Economia e Negócios

Taxa de desocupação cai para 5,8% no trimestre terminado em junho

O Brasil alcançou uma taxa de desocupação de 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, a menor desde 2012, com um recorde de 39 milhões de empregos formais e uma redução da informalidade para 37,8%, destacando o crescimento nos setores públicos e educacionais.

A taxa de desocupação no Brasil atingiu um recorde histórico, caindo para 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, segundo dados do IBGE. Este é o menor nível desde o início da série histórica em 2012. O número de trabalhadores com carteira assinada também atingiu um recorde, chegando a 39 milhões. Além disso, houve uma redução significativa na informalidade e no desalento, refletindo um mercado de trabalho mais robusto.

Redução da taxa de desocupação

A taxa de desocupação no Brasil apresentou uma significativa redução, atingindo 5,8% no trimestre de abril a junho de 2025.

Este percentual representa uma queda de 1,2 pontos percentuais em comparação ao trimestre anterior, de janeiro a março de 2025, quando a taxa era de 7,0%.

Além disso, quando comparada ao mesmo período do ano anterior, a taxa de desocupação apresentou uma redução de 1,1 ponto percentual, consolidando-se como a menor taxa desde o início da série histórica, em 2012.

O número de pessoas desocupadas caiu significativamente, de 7,6 milhões no trimestre anterior para 6,3 milhões, uma redução de 17,4%. Este cenário positivo é atribuído ao aumento da população ocupada e à recuperação econômica em diversos setores.

Recorde de empregos com carteira assinada

O mercado de trabalho brasileiro registrou um recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, atingindo 39 milhões no trimestre encerrado em junho de 2025.

Este aumento representa um crescimento de 0,9% em relação ao trimestre anterior e de 3,7% comparado ao mesmo período do ano passado.

Esse crescimento no emprego formal indica uma recuperação sólida no mercado de trabalho, refletindo a confiança dos empregadores na economia e a criação de oportunidades de emprego de qualidade.

O aumento de empregos formais é crucial para a segurança financeira dos trabalhadores, oferecendo benefícios como seguro-desemprego, FGTS e aposentadoria.

A expansão do emprego com carteira assinada também contribui para a redução da informalidade no país, promovendo um ambiente de trabalho mais estável e protegido para milhões de brasileiros.

Queda na informalidade e desalento

A taxa de informalidade no Brasil apresentou uma redução significativa, alcançando 37,8% no trimestre de abril a junho de 2025. Este índice é um dos mais baixos já registrados, ficando atrás apenas do observado no mesmo período de 2020.

Apesar do aumento no número de trabalhadores sem carteira assinada, houve uma elevação no número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, o que indica uma formalização crescente entre os autônomos.

A estabilidade na comparação anual reflete um movimento de regularização e busca por segurança no mercado de trabalho.

Além disso, o número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu para 2,8 milhões, o menor nível desde 2016.

Esta redução de 13,7% em relação ao trimestre anterior e de 14,0% comparado ao ano passado demonstra uma renovada esperança e confiança na busca por trabalho entre os brasileiros.

Crescimento em setores específicos

O crescimento do emprego no Brasil foi concentrado em setores específicos, destacando-se a Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.

Este grupamento registrou um aumento significativo no número de ocupados, especialmente no segmento de Educação.

O setor público alcançou um recorde histórico com 12,8 milhões de empregados, crescendo 5,0% em relação ao trimestre anterior e 3,4% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Este aumento reflete investimentos governamentais em áreas essenciais para o desenvolvimento social e econômico do país.

Além disso, outras áreas mostraram crescimento em relação ao ano anterior, como Indústria geral, Comércio, Transporte, armazenagem e correio, e Informação, comunicação e atividades financeiras.

Esses setores contribuíram para a expansão do mercado de trabalho, oferecendo novas oportunidades de emprego e impulsionando a economia nacional.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo