Inflação em abril fica em 0,43% com alta em alimentos e saúde
A inflação em abril de 2025 foi de 0,43%, com destaque para os aumentos nos setores de alimentação e saúde, enquanto o grupo de transportes apresentou queda devido à redução nos preços das passagens aéreas e combustíveis.
A inflação no Brasil atingiu 0,43% em abril, influenciada principalmente pelos setores de alimentação e saúde, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE. O grupo Alimentação e bebidas exerceu o maior impacto, enquanto o setor de Transportes apresentou queda.
Impactos da Alimentação na Inflação
O grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pelo aumento da inflação em abril, com uma variação de 0,82%, contribuindo com 0,18 ponto percentual no índice geral.
Mesmo apresentando uma desaceleração em relação a março, quando registrou 1,17%, o impacto foi significativo devido ao peso deste grupo no IPCA.
A alimentação no domicílio teve alta de 0,83%, destacando-se o aumento nos preços da batata-inglesa (18,29%), tomate (14,32%) e café moído (4,48%).
Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,80%, com o lanche apresentando um aumento de 1,38%. Por outro lado, o arroz teve uma queda de 4,19%, amenizando um pouco o impacto geral.
Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, explicou que, apesar da desaceleração, houve um maior espalhamento de taxas positivas dentro do grupo, com o índice de difusão passando de 55% para 70%.
Isso indica que mais produtos dentro do grupo Alimentação e bebidas apresentaram aumentos, ainda que em subitens de menor peso.
Influências do Setor de Saúde
O setor de Saúde e cuidados pessoais registrou um aumento de 1,18% em abril, exercendo um impacto de 0,16 ponto percentual no IPCA.
Este resultado foi fortemente influenciado pelos reajustes nos preços dos produtos farmacêuticos, que subiram 2,32% após a autorização de um aumento de até 5,09% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março. Este item sozinho contribuiu com 0,08 ponto percentual para o índice geral.
Além dos medicamentos, itens de higiene pessoal tiveram aumento, registrando uma alta de 1,09%. Esses aumentos refletem a pressão contínua sobre o consumidor, que vê seus gastos com saúde e cuidados pessoais crescerem, impactando diretamente o orçamento familiar.
Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, destacou que os reajustes nos preços dos medicamentos foram um dos principais fatores para a aceleração do grupo de Saúde e cuidados pessoais em abril, indicando que os consumidores devem continuar atentos às variações de preços neste setor.
Queda nos Transportes e Seus Efeitos
O grupo Transportes foi o único a apresentar queda em abril, com uma variação de −0,38%, impactando negativamente o IPCA em −0,08 ponto percentual.
Essa redução foi principalmente influenciada pela queda nas tarifas aéreas, que recuaram 14,15%, exercendo o maior impacto negativo individual no índice geral, com −0,09 ponto percentual.
Além das passagens aéreas, os combustíveis também registraram variação negativa, contribuindo para a queda do grupo. Todos os tipos de combustíveis apresentaram redução em abril: óleo diesel (−1,27%), gás veicular (−0,91%), etanol (−0,82%) e gasolina (−0,35%).
A queda nos preços do óleo diesel nas refinarias a partir de 1º de abril e o avanço na safra de etanol foram fatores determinantes para essas reduções.



