Taxa de desocupação atinge 5,1% e marca recorde histórico
Taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,1%, devido à expansão do setor de serviços e ao aumento de empregos formais, resultando em um rendimento médio dos trabalhadores em níveis recordes.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, marcando o menor nível desde o início da série histórica em 2012, segundo dados do IBGE. Esse resultado reflete a recuperação econômica e a expansão do mercado de trabalho, com destaque para o setor de serviços.
Queda histórica da desocupação
A taxa de desocupação no Brasil encerrou dezembro de 2025 em 5,1%, o menor nível desde o início da série histórica iniciada em 2012.
O resultado confirma a trajetória de melhora contínua do mercado de trabalho ao longo do ano e marca uma recuperação expressiva em relação ao período mais crítico da pandemia de Covid-19, quando o índice chegou a 14% em 2020 e permaneceu elevado em 2021, em 13,7%.
A redução da desocupação foi acompanhada por um crescimento consistente da ocupação, sem indícios de aumento do desalento ou da subutilização da força de trabalho.
O número de pessoas ocupadas alcançou 103 milhões, o maior já registrado, indicando que a queda do desemprego está associada à expansão efetiva do emprego no país.
Além da melhora nos indicadores de emprego, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores também atingiu um patamar recorde em 2025.
A média anual chegou a R$ 3.560, valor 5,7% superior ao registrado em 2024, quando o rendimento médio era de R$ 3.368. O crescimento reflete tanto a recuperação do mercado de trabalho quanto os efeitos da valorização do salário-mínimo.
Os maiores avanços de renda foram observados em setores que concentram trabalhadores com maior escolaridade e vínculos formais, como informação e comunicação, atividades financeiras e administração pública.
Essas áreas combinaram expansão do emprego com remunerações mais elevadas, contribuindo de forma significativa para o aumento do rendimento médio no país.
A valorização do salário-mínimo também teve impacto relevante, especialmente em atividades com menor grau de formalização, ajudando a disseminar o crescimento da renda entre diferentes segmentos da população ocupada.
Expansão do setor de serviços
O setor de serviços foi um dos principais motores da recuperação do mercado de trabalho em 2025, contribuindo significativamente para a queda na taxa de desocupação.
Com o crescimento das atividades de Informação, Comunicação, Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, o setor de serviços empregou um número recorde de trabalhadores, reforçando sua posição como um dos pilares da economia brasileira.
Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, observa que o setor de serviços não só expandiu seu contingente de trabalhadores, mas também melhorou a qualidade dos empregos oferecidos, com vínculos mais formalizados e salários mais altos.
Isso se refletiu no aumento do rendimento médio da população ocupada, que alcançou novos patamares em 2025.
Além disso, a recuperação do comércio, especialmente no segmento de vestuário e calçados, no final do ano, também contribuiu para a expansão do setor de serviços.
Essa recuperação ajudou a absorver a força de trabalho disponível e a manter a taxa de desocupação em níveis historicamente baixos.
O dinamismo do setor de serviços continua a ser um elemento vital para a estabilidade e crescimento do mercado de trabalho no Brasil.
Empregos com carteira assinada crescem
O ano de 2025 foi marcado por um crescimento expressivo nos empregos com carteira assinada no Brasil, atingindo o maior patamar da série histórica.
O número de trabalhadores formais no setor privado aumentou 2,8% em relação a 2024, totalizando 38,9 milhões de pessoas. Esse crescimento reflete a recuperação econômica e a confiança das empresas na estabilidade do mercado de trabalho.
O aumento no número de empregos formais foi impulsionado por setores como Administração Pública, Educação, Saúde e Serviços Sociais, que tradicionalmente oferecem vínculos de trabalho mais estáveis e melhores condições de remuneração.
Além disso, a expansão de atividades como Informação e Comunicação também contribuiu para o aumento do emprego formal.
A formalização do trabalho oferece aos empregados benefícios como segurança jurídica e acesso a direitos trabalhistas, contribuindo para a redução da informalidade e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores brasileiros.



