Cases e Análises

Energisa amplia restauração ambiental com agricultores no Pará

O projeto da Energisa no Pará entrou em uma nova etapa após mapear 91 áreas e estruturar dezenas de arranjos específicos para diferentes propriedades rurais.

Uma frente de recuperação ambiental da Energisa no Pará já alcançou 100 hectares e passou a incorporar agricultores locais como parte central da recomposição de áreas degradadas. A iniciativa adota sistemas agroflorestais, modelo que distribui espécies nativas e cultivos comerciais dentro das propriedades para aproximar conservação, produção rural e geração de renda.

Famílias participam da recuperação das áreas

O trabalho envolve 86 famílias selecionadas em diferentes comunidades paraenses, das quais 46 vivem na região da Floresta Nacional do Tapajós.

Antes da chegada do projeto, muitos participantes já mantinham pequenas produções destinadas principalmente ao próprio consumo, experiência que passou a servir de base para novas práticas agrícolas.

A proposta da Energisa procura ampliar esse potencial com orientação técnica, escolha de espécies adequadas e apoio para melhorar o aproveitamento econômico das propriedades.

Até o levantamento mais recente, as equipes responsáveis haviam realizado 666 visitas para acompanhar os agricultores e ajustar os sistemas às características de cada área.

As mulheres representam 20,5% dos participantes beneficiados, enquanto algumas comunidades também contam com estruturas que permitem vender diretamente parte dos alimentos produzidos.

Esse acesso ao consumidor cria uma alternativa adicional de receita e pode reduzir a dependência exclusiva da comercialização de produtos com menor valor agregado.

Os cultivos escolhidos incluem alimentos, frutas e árvores de interesse florestal, com presença de açaí, cacau, banana, cupuaçu, café e pupunha entre as opções utilizadas.

Castanha-do-pará, mogno, ipê e andiroba também fazem parte dos arranjos, o que amplia a diversidade dentro das áreas recuperadas.

Pará ainda tem quase 200 hectares em implantação

O planejamento técnico identificou 91 áreas aptas a receber ações de recuperação e resultou na criação de 80 modelos produtivos adaptados às condições das propriedades participantes.

Até o período considerado, 63 desses locais já haviam avançado para a execução prática das medidas previstas.

A demanda total supera 67 mil mudas entre espécies frutíferas e florestais, enquanto mais de 29 mil unidades já tinham sido distribuídas aos participantes.

Ao todo, 63 famílias e uma instituição voltada ao ensino rural receberam mudas, equipamentos ou outros materiais necessários para colocar os projetos em funcionamento.

Os primeiros 100 hectares representam apenas uma parcela da meta estabelecida para o Pará, que prevê aproximadamente 300 hectares ao final das três fases.

Cerca de 199 hectares permanecem em implantação, com atividades distribuídas por Belterra, Mojuí dos Campos, Santarém e Tomé-Açu.

A execução fica sob responsabilidade do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, com participação do Ibama e apoio de cooperativas, entidades rurais, órgãos públicos e organizações locais.

O projeto integra compromissos de compensação ambiental associados às atividades da companhia e busca transformar essas obrigações em intervenções que também tenham utilidade econômica para as comunidades.

Iniciativa deve alcançar quatro estados

A estratégia ultrapassa o território paraense e também possui frentes no Amapá, Rio de Janeiro e Paraíba, com investimentos próximos de R$ 8 milhões no conjunto dos projetos.

A previsão da Energisa considera cerca de 750 hectares recuperados quando todas as ações programadas nos quatro estados estiverem concluídas.

No Amapá, aproximadamente 100 hectares já entraram em execução, enquanto outros 170 hectares poderão ser incorporados nas etapas seguintes previstas para o estado.

Com essa expansão, a companhia procura ampliar o uso de modelos produtivos capazes de conciliar recomposição ambiental, assistência rural e geração de valor dentro das próprias comunidades.

Fonte: Um Só Planeta

Willian Souza

Colunista no segmento Cases e Análises | C.O.O. no Grupo Ideal Trends, com ampla experiência como líder de operações e gerente de projetos. Também possui vasta experiência em marketing digital, tecnologia, inovações, gerenciamento de equipes, análise estratégica de mercados e competitividade industrial.

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