Economia e Negócios

Vendas do varejo crescem 0,5% em junho, revela IBGE

As vendas do varejo mostraram melhora regional ampla, embora Tocantins, Rio Grande do Sul e Distrito Federal tenham registrado algumas das principais quedas.

O comércio varejista brasileiro apresentou melhora em junho de 2026, mas os dados do IBGE revelam um desempenho ainda desigual entre atividades e modalidades de venda. Enquanto o varejo tradicional cresceu 0,5% frente a maio e avançou 2,9% na comparação anual, o varejo ampliado recuou 1,0%, pressionado principalmente por veículos, motos e material de construção.

Vendas do varejo avançam em junho

O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 0,5% em junho de 2026, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado representa uma aceleração diante da alta de 0,1% registrada em maio e indica melhora pontual no ritmo das vendas durante o período analisado.

Mesmo com o avanço mensal, a média móvel trimestral permaneceu negativa em 0,3%, sinal de que o desempenho recente ainda apresenta oscilações relevantes.

A expansão apareceu em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Amazonas, Espírito Santo e Roraima entre os maiores crescimentos registrados.

Na direção oposta, Tocantins, Rio Grande do Sul e Distrito Federal apresentaram algumas das principais retrações observadas no levantamento regional.

Na comparação com junho de 2025, o varejo também permaneceu no campo positivo, com crescimento de 2,9% no volume comercializado.

Setores mostram comportamento desigual

O desempenho das atividades pesquisadas pelo IBGE revelou equilíbrio entre avanços e retrações, já que quatro segmentos cresceram e outros quatro perderam força em junho.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico lideraram os ganhos ao subir 2,4%, seguidos por hipermercados e supermercados, cuja expansão chegou a 1,1%.

Também ficaram no campo positivo móveis e eletrodomésticos, que avançaram 0,4%, além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, em alta de 0,2%.

Na direção oposta, livros, jornais, revistas e papelaria tiveram a maior queda do mês, de 9,9%, enquanto tecidos, vestuário e calçados recuaram 2,6%.

As demais perdas apareceram em combustíveis e lubrificantes, que cederam 1,7%, e em equipamentos para escritório, informática e comunicação, cuja retração foi de 1,3%.

Varejo ampliado segue trajetória diferente

O comércio varejista ampliado recuou 1,0% em junho frente a maio, em uma trajetória distinta da melhora observada no varejo tradicional.

Esse grupo reúne veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.

Veículos e motos registraram queda de 1,5% no mês, enquanto material de construção apresentou retração ainda mais intensa, de 3,5%.

Apesar da perda mensal, o varejo ampliado manteve crescimento no acumulado do ano, com avanço de 1,9% até junho.

A diferença entre os dois indicadores mostra que a recuperação do comércio ainda ocorre de forma desigual entre atividades e segmentos mais dependentes de crédito e investimento.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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