Desigualdade persiste e freia o avanço da liderança feminina no Brasil
Em 2024, apenas 17,4% das empresas brasileiras são comandadas por mulheres, evidenciando uma estagnação na liderança feminina. Apesar de representarem 41,2% da força de trabalho, as mulheres ocupam apenas 28,8% dos cargos de liderança globalmente, levando muitas a buscar o empreendedorismo como alternativa para superar barreiras corporativas.
A Pesquisa Panorama Mulheres 2025 revelou que apenas 17,4% das empresas brasileiras são presididas por mulheres, destacando a estagnação na liderança feminina. Apesar das mulheres representarem 41,2% da força de trabalho global, elas ocupam apenas 28,8% dos cargos de liderança. A desigualdade persiste, especialmente em conselhos e vice-presidências.
Desigualdade de gênero em cargos de liderança
A desigualdade de gênero em cargos de liderança é um problema persistente no Brasil. De acordo com um estudo recente, apenas 17,4% das empresas no país são presididas por mulheres.
Este dado reflete uma estagnação em relação aos anos anteriores e destaca a sub-representação feminina em posições de liderança.
Embora as mulheres representem 41,2% da força de trabalho global, elas ocupam apenas 28,8% dos cargos de liderança, conforme o Relatório de Desigualdade Global de Gênero do Fórum Econômico Mundial.
Este cenário é ainda mais crítico quando analisamos os conselhos de administração, onde 17,1% das cadeiras são ocupadas por mulheres. Em mais da metade desses conselhos, não há presença feminina entre os conselheiros.
Ainda que haja um aumento na presença feminina em diretorias, com um crescimento de 26% para 30%, a desigualdade se intensifica em níveis mais altos, como as vice-presidências, onde as mulheres ocupam apenas 20% dos cargos, uma queda em relação aos 34% de 2022.
Este quadro evidencia a necessidade de ações estruturadas e compromissos públicos para promover avanços concretos na equidade de gênero.
Empreendedorismo feminino como alternativa
O empreendedorismo feminino surge como uma alternativa viável para muitas mulheres que enfrentam barreiras no ambiente corporativo tradicional.
De acordo com a Pesquisa Panorama Mulheres 2025, há uma proporção significativamente maior de trajetórias empreendedoras entre mulheres, indicando que muitas encontram no empreendedorismo um caminho para superar as limitações impostas pelas estruturas corporativas.
A pesquisa também revela que o perfil empreendedor está relacionado ao porte das empresas. Cerca de 36% das mulheres estão à frente de negócios com até 200 colaboradores, enquanto 40% dos homens lideram grandes organizações com mais de mil funcionários.
Este dado ilustra como o empreendedorismo pode ser uma via para mulheres que buscam liderança, mas encontram obstáculos em corporações maiores.
Além disso, empresas lideradas por mulheres tendem a apresentar maior presença feminina em todos os níveis de liderança e governança.
No entanto, esse cenário não garante necessariamente uma maior estruturação institucional, o que reforça a importância de iniciativas que promovam a equidade de gênero de forma sustentável e abrangente.



