IPCA-15: prévia da inflação fica em 0,06% em julho

A prévia da inflação acumula alta de 3,51% em 2026 e 4,52% nos últimos doze meses, abaixo dos 4,80% registrados no período anterior.

O IPCA-15 avançou apenas 0,06% em julho, com forte desaceleração diante dos 0,41% registrados no mês anterior, segundo os dados divulgados pelo IBGE. Apesar do resultado moderado, a composição do índice revelou movimentos contrastantes, pois a energia elétrica e os custos habitacionais pressionaram a inflação, enquanto os alimentos consumidos em casa apresentaram redução expressiva.

IPCA-15 desacelera em julho

A prévia da inflação nacional registrou alta de apenas 0,06% em julho, resultado 0,35 ponto percentual inferior aos 0,41% apurados no mês anterior.

Na comparação com julho de 2025, quando o indicador alcançou 0,33%, a leitura atual também revela uma pressão menor sobre os preços acompanhados pelo levantamento.

O IPCA-15 acumulou avanço de 3,51% entre janeiro e julho, enquanto a taxa dos últimos doze meses recuou de 4,80% para 4,52%.

O comportamento moderado do índice resultou principalmente do equilíbrio entre a alta dos custos residenciais e a redução expressiva observada nos alimentos consumidos pelas famílias.

Entre os nove grupos analisados, Habitação exerceu contribuição positiva de 0,15 ponto percentual, exatamente compensada pelo impacto negativo de Alimentação e bebidas.

Vestuário apresentou queda de 0,33%, enquanto Saúde e cuidados pessoais teve elevação de 0,28%, sem força suficiente para alterar significativamente o resultado geral.

Energia contrasta com alimentos

As despesas ligadas à moradia cresceram 0,97% durante julho, com destaque para a energia elétrica residencial, cuja alta de 3,03% representou o maior impacto individual.

A cobrança da bandeira tarifária amarela acrescentou R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora consumidos, enquanto reajustes regionais elevaram as contas em diversas capitais.

Curitiba incorporou aumento tarifário de 19,55%, Porto Alegre recebeu reajuste de 14,89% em uma concessionária e São Paulo aplicou correção de 8,85%.

Belo Horizonte também refletiu uma elevação anterior de 5,21%, enquanto o Rio de Janeiro apresentou variação de 4,88% após o retorno de um reajuste tarifário.

As tarifas de água e esgoto subiram 0,26%, com correções em Porto Alegre, Brasília e Curitiba, enquanto o gás encanado apresentou redução de 0,30%.

Em direção oposta, Alimentação e bebidas recuou 0,66%, resultado influenciado pela diminuição de 1,14% nos produtos destinados ao consumo dentro das residências.

O tomate ficou 19,95% mais barato, a batata-inglesa caiu 10,03% e o café moído perdeu 3,13%, enquanto a cebola avançou 7,10%.

A alimentação fora do domicílio subiu 0,55%, com aumento de 0,66% nas refeições e avanço mais moderado de 0,30% nos lanches.

Passagens elevam transportes

O grupo Transportes passou de uma queda de 0,03% em junho para uma alta de 0,11% em julho, pressionado principalmente pelas passagens aéreas.

Os bilhetes de avião ficaram 11,70% mais caros no período, apesar da redução conjunta de 0,90% registrada entre todos os combustíveis pesquisados.

O etanol caiu 2,50%, o óleo diesel recuou 1,32%, o gás veicular diminuiu 0,97% e a gasolina apresentou baixa de 0,68%.

Saúde e cuidados pessoais avançou 0,28%, com influência dos produtos de higiene, dos perfumes e da incorporação dos reajustes autorizados para planos de saúde.

Entre as regiões pesquisadas, o Rio de Janeiro apresentou a maior alta mensal, com 0,44%, devido aos aumentos das passagens aéreas e da eletricidade residencial.

Belém registrou o menor resultado, com recuo de 0,22%, favorecido principalmente pelas quedas de 19,45% no açaí e de 3,35% na gasolina.

A coleta considerou preços observados entre 17 de junho e 15 de julho de 2026 para famílias com renda entre um e quarenta salários mínimos.

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