde o ciclo de compra é mais longo, percebemos claramente a qualidade dos contatos gerados: muitos clientes que conhecemos há anos continuam nos procurando quando chegam ao momento ideal de iniciar sua produção. Isso demonstra credibilidade, consistência e a força do canal.
Até nosso último levantamento, já ultrapassamos R$ 5.000.000,00 em vendas originadas a partir da plataforma, um resultado expressivo, que reflete não só a eficiência do sistema, mas também o suporte constante que sempre recebemos do time.
O avanço da indústria de embalagens no Brasil acompanha um movimento mais amplo de profissionalização, no qual inovação, eficiência produtiva e inteligência comercial se tornam fatores decisivos para a competitividade.
A experiência da Artvac evidencia como empresas que investem em tecnologia, diversificação e canais estratégicos de relacionamento conseguem não apenas acompanhar essas transformações, mas também se posicionar de forma consistente em mercados de ciclo longo e alta exigência técnica.



