Indústria e Tendências

Certificação fitossanitária eletrônica acelera comércio Brasil-Chile

O Brasil e o Chile implementaram a certificação fitossanitária eletrônica, o que facilitou o comércio agrícola entre os dois países, resultando em mais de US$ 2 bilhões em exportações brasileiras para o Chile em 2024, além de reduzir custos e aumentar a transparência nas operações comerciais.

A certificação fitossanitária eletrônica está transformando as operações de comércio entre Brasil e Chile. Com a adoção do ePhyto, ambos os países buscam acelerar o processo de exportação e importação de produtos agrícolas e florestais, reduzindo custos e aumentando a transparência. Essa iniciativa fortalece a parceria bilateral e moderniza os processos de certificação.

Certificação digital agiliza exportações

A adoção da certificação fitossanitária eletrônica está transformando o comércio entre Brasil e Chile ao modernizar processos, reduzir burocracias e agilizar operações.

O intercâmbio digital de certificados acelera a liberação de cargas na fronteira, especialmente de produtos perecíveis, ao eliminar trâmites presenciais e o envio de documentos em papel, diminuindo custos logísticos e o tempo de trânsito documental.

A transmissão direta de informações entre os sistemas oficiais dos dois países também aumenta a rastreabilidade e a transparência, garantindo conferências mais seguras e documentação acessível para consultas futuras.

O modelo eletrônico segue os padrões da Convenção Internacional de Proteção de Plantas (IPPC), o que oferece previsibilidade operacional e abre caminho para ampliar o escopo de produtos certificados.

A experiência brasileira com certificações digitais reforça essa confiabilidade: o Certificado Sanitário Nacional (CSN), utilizado para produtos de origem animal, já ultrapassou 80 mil emissões em menos de um ano, evidenciando a eficiência do sistema e sua aceitação no mercado.

O impacto no comércio bilateral é direto. A modernização dos procedimentos sanitários fortalece a parceria comercial entre os países e favorece um ambiente de maior segurança e competitividade.

Ao reduzir barreiras burocráticas e agilizar as operações, a certificação eletrônica cria condições para expandir o portfólio exportado e melhora o tempo de resposta em transações sensíveis.

Além de aumentar a eficiência, a iniciativa alinha Brasil e Chile às tendências globais de digitalização e sustentabilidade, posicionando ambos como referências na adoção de práticas comerciais modernas na América Latina.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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