Faturamento de PMEs Cai 4,9% em Abril: Entenda Impactos
O faturamento de PMEs (pequenas e médias empresas) caiu 4,9% em abril, impactado pelo efeito calendário e desafios econômicos contínuos. Enquanto isso, o setor de comércio se manteve estável, com crescimento em alguns nichos, ao passo que a indústria continuou a enfrentar retração.
No mês de abril, as pequenas e médias empresas (PMEs) registraram uma queda de 4,9% em seu faturamento, influenciada por fatores como o efeito calendário e desafios econômicos. O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) revelou que a queda foi amenizada pelo setor de Comércio, que apresentou um crescimento de 5,6%.
Impacto do Efeito Calendário nas PMEs
O “efeito calendário” refere-se à variação no número de dias úteis em um mês, o que pode impactar diretamente o desempenho financeiro das empresas. Em abril de 2025, por exemplo, houve apenas 20 dias úteis, enquanto no mesmo mês de 2024 foram 22 dias.
Essa diferença de dois dias úteis afetou o faturamento de diversas pequenas e médias empresas (PMEs), contribuindo para a queda de 4,9% observada no mês.
Felipe Beraldi, gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, destaca que essa redução no número de dias úteis pode resultar em menos oportunidades de vendas e menor fluxo de caixa, especialmente em setores que dependem de interações diárias, como o comércio.
Além disso, a diferença no número de dias úteis também pode influenciar a produtividade geral e os prazos de entrega.
Apesar do impacto negativo, quando ajustado para o efeito calendário, a movimentação média diária das contas a receber das PMEs mostrou uma queda mais moderada de apenas 0,4% em comparação com abril de 2024.
Isso sugere que, embora o “efeito calendário” seja um fator a ser considerado, as PMEs estão encontrando maneiras de se adaptar e mitigar seus efeitos.
Desempenho dos Setores de Comércio e Indústria
O setor de Comércio teve um desempenho misto em abril, com uma variação anual de −0,5%. Apesar da queda, o setor conseguiu evitar um recuo maior devido ao crescimento de 2,9% registrado em março.
O segmento de Comércio e reparação de veículos destacou-se, avançando 14,1% no ano. Entretanto, os subsegmentos atacadista e varejista enfrentaram desafios, com quedas de 0,9% e 3,1%, respectivamente.
Alguns nichos, como o atacado de café em grão e o varejo de produtos alimentícios, conseguiram se destacar positivamente.
No caso da Indústria, o cenário foi mais desafiador. O setor acumulou o sexto mês consecutivo de retração, com uma queda de 8,7% em relação ao ano anterior.
Entre os 23 subsetores da indústria de transformação, apenas quatro apresentaram crescimento, com destaque para Produtos químicos e Produtos de borracha e de material plástico.
Por outro lado, setores como Metalurgia e Fabricação de máquinas e equipamentos contribuíram para a retração, refletindo as dificuldades enfrentadas pela indústria em um ambiente econômico desafiador.
Fonte: O Globo



