IPCA-15: prévia da inflação fica em 0,89% em abril

O IPCA-15 de abril de 2026 registrou uma alta de 0,89%, impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços de Alimentação e Bebidas e Transportes, com destaque para a elevação nos custos de alimentos e combustíveis.

O IPCA-15 surpreendeu ao registrar uma alta de 0,89% em abril de 2026, acima das expectativas do mercado que projetava um aumento de 1%. O índice, divulgado pelo IBGE, destacou a influência dos grupos Alimentação e Bebidas e Transportes.

Impacto da alimentação e bebidas

O grupo Alimentação e Bebidas teve um papel significativo no aumento do IPCA-15 em abril de 2026, registrando uma variação de 1,46%.

Esse aumento foi impulsionado principalmente pela aceleração dos preços da alimentação no domicílio, que passou de 1,10% em março para 1,77% em abril.

Produtos como cenoura, cebola, leite longa vida, tomate e carnes foram os principais responsáveis por essa alta. A cenoura, por exemplo, teve um aumento expressivo de 25,43%, enquanto a cebola subiu 16,54%.

A alimentação fora do domicílio também contribuiu para o aumento, com uma variação de 0,70%, em comparação com 0,35% no mês anterior.

Os preços do lanche e da refeição foram os principais influenciadores, registrando altas de 0,87% e 0,65%, respectivamente.

Esses dados refletem um cenário de pressão inflacionária significativa no setor de alimentos, impactando diretamente o índice geral do IPCA-15.

Influência dos combustíveis no IPCA-15

O setor de Transportes também desempenhou um papel crucial na alta do IPCA-15 em abril de 2026, com um aumento de 1,34%.

Esse impacto foi em grande parte devido ao aumento dos preços dos combustíveis, que subiram de -0,03% em março para 6,06% em abril.

A gasolina, em particular, foi o principal fator individual que influenciou o índice, registrando uma alta de 6,23% e contribuindo com 0,32 ponto percentual para o IPCA-15 do mês.

Essa elevação nos preços dos combustíveis reflete um cenário de instabilidade nos custos energéticos, que tem sido um desafio recorrente para a economia.

O aumento significativo da gasolina, após uma queda em março, destaca a volatilidade do mercado de combustíveis e seu impacto direto sobre o índice de preços ao consumidor, influenciando não apenas o custo do transporte, mas também afetando indiretamente outros setores econômicos.

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