Brasil abre 72.960 vagas formais em maio, menor saldo desde 2020

As vagas formais criadas em maio ficaram concentradas principalmente em serviços, construção civil e agropecuária, enquanto o comércio teve participação quase nula no resultado.
O Brasil abriu 72.960 vagas de emprego com carteira assinada em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo, formado pela diferença entre admissões e desligamentos, foi o menor para o mês desde 2020 e indica uma desaceleração na geração de empregos formais, mesmo com resultados positivos em quase todos os setores analisados.
Serviços concentram maior parte das vagas formais
O setor de serviços foi o principal responsável pela criação de vagas formais em maio, ao registrar saldo de 45.655 postos de trabalho com carteira assinada no período.
Esse desempenho reforça a importância do segmento para o mercado de trabalho brasileiro, já que serviços reúnem atividades variadas, como atendimento, transporte, alimentação, tecnologia, educação, saúde e funções administrativas.
A construção civil também teve participação relevante no saldo do mês, com abertura de 12.096 vagas formais, em um movimento ligado à continuidade de obras, reformas, infraestrutura e projetos habitacionais.
Na agropecuária, o Caged apontou a criação de 10.205 postos com carteira assinada, resultado que costuma ser influenciado pelo calendário de produção, pela demanda por mão de obra no campo e pela movimentação das cadeias ligadas ao agronegócio.
A indústria encerrou maio com 4.974 novas vagas formais, contribuindo de forma mais moderada para o saldo nacional, enquanto o comércio registrou apenas 40 admissões líquidas e ficou praticamente estável no período.
Comércio limita avanço do mercado formal em maio
Apesar do saldo positivo no conjunto da economia, o resultado de maio mostrou que a geração de empregos formais perdeu força na comparação histórica, especialmente pelo desempenho quase neutro do comércio.
O comércio, setor com forte participação no mercado de trabalho, registrou saldo de apenas 40 vagas com carteira assinada em maio, o que ajudou a limitar o ritmo geral de criação de empregos formais no país.
Esse comportamento pode estar ligado a fatores sazonais, custos operacionais, cautela nas contratações e mudanças no padrão de consumo, embora os dados divulgados indiquem apenas o saldo final do setor.
Com isso, o mercado formal avançou em maio, mas de maneira concentrada em alguns segmentos, principalmente serviços, construção civil e agropecuária.
O resultado também mostra que a criação de vagas com carteira assinada permaneceu positiva, embora em um patamar mais fraco para o período, reforçando a diferença entre setores que contrataram de forma mais consistente e aqueles que praticamente não ampliaram seus quadros.



