Educação e Carreiras

Menos de 50% dos brasileiros têm habilidades digitais complexas

Menos de 50% dos brasileiros possuem habilidades digitais complexas, como o uso de inteligência artificial, conforme pesquisa da CNI. Os jovens de 16 a 24 anos se destacam nesse cenário.

O avanço da inteligência artificial e da transformação tecnológica tem aumentado a demanda por profissionais mais qualificados, mas o Brasil ainda enfrenta uma lacuna relevante nessa área. Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que apenas 44,5% dos brasileiros dominam habilidades digitais complexas, como ferramentas de IA e softwares mais avançados.

Baixa maturidade digital no Brasil

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o domínio de competências digitais ainda é limitado entre os brasileiros.

Embora 64% afirmem executar tarefas básicas, a necessidade de qualificação é evidente para acompanhar a evolução tecnológica.

O levantamento indica que menos da metade da população domina atividades digitais mais complexas, como uso de inteligência artificial, planilhas avançadas e configuração de softwares.

Esse cenário revela uma distância entre as habilidades atuais dos trabalhadores e as exigências crescentes do mercado.

A baixa maturidade digital pode dificultar o acesso a melhores oportunidades profissionais, especialmente em setores que adotam automação, análise de dados e ferramentas inteligentes.

Na indústria, esse desafio se torna ainda mais relevante diante da transformação provocada pela chamada indústria 4.0.

Para reduzir essa lacuna, especialistas defendem investimentos contínuos em educação profissional, requalificação e atualização tecnológica.

Programas de capacitação podem preparar trabalhadores para lidar com novas ferramentas e manter sua competitividade em um ambiente cada vez mais digital.

Iniciativas como as do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) também ganham importância nesse processo.

Ao oferecer recursos de aprendizagem, desenvolvimento de competências e simulações voltadas ao mercado de trabalho, essas ações ajudam a aproximar a força de trabalho das demandas atuais e futuras da economia.

Jovens lideram domínio digital no mercado

A pesquisa da CNI mostra que as novas gerações têm maior facilidade para lidar com ferramentas digitais usadas no ambiente profissional.

Entre pessoas de 16 a 24 anos, 65,7% aparecem nos níveis médio-alto e alto de maturidade digital, especialmente quando as tarefas exigem mais domínio técnico.

Esse desempenho indica que a familiaridade com tecnologia, construída desde a infância ou adolescência, tem reflexos diretos na preparação para o trabalho.

Aplicativos, plataformas online, recursos de automação e ferramentas de inteligência artificial já fazem parte da rotina de muitos jovens.

Na faixa de 25 a 34 anos, o resultado também é elevado, com 63,2% dos entrevistados classificados nos níveis mais avançados.

Esse grupo reúne profissionais em fase de consolidação da carreira, que precisam combinar experiência prática com capacidade de adaptação tecnológica.

A vantagem dos mais jovens, porém, não elimina a necessidade de aprendizado constante. Como as ferramentas mudam rapidamente, competências digitais podem ficar defasadas em poucos meses, mesmo entre quem já apresenta bom domínio.

O levantamento também aponta uma diferença geracional no uso da tecnologia. À medida que a idade aumenta, a maturidade digital tende a diminuir, o que reforça a importância de programas de qualificação voltados a todas as faixas etárias.

Crescimento da inteligência artificial

A inteligência artificial (IA) está rapidamente redefinindo o mercado de trabalho no Brasil. Segundo o Observatório Nacional da Indústria (ONI), novas ocupações estão surgindo, criando cerca de 4.950 oportunidades no setor.

Entre as novas ocupações destacam-se o Engenheiro de Sistemas Embarcados com IA e o Cientista de Dados para Redes de Telecomunicações.

Esses papéis são essenciais para a operação e otimização de tecnologias avançadas, mostrando a importância da IA na evolução dos processos industriais e empresariais.

O Técnico em Automação Cognitiva de Infraestrutura e o Técnico em Observabilidade de Infraestrutura Física e Digital são outras funções emergentes que demonstram como a IA está sendo integrada em diferentes níveis operacionais.

Essas posições exigem habilidades especializadas para monitorar e melhorar a eficiência das operações através do uso de dados e algoritmos inteligentes.

Além disso, o Analista de Manutenção Preditiva Autônoma e o Técnico em AIOps são fundamentais para a manutenção e automação de sistemas, utilizando IA para prever falhas e otimizar o desempenho.

Com a crescente demanda por essas habilidades, a capacitação em IA se torna indispensável para profissionais que desejam se destacar e progredir em suas carreiras.

Amanda Cortonezi Silva

Colunista no segmento Educação e Carreiras | Coordenadora de Redação, especialista em Marketing de Conteúdo e tem mais de 7 anos de experiência em liderança. Possui forte conhecimento em desenvolvimento profissional, recrutamanto, formação de áreas, treinamento de equipes e educação corporativa.

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