Taxa de desocupação sobe para 6,1% no trimestre encerrado em março
No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,1%, conforme dados do IBGE, indicando um aumento na busca por empregos, enquanto a informalidade entre os trabalhadores caiu para 37,3%.
A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, segundo dados do IBGE. Este aumento representa uma alta de 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas ainda é a menor taxa para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica em 2012. A pesquisa revela que a população desocupada chegou a 6,6 milhões, com um aumento significativo no número de pessoas em busca de emprego.
Aumento da desocupação no trimestre
O mercado de trabalho brasileiro começou 2026 com aumento na procura por vagas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
No trimestre encerrado em março, a taxa de desocupação chegou a 6,1%, após ficar em 5,1% no trimestre que terminou em dezembro e em 5,8% no de fevereiro.
A alta de 1,0 ponto percentual mostra maior pressão sobre o emprego, embora o indicador siga em patamar historicamente baixo.
Para trimestres encerrados em março, esse foi o menor resultado desde 2012, início da série histórica do levantamento.
O número de pessoas desocupadas chegou a 6,6 milhões, com crescimento de 19,6% frente ao trimestre móvel anterior.
Na prática, mais 1,1 milhão de brasileiros passaram a procurar trabalho no período, ampliando o contingente fora da ocupação.
Apesar da piora trimestral, a comparação anual mostra um cenário mais favorável para o mercado de trabalho brasileiro.
Em relação ao mesmo trimestre de 2025, o total de desocupados caiu 13,0%, com redução de 987 mil pessoas.
A alta recente foi influenciada pela perda de vagas em atividades importantes, especialmente Comércio, Administração Pública e Serviços Domésticos.
Impacto da informalidade no mercado de trabalho
A presença de vínculos informais ainda pesa sobre o mercado de trabalho brasileiro, mesmo com sinais recentes de redução nesse grupo.
No trimestre móvel encerrado em março de 2026, o país registrou 38,1 milhões de trabalhadores atuando sem plena formalização.
Com esse contingente, a taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada. O percentual ficou abaixo dos 37,6% observados no trimestre anterior, indicando uma queda discreta na passagem trimestral.
A comparação anual também mostrou melhora, já que a informalidade alcançava 38,0% no mesmo intervalo de 2025.
Já o trabalho por conta própria permaneceu praticamente sem mudança no trimestre, com 26,0 milhões de pessoas nessa condição.
Na comparação com março de 2025, porém, esse grupo cresceu 2,4%, incorporando mais 607 mil trabalhadores autônomos.
Para analistas do IBGE, a retração da informalidade entre os anos foi puxada principalmente pela redução de empregados sem carteira assinada.
Também contribuiu para esse resultado a queda entre trabalhadores por conta própria que atuam sem CNPJ registrado.
Apesar do avanço, o país ainda convive com um volume elevado de ocupações informais, refletindo desafios persistentes de formalização.



