PIB do Brasil cresce 0,4% no 2º trimestre impulsionado por Serviços
No segundo trimestre de 2025, o PIB do Brasil teve um crescimento de 0,4%, impulsionado principalmente pelo setor de Serviços e pelo aumento do Consumo das Famílias, enquanto a Indústria e a Agropecuária mostraram desempenhos variados.
O PIB do Brasil apresentou um crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025, alcançando R$ 3,2 trilhões, segundo o IBGE. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços, que registrou uma alta de 0,6%, e pelo aumento no Consumo das Famílias, que cresceu 0,5%. A Indústria também contribuiu com uma variação positiva de 0,5%, enquanto a Agropecuária apresentou uma ligeira queda de 0,1%.
Crescimento dos serviços impulsiona o PIB
O setor de Serviços desempenhou um papel crucial no crescimento do PIB brasileiro no segundo trimestre de 2025, registrando uma alta de 0,6%.
Entre as atividades que mais contribuíram, destacam-se as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, que cresceram 2,1%, e Informação e comunicação, com um aumento de 1,2%.
Esses segmentos foram impulsionados pelo desenvolvimento de software e pela demanda por serviços de tecnologia da informação.
Além disso, o Transporte, armazenagem e correio teve um desempenho positivo, com crescimento de 1,0%, influenciado pela retomada do transporte de passageiros e pelo aumento no comércio eletrônico.
Outras atividades que contribuíram para o resultado incluem Outras atividades de serviços (0,7%) e Atividades imobiliárias (0,3%).
Por outro lado, o setor de Comércio permaneceu estável, sem variação, enquanto Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social apresentou uma variação negativa de 0,4%. Este último foi impactado por cortes orçamentários e ajustes fiscais.
O crescimento disseminado no setor de Serviços reflete a resiliência e a capacidade de adaptação das empresas em um cenário de políticas monetárias restritivas, onde o crédito está mais caro e escasso.
As empresas têm buscado alternativas para manter a competitividade, investindo em inovação e eficiência operacional.
Indústria e agropecuária apresentam variações
Os setores de Indústria e Agropecuária apresentaram variações distintas no segundo trimestre de 2025, influenciando o desempenho geral do PIB.
O setor industrial registrou um crescimento de 0,5%, impulsionado principalmente pelas Indústrias Extrativas, que cresceram 5,4% devido ao aumento na extração de petróleo, gás e minério de ferro.
No entanto, outros segmentos industriais enfrentaram desafios, como Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que caíram 2,7% devido à piora nas bandeiras tarifárias e à queda no consumo de energia.
Além disso, as Indústrias de Transformação tiveram uma leve retração de 0,5%, impactadas pela redução na fabricação de caminhões, ônibus e alimentos.
A Construção também apresentou uma ligeira queda de 0,2%, refletindo a redução na produção e comercialização de insumos típicos.
No setor de Agropecuária, houve uma pequena variação negativa de 0,1% no trimestre, mas, em comparação com o segundo trimestre de 2024, o setor cresceu 10,1%.
Esse crescimento interanual foi impulsionado pelo clima favorável e pela produtividade recorde de culturas como milho e soja, que são commodities exportadas pelo Brasil.
De acordo com especialistas, a política monetária restritiva, com altas taxas de juros, tem impactado setores industriais que dependem de crédito, como a Construção e as Indústrias de Transformação.
Entretanto, a demanda externa por commodities brasileiras tem sustentado o crescimento da Agropecuária, compensando parcialmente os efeitos adversos das condições econômicas internas.
Consumo das famílias em alta
O Consumo das Famílias registrou um aumento de 0,5% no segundo trimestre de 2025, desempenhando um papel significativo no crescimento do PIB.
Este resultado positivo foi sustentado por uma combinação de fatores, incluindo o aumento na massa salarial real e a continuidade dos programas governamentais de transferência de renda, que têm proporcionado maior poder de compra às famílias brasileiras.
Além disso, o crédito disponível às famílias também contribuiu para essa alta, permitindo maior acesso a bens de consumo duráveis e serviços.
O cenário de inflação controlada e a recuperação gradual do mercado de trabalho têm favorecido a confiança dos consumidores, estimulando o consumo.
O crescimento do Consumo das Famílias reflete a resiliência do mercado interno em meio a desafios econômicos, como a política monetária restritiva.
Apesar das taxas de juros elevadas, o consumo familiar se mantém como um dos pilares do crescimento econômico, compensando parcialmente a queda no Consumo do Governo e nos Investimentos.
Especialistas apontam que a manutenção de políticas de estímulo ao consumo e o fortalecimento do mercado de trabalho são cruciais para sustentar essa trajetória de crescimento.
O aumento do consumo das famílias não apenas impulsiona o PIB, mas também gera efeitos positivos em diversos setores da economia, criando um ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento.



