A Natura implementou biometano em fábrica e frota de Cajamar (SP). A colaboração com a Ultragaz assegura o fornecimento desse combustível renovável, alinhando-se à estratégia de economia circular e sustentabilidade da empresa, com a meta de emissões líquidas zero até 2030.
A Natura, renomada fabricante de cosméticos, deu um passo significativo em sua estratégia de transição energética ao adotar o biometano em sua fábrica e frota em Cajamar, SP. Este combustível renovável, que agora representa 45% da energia utilizada, é produzido a partir de resíduos e contribui para a economia circular, reduzindo emissões de CO2.
Uso de biometano em Cajamar
Economia circular e sustentabilidade
A adoção do biometano pela Natura em sua unidade de Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, destaca-se como um exemplo de economia circular aplicada à indústria.
A iniciativa contribui para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, ampliar o aproveitamento de recursos naturais e diminuir o impacto ambiental das atividades industriais.
Com a substituição gradual de fontes convencionais pelo biometano, a Natura reforça seu compromisso com práticas sustentáveis e inovadoras, mantendo eficiência energética e competitividade operacional.
Além dos benefícios ambientais, o projeto tem impacto direto na redução das emissões de gases de efeito estufa. A estimativa é de que o uso do biometano possa evitar até 1,3 mil toneladas de dióxido de carbono por ano, volume equivalente à retirada de cerca de 280 carros de passeio das ruas.
A medida integra o Plano de Transição Climática da companhia, que tem como meta alcançar emissões líquidas zero até 2030, e demonstra o potencial das energias renováveis como ferramenta efetiva no enfrentamento das mudanças climáticas.
Natura amplia projetos sustentáveis
A Natura mantém uma atuação diversificada em iniciativas voltadas à sustentabilidade, inovação tecnológica e desenvolvimento socioeconômico, com foco especial na Amazônia.
Os projetos integram tecnologia, conservação ambiental e geração de renda, alinhados à estratégia da companhia de fortalecer a bioeconomia.
Entre as iniciativas está o Projeto Moiru, desenvolvido em parceria com a Siemens, que introduz conceitos da Indústria 4.0 na produção de óleos essenciais.
A aplicação de automação, sensores e sistemas digitais permite maior controle dos processos produtivos, eleva a eficiência operacional e reduz impactos ambientais, ao mesmo tempo em que valoriza o conhecimento tradicional das comunidades locais.
Outra frente relevante é a parceria com o Banco do Brasil, que destinou R$ 50 milhões à expansão de sistemas agroflorestais na Amazônia Legal.
A iniciativa prevê a recuperação de 12 mil hectares e o incentivo à produção integrada de culturas como dendê, cacau e açaí, com foco na melhoria da qualidade do solo, no aumento da renda dos agricultores familiares e na mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
Com essas ações, a empresa consolida sua estratégia de crescimento sustentável ao promover soluções que combinam inovação, conservação florestal e desenvolvimento regional.
Fonte: Um Só Planeta
