Brasil tem mais de 16 mil catadores de recicláveis formalizados como MEI

O trabalho dos catadores de recicláveis ganhou novo destaque com o avanço dos registros formais na categoria. A mudança fortalece uma atividade essencial para a sustentabilidade urbana e amplia as possibilidades de proteção social desses profissionais.

Catadores de recicláveis em todo o Brasil estão se beneficiando ao se formalizarem como Microempreendedores Individuais (MEIs), ganhando visibilidade e acesso a políticas públicas que melhoram sua qualidade de vida. Com mais de 16 mil CNPJs registrados, a formalização triplicou em 11 anos, destacando a importância desse movimento para a inclusão social e econômica.

Formalização de catadores avança no Brasil

O número de catadores de materiais recicláveis formalizados como Microempreendedores Individuais cresceu de forma expressiva no Brasil ao longo dos últimos 11 anos.

Segundo levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal e do Cadastro Único para Programas Sociais, os registros nessa atividade passaram de 3,2 mil CNPJs em 2014 para 10,8 mil em 2025.

O avanço mostra maior adesão à formalização entre trabalhadores que atuam na coleta, separação e comercialização de resíduos recicláveis em diferentes regiões do país.

Esse movimento também reflete a busca por mais reconhecimento profissional em uma atividade essencial para a reciclagem, a economia circular e a redução de impactos ambientais.

Atualmente, o Sebrae atende diretamente mais de 5 mil catadores, oferecendo orientação para abertura de CNPJ, gestão do negócio e cumprimento das obrigações fiscais.

Com mais de 70% dos registros ativos, a formalização indica uma mudança gradual na relação desses trabalhadores com o mercado e com as políticas de apoio ao empreendedorismo.

MEI amplia acesso a direitos e programas sociais

A entrada dos catadores no MEI tem impacto direto na proteção social, porque permite acesso a direitos previdenciários antes mais distantes para parte da categoria.

Com o registro formal, esses profissionais podem contar com benefícios como aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio-doença e salário-maternidade, desde que cumpram as regras exigidas.

A formalização também facilita a inclusão em políticas públicas, já que 62,8% dos catadores registrados foram inseridos no Cadastro Único após se tornarem MEI.

Esse cadastro abre caminho para programas sociais, como o Bolsa Família, e ajuda o poder público a identificar melhor as necessidades dessa população trabalhadora.

Além da renda, o reconhecimento como empreendedor contribui para fortalecer a autoestima, ampliar a visibilidade da profissão e reduzir a informalidade no setor da reciclagem.

Ao ganhar mais organização e acesso a direitos, os catadores passam a atuar com melhores condições e reforçam seu papel na sustentabilidade urbana.

Fonte: Agência Sebrae

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