Inflação em maio sobe 0,26% com eletricidade como vilã
A inflação em maio foi de 0,26%, com destaque para a alta de 3,62% na energia elétrica e a desaceleração nos preços dos alimentos. Brasília registrou a maior variação regional, com 0,82%, enquanto o INPC teve um aumento de 0,35%.
A inflação no Brasil desacelerou para 0,26% em maio, influenciada principalmente pela alta nos preços da energia elétrica residencial e pela desaceleração dos alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou esse resultado, divulgado pelo IBGE, refletindo mudanças significativas em grupos de produtos e serviços.
Impacto dos preços da energia elétrica
O impacto dos preços da energia elétrica foi um dos principais fatores que contribuíram para a inflação de maio.
O aumento de 3,62% na energia elétrica residencial gerou um impacto de 0,14 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Essa variação foi resultado da mudança na bandeira tarifária, que passou para a bandeira amarela, adicionando uma cobrança extra de R$ 1,885 por cada 100 kWh consumidos.
Além disso, houve reajustes em algumas áreas específicas e aumento nas alíquotas de PIS/COFINS, que também influenciaram os custos.
O grupo Habitação, que inclui a energia elétrica, registrou um avanço de 1,19% em maio, depois de um aumento de apenas 0,14% em abril.
Esse incremento foi significativo, considerando que a energia elétrica teve o maior impacto individual no índice geral do mês.
Além disso, a maior variação regional ocorreu em Brasília, com um aumento de 9,43% na energia elétrica residencial, o que contribuiu para uma variação total de 0,82% no local.
Desempenho dos alimentos e bebidas
O desempenho dos alimentos e bebidas apresentou uma desaceleração significativa em maio, variando apenas 0,17% em comparação aos 0,82% registrados em abril. Essa foi a menor variação mensal desde agosto de 2024, quando houve um recuo de 0,44%.
Entre os itens que contribuíram para essa desaceleração estão a queda nos preços do tomate, que caiu 13,52%, do arroz com uma redução de 4,00%, do ovo de galinha com queda de 3,98% e das frutas que diminuíram 1,67%.
Por outro lado, alguns alimentos registraram aumentos expressivos, como a batata-inglesa, que subiu 10,34%, a cebola com aumento de 10,28%, o café moído que teve alta de 4,59% e as carnes que subiram 0,97%.
O gerente da pesquisa explicou que o aumento da oferta devido à safra de inverno contribuiu para a queda dos preços do tomate, enquanto a batata-inglesa ainda não teve a safra suficiente para atender à demanda, resultando em alta nos preços.
Variações regionais e INPC
As variações regionais do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio mostraram diferenças significativas entre as localidades.
A maior variação foi registrada em Brasília, com um aumento de 0,82%, impulsionado principalmente pela alta de 9,43% nos preços da energia elétrica residencial e de 2,60% na gasolina.
Em contraste, a menor variação ocorreu em Rio Branco, que permaneceu estável com 0,00%. Essa estabilidade foi influenciada pela queda acentuada nos preços do ovo de galinha, que recuou 9,09%, e do arroz, com uma redução de 6,26%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também registrou uma alta de 0,35% em maio, acumulando 2,85% no ano e 5,20% nos últimos 12 meses. Essa taxa é ligeiramente inferior aos 5,32% observados nos 12 meses anteriores.
Os produtos alimentícios no INPC desaceleraram de 0,76% em abril para 0,26% em maio, enquanto os produtos não alimentícios mantiveram uma variação estável, passando de 0,39% em abril para 0,38% em maio.
Em Brasília, a variação do INPC foi de 1,24%, novamente influenciada pela energia elétrica e também pelo aumento nos preços do ônibus urbano, que subiu 12,90%.



