Economia e Negócios

Governo lança Desenrola Adimplentes para aliviar renda comprometida

O Desenrola Adimplentes surge como uma nova frente de renegociação para brasileiros que trabalham sem carteira assinada e buscam reorganizar dívidas antes que os atrasos se tornem mais graves.

O governo federal apresentou o Desenrola Adimplentes como uma alternativa para trabalhadores sem carteira assinada que precisam reorganizar dívidas antes de perderem a capacidade de pagamento. O programa permite trocar operações mais caras por crédito com juros menores, desde que o interessado cumpra os critérios definidos pelas instituições financeiras.

Quem pode participar do Desenrola Adimplentes

O Desenrola para adimplentes é um programa voltado para trabalhadores que não possuem vínculo empregatício formal, ou seja, sem carteira assinada (CLT).

Para participar, o interessado não pode ser servidor público, aposentado ou pensionista do INSS, já que o programa não contempla públicos com renda vinculada a folha de pagamento ou benefício previdenciário.

A adesão também depende do histórico de pagamento da dívida, pois o trabalhador precisa ter quitado pelo menos quatro parcelas em dia em uma operação de até R$ 15 mil.

Além disso, a dívida não pode apresentar atraso superior a 90 dias, critério que diferencia o programa de iniciativas voltadas exclusivamente a consumidores inadimplentes.

A proposta é atender pessoas que ainda conseguem manter parte dos compromissos financeiros em ordem, mas enfrentam dificuldade para seguir pagando dívidas com juros elevados.

Com isso, o programa busca reduzir o peso das parcelas no orçamento, preservar a capacidade de pagamento e evitar que trabalhadores com renda comprometida avancem para uma situação de inadimplência.

Como funciona a renegociação das dívidas

O acesso ao Desenrola Adimplentes ocorre por meio de negociação direta com as instituições financeiras participantes, que ficam responsáveis por analisar cada caso e apresentar as condições disponíveis.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal aparecem inicialmente entre os bancos confirmados, mas outras instituições financeiras também podem aderir ao programa ao longo da implementação.

Na prática, o trabalhador contrata uma nova operação de crédito, que será usada para quitar integralmente a dívida anterior junto à instituição financeira.

Essa substituição permite trocar uma dívida mais cara por outra com condições mais favoráveis, incluindo taxa máxima de juros de 1,99% ao mês.

Podem ser incluídas operações de crédito pessoal não consignado com saldo devedor de até R$ 15 mil por instituição financeira, desde que atendam aos critérios de pagamento exigidos.

O crédito consignado não entra no programa, porque possui desconto direto em folha de pagamento ou benefício e segue regras próprias de contratação.

Mesmo que o trabalhador cumpra os requisitos gerais, a aprovação final depende da análise de risco feita pela instituição financeira escolhida, responsável por avaliar a capacidade de pagamento antes da liberação.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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