Embraer amplia entregas e fecha terceiro trimestre com alta de 5%
Embraer amplia entregas no terceiro trimestre de 2025 e fecha o período com 62 aeronaves entregues, alta de 5% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento no segmento de aviação comercial.
A Embraer encerrou o terceiro trimestre de 2025 com a entrega de 62 aeronaves, número que representa um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi impulsionado principalmente pelo segmento de aviação comercial, que registrou desempenho acima da média. A fabricante brasileira manteve, ainda, suas projeções de entregas para o ano, sinalizando confiança no ritmo de produção e na demanda do mercado.
Setor comercial lidera desempenho trimestral
Entre julho e setembro, a empresa entregou 20 jatos comerciais, o que representa um aumento de 25% na comparação anual.
O resultado é reflexo do fortalecimento das operações internacionais e da retomada da aviação regional em diversos mercados.
No acumulado de 2025, a Embraer já soma 46 aeronaves comerciais entregues, mantendo-se no caminho para atingir a meta de entre 77 a 85 unidades até o fim do ano.
No segmento de jatos executivos, foram entregues 41 aeronaves, desempenho semelhante ao do terceiro trimestre de 2024.
O modelo Phenom 300 continua sendo o destaque, respondendo por cerca da metade das entregas nessa categoria.
Desde janeiro, a fabricante já entregou 102 jatos executivos e mantém a previsão de encerrar 2025 com até 155 unidades.
Defesa apresenta leve queda, mas mantém relevância estratégica
Na divisão de defesa, a Embraer registrou uma redução pontual no número de entregas: foi entregue apenas uma unidade do KC-390 Millennium no terceiro trimestre, contra duas no mesmo período do ano anterior.
Embora o volume seja menor, a empresa reforçou que os contratos firmados seguem em execução e que o cronograma de entregas futuras não foi alterado.
O KC-390, desenvolvido em parceria com a Força Aérea Brasileira, é hoje o principal produto da companhia no setor de defesa.
A aeronave tem despertado o interesse de países da Europa e da América Latina, consolidando-se como alternativa estratégica a modelos tradicionais de transporte militar.
Segundo analistas, apesar da oscilação trimestral, o segmento continua representando uma fatia relevante do portfólio da Embraer, sobretudo em um contexto de maior demanda global por equipamentos de defesa.
No mercado financeiro, a reação foi moderada. Analistas classificaram os resultados como consistentes, mas sem grandes surpresas.



