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Desmatamento no Brasil coloca agricultores dos EUA em desvantagem, afirma representante

Produtos brasileiros passaram a enfrentar custos maiores no mercado americano após Washington alegar que práticas ambientais irregulares prejudicam os agricultores dos EUA.

Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, associou o desmatamento no Brasil à perda de competitividade dos agricultores estadunidenses. A declaração reforçou a justificativa para a tarifa de 25%, contestada pelo governo brasileiro com argumentos sobre certificação, fiscalização e atualização dos dados ambientais.

Desmatamento entra no debate comercial

O desmatamento no Brasil passou a ocupar espaço relevante nas discussões sobre competitividade internacional, especialmente entre países que adotam exigências ambientais mais rígidas para produtores locais.

Nos Estados Unidos, Jamieson Greer afirmou que práticas ilegais em áreas brasileiras reduzem custos de produção e criam vantagens comerciais diante dos agricultores estadunidenses.

Segundo essa avaliação, mercadorias como madeira e carne poderiam chegar ao mercado externo com preços menores por causa da exploração de áreas abertas sem autorização ambiental.

A tarifa adicional de 25% representa uma resposta dos Estados Unidos a essas acusações e alcança setores como etanol, máquinas agrícolas e produtos de papel.

No entanto, petróleo, café e carne bovina ficaram fora da cobrança, enquanto outras atividades brasileiras passaram a enfrentar despesas maiores para manter presença no mercado dos Estados Unidos.

Esse cenário amplia a insegurança entre exportadores, pois decisões tarifárias associadas ao meio ambiente podem alterar contratos, preços e estratégias comerciais de longo prazo.

Brasil rejeita justificativas dos EUA

O governo brasileiro considera as acusações sem fundamento técnico e sustenta que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos não refletem os mecanismos nacionais de controle ambiental.

João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente, afirmou que a madeira destinada ao exterior recebe certificação e passa por fiscalização desde a origem até o momento do embarque.

Esse processo inclui a participação de órgãos como Ibama e Receita Federal, responsáveis por verificar documentos, procedência e cumprimento das regras aplicáveis às exportações.

As autoridades brasileiras também contestam os dados usados pelo governo estadunidense, pois alegam que essas informações não acompanham a redução recente do desmatamento amazônico.

Segundo a resposta oficial, o país registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento na Amazônia em mais de uma década.

Brasília interpreta a tarifa como instrumento de pressão política e comercial, além de considerar que a medida interfere em questões internas do país.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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