IBc-Br: prévia do PIB do Banco Central cai 0,7% em maio
Em maio de 2025, o IBC-Br, que é uma prévia do PIB do Banco Central, apresentou uma queda de 0,7%, evidenciando a desaceleração econômica provocada pelo aumento das taxas de juros, que visam controlar a inflação, afetando assim o crescimento econômico e a criação de empregos.
A “prévia do PIB” do Banco Central, conhecida como IBC-Br, registrou uma queda de 0,7% em maio, marcando a primeira retração de 2025. Esse resultado reflete os desafios econômicos que o país enfrenta, especialmente em meio ao cenário de alta dos juros. Analistas já previam essa desaceleração, influenciada pelas medidas do Banco Central para conter a inflação.
Desaceleração econômica e impacto nos juros
A desaceleração econômica prevista para 2025 está diretamente ligada às medidas de política monetária adotadas pelo Banco Central do Brasil.
Com o objetivo de conter a inflação, a instituição tem elevado a taxa básica de juros, a Selic, que alcançou 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. Essa estratégia visa diminuir a pressão inflacionária ao desestimular o consumo e o investimento.
O Banco Central espera que essa política de juros altos contribua para uma desaceleração controlada da economia, o que, teoricamente, ajudaria a estabilizar os preços.
No entanto, essa abordagem também tem o efeito colateral de frear o crescimento econômico, impactando negativamente a geração de empregos e o poder de compra das famílias.
Os analistas de mercado preveem que o Banco Central manterá os juros elevados até que haja sinais claros de contenção da atividade econômica.
A expectativa é que o Copom (Comitê de Política Monetária) comece a reduzir as taxas de juros somente em 2026, quando as condições econômicas permitirem um afrouxamento monetário sem comprometer o controle da inflação.



