Inflação em junho fica em 0,24% com alta da energia e queda nos alimentos
A inflação de junho foi de 0,24%, influenciada por um aumento de 2,96% na energia elétrica e uma queda de 0,18% nos preços de alimentos. Regionalmente, Rio Branco teve a maior alta com 0,64%, enquanto Campo Grande registrou uma leve queda de 0,08%.
A inflação em junho registrou um aumento de 0,24%, influenciada principalmente pela alta na energia elétrica. Esse aumento contrasta com a queda nos preços do grupo Alimentação e bebidas, que registrou a primeira redução em nove meses. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, revelou que a energia elétrica residencial acumulou uma alta de 6,93% no primeiro semestre.
Impacto da energia elétrica na inflação
A energia elétrica registrou um aumento de 2,96% devido à implementação da bandeira tarifária vermelha patamar 1. Esse subitem foi o que mais impactou o índice, contribuindo com 0,12 ponto percentual para a taxa geral.
No acumulado do ano, a energia elétrica residencial já apresenta uma alta de 6,93%, a maior variação para um primeiro semestre desde 2018.
Os reajustes nas tarifas de energia elétrica em diferentes regiões do país também contribuíram para esse cenário de alta.
Em Belo Horizonte, a tarifa subiu 7,36%, enquanto em Porto Alegre o aumento foi de 14,19% em uma das concessionárias. Curitiba e Rio de Janeiro também registraram variações, com 1,97% de aumento e 2,16% de redução, respectivamente.
Essas mudanças nas tarifas impactam diretamente o orçamento das famílias, uma vez que a energia elétrica é um dos principais componentes dos gastos domésticos.
Além disso, a alta da energia elétrica também influencia os custos de produção de diversos setores, podendo gerar efeitos em cadeia nos preços de outros produtos e serviços.
Queda de preços em alimentação e bebidas
O grupo Alimentação e bebidas registrou uma queda de preços de 0,18% em junho, a primeira redução em nove meses, contribuindo negativamente com 0,04 ponto percentual para a inflação geral.
Essa diminuição foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que caiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho. Itens como ovo de galinha, arroz e frutas registraram quedas significativas de 6,58%, 3,23% e 2,22%, respectivamente.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram alta, como o tomate, que subiu 3,25%. A alimentação fora do domicílio também desacelerou, passando de 0,58% em maio para 0,46% em junho. O subitem lanche aumentou para 0,58%, enquanto a refeição caiu para 0,41%.
A queda nos preços de alimentação contribuiu para a diminuição do índice de difusão, que representa o percentual de subitens com variação positiva. Em junho, esse índice caiu de 60% para 54%, refletindo a redução dos preços alimentícios.
Se os alimentos fossem excluídos do cálculo do IPCA, a inflação do mês seria de 0,36%, destacando a importância desse grupo na composição do índice.
Variações regionais e índices de preços
A maior variação foi registrada em Rio Branco, com um aumento de 0,64%, impulsionado principalmente pelos custos de cinema, teatro e concertos, que subiram 77,22% devido ao fim da promoção de meia entrada, além de um aumento de 3,99% na energia elétrica residencial.
Em contraste, Campo Grande apresentou a menor variação, com uma queda de 0,08%, influenciada pela redução nos preços das frutas (-5,15%) e da gasolina (-1,38%).
Essas diferenças regionais refletem as especificidades locais de consumo e as variações nos custos de serviços e produtos em cada área.
Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,23% em junho, com a maior variação observada em Belo Horizonte (0,55%) devido ao aumento da energia elétrica e da gasolina.
Em Porto Alegre, a menor variação foi de -0,10%, influenciada pela queda nos preços da gasolina e dos produtos de higiene pessoal. Essas variações regionais destacam a influência de fatores locais nos índices de preços ao consumidor.



