3corações assume Yoki e Kitano após negócio de R$ 800 milhões

3corações assume Yoki e Kitano e eleva sua estrutura nacional para quinze fábricas, após a entrada de plantas localizadas em Minas Gerais e Mato Grosso.
Yoki e Kitano agora pertencem à 3corações, após a formalização do contrato que avaliou as atividades brasileiras da General Mills em R$ 800 milhões. A mudança amplia o escopo da compradora no setor alimentício e acrescenta negócios com presença relevante no cotidiano dos consumidores do país. A incorporação dos recursos produtivos e administrativos oferece suporte para essa expansão, com preservação das identidades comerciais e continuidade das atividades locais.
Mudança de controle é formalizada em setembro
A 3corações tornou-se proprietária de Yoki e Kitano na última terça-feira (03), após a conclusão da compra de R$ 800 milhões firmada com a General Mills.
O desfecho confirma uma negociação apresentada ao mercado em março e encerra a participação direta da multinacional estadunidense nessas atividades brasileiras.
Para o grupo comprador, a incorporação abre espaço em segmentos de alimentos que até então ocupavam uma parcela menor dentro de sua atuação comercial.
A nova composição empresarial reúne duas referências conhecidas no varejo nacional e reduz a concentração histórica da companhia no setor de café.
As duas marcas agregam pipocas para micro-ondas, farofas, batatas palha, ervas, especiarias e temperos voltados ao consumo doméstico em todo o país.
Estrutura adquirida reúne fábricas e escritório
A base produtiva da 3corações alcança quinze unidades fabris no Brasil, resultado da entrada de dois complexos industriais abrangidos pelo pacote negociado.
Os estabelecimentos estão situados em Pouso Alegre, Minas Gerais, e Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, localidades integradas ao novo desenho industrial.
O escritório administrativo de São Bernardo do Campo, em São Paulo, também integra o conjunto transferido e amplia a presença corporativa do novo proprietário no estado.
O processo de integração mantém as equipes vinculadas aos locais incluídos no contrato, com prioridade para a continuidade das rotinas internas.
A rede de distribuição nacional será usada para ampliar o alcance das mercadorias, sem alterações previstas na identidade de Yoki e Kitano.
Em 2025, a divisão brasileira registrou aproximadamente US$ 350 milhões em receita líquida, indicador que revela a relevância financeira do bloco negociado.
A antiga proprietária associou a retirada a uma revisão mundial de investimentos, criada para concentrar recursos nas categorias consideradas prioritárias por sua direção.



