As vendas do varejo acumularam crescimento de 1,7% entre janeiro e maio de 2026, apesar da perda de força observada no trimestre mais recente.
O varejo brasileiro apresentou crescimento de apenas 0,1% em maio de 2026, sinal de que o consumo permaneceu praticamente estável após a retração observada no mês anterior. Os dados do IBGE mostram uma recuperação concentrada em poucos segmentos, enquanto atividades relevantes ainda enfrentaram queda nas vendas.
Consumo perde força após recuo registrado em abril
As vendas do varejo brasileiro permaneceram próximas da estabilidade em maio de 2026, com variação de apenas 0,1% sobre abril, resultado insuficiente para compensar a retração observada no mês anterior.
O desempenho mostra que o comércio ainda encontra dificuldades para estabelecer uma trajetória contínua de recuperação, apesar do retorno ao campo positivo depois da queda mensal de 1,5%.
A análise dos três meses encerrados em maio reforça essa leitura, pois o indicador médio apresentou redução de 0,2% após não registrar alteração no trimestre anterior.
Mesmo com a fraqueza recente, o volume comercializado entre janeiro e maio ficou 1,7% acima do resultado apurado no mesmo intervalo do ano passado.
No acumulado de doze meses, a expansão chegou a 1,4%, percentual que indica crescimento moderado diante das diferenças observadas entre os diversos ramos do comércio.
A modalidade ampliada apresentou desempenho inferior ao varejo restrito, com queda mensal de 0,2% e redução trimestral de 0,3% no período encerrado em maio.
Esse indicador, que também considera veículos, materiais de construção e o atacado de alimentos, bebidas e fumo, acumulou aumento de 1,3% nos cinco primeiros meses de 2026.
Papelaria, roupas e eletrodomésticos sustentam o resultado
O comércio de livros, jornais, revistas e artigos de papelaria apresentou a principal alta de maio, com expansão de 15,2% em relação ao mês anterior.
As lojas de tecidos, roupas e calçados tiveram crescimento de 3,1%, enquanto o segmento de móveis e eletrodomésticos avançou 2,7% depois de cinco resultados mensais negativos.
As vendas de medicamentos, produtos médicos, itens ortopédicos e artigos de perfumaria cresceram 1,4%, ao passo que combustíveis e lubrificantes registraram alta de 1,1%.
Entre os setores com perdas, equipamentos de escritório, informática e comunicação recuaram 1,7%, enquanto supermercados e estabelecimentos de alimentos e bebidas caíram 1,5%.
A categoria de artigos pessoais e domésticos apresentou redução de 0,3%, resultado menos intenso do que a queda registrada pelo segmento durante abril.
No varejo ampliado, materiais de construção cresceram 2,1%, enquanto veículos, motocicletas, peças e componentes avançaram 1,8% na comparação mensal.
Resultado anual revela avanço concentrado em poucos segmentos
Na comparação com maio de 2025, as vendas do varejo cresceram 0,4%, enquanto a modalidade ampliada apresentou retração de 0,6% no mesmo intervalo.
Livros, jornais, revistas e papelaria lideraram o crescimento anual com alta de 22,5%, maior resultado do setor desde setembro de 2022.
O comércio de tecidos, roupas e calçados avançou 3,5%, ao passo que medicamentos, produtos médicos, itens ortopédicos e artigos de perfumaria cresceram 2,7%.
Combustíveis e lubrificantes tiveram expansão de 2%, enquanto móveis e eletrodomésticos registraram aumento de 1,7% frente ao mesmo mês do ano anterior.
Supermercados, alimentos, bebidas e fumo apresentaram queda de 0,5%, enquanto equipamentos de escritório, informática e comunicação recuaram 4,1%.
O atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo exerceu a maior pressão negativa sobre o varejo ampliado, com redução anual de 7,7%.
Entre os estados, Tocantins apresentou os maiores avanços nas duas modalidades, enquanto São Paulo registrou a principal queda anual no comércio varejista ampliado.
