O levantamento sobre empresas abertas em maio revela a força dos MEIs e das MPEs na criação de novos CNPJs no Brasil. Serviços, comércio e indústria aparecem entre os principais setores responsáveis pelas novas formalizações.
Os pequenos negócios continuam sustentando a maior parte do empreendedorismo formal no país, especialmente em atividades de serviços, comércio, logística e saúde. Em maio, quase 97% das empresas abertas no Brasil pertenciam a esse segmento, de acordo com o Sebrae, evidenciando a força dos MEIs e das micro e pequenas empresas na geração de novas oportunidades.
MEIs puxam alta na abertura de negócios
O Brasil registrou avanço de 10% na criação de Microempreendedores Individuais, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte entre janeiro e maio, segundo levantamento do Sebrae em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
O desempenho mostra que o empreendedorismo continua sendo uma alternativa relevante para brasileiros que buscam renda própria, maior autonomia profissional ou uma forma de transformar atividades comerciais e serviços em negócios formalizados.
Dentro desse movimento, os Microempreendedores Individuais concentraram a maior parte das novas aberturas e responderam por 78% dos registros feitos no período analisado.
As microempresas ficaram com 18% do total, enquanto as empresas de pequeno porte representaram 4%, o que confirma o peso dos negócios menores na dinâmica econômica brasileira.
O Sebrae também aponta que ter uma empresa própria aparece entre os principais objetivos da população, ficando atrás apenas da casa própria na lista de desejos dos brasileiros.
Entre os estados com maior crescimento proporcional na abertura de MEIs nos primeiros meses do ano, o destaque ficou para Amapá, Rondônia e Maranhão.
Serviços concentram novas empresas em maio
O setor de Serviços respondeu por 64% das aberturas de pequenos negócios em maio, impulsionado por atividades ligadas à administração, suporte empresarial e atendimento em saúde.
Na sequência, o Comércio concentrou 21% dos registros, enquanto a Indústria participou com 8% e a Construção respondeu por 6,5% das novas empresas abertas no mês.
Entre os Microempreendedores Individuais, as atividades de malote e entrega apareceram na liderança, com 8,5% das formalizações registradas nessa categoria.
O transporte rodoviário de carga também teve presença relevante, com 7%, seguido pelas atividades de publicidade, que representaram 6% das novas inscrições de MEIs.
Nas Micro e Pequenas Empresas, os serviços de escritório e apoio administrativo lideraram as aberturas, com participação de 5,5% nos novos registros do grupo.
A atenção ambulatorial apareceu em seguida, com 5%, enquanto outras atividades ligadas à saúde ficaram próximas desse mesmo patamar entre os negócios formalizados.
Os dados indicam que a abertura de empresas menores segue concentrada em áreas de prestação de serviços, logística, comércio e saúde, segmentos que combinam demanda recorrente e menor barreira de entrada para novos empreendedores.
