Estoques de petróleo da OCDE caem ao menor nível desde 1990
Os estoques de petróleo da OCDE chegaram ao menor nível em mais de três décadas, reforçando a preocupação com a estabilidade do abastecimento global em um momento de forte incerteza geopolítica.
O relatório da Agência Internacional de Energia colocou em evidência a vulnerabilidade do mercado de petróleo diante das tensões no Oriente Médio e das restrições no Estreito de Ormuz. A entidade aponta que os efeitos sobre o transporte marítimo e sobre as expectativas de consumo passaram a influenciar diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda.
Estoques da OCDE caem ao menor nível desde 1990
Os estoques de petróleo dos países da OCDE chegaram ao menor patamar desde 1990, segundo relatório mensal divulgado pela Agência Internacional de Energia.
A queda ocorreu depois que as reservas recuaram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio, em um período de instabilidade no abastecimento.
A pressão aumentou com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte internacional de petróleo e sensível para o mercado energético.
Apesar do nível crítico, o acordo de paz preliminar entre Estados Unidos e Irã pode abrir espaço para uma normalização gradual do fluxo de petróleo.
Caso a passagem volte a operar com maior previsibilidade, o mercado pode reduzir parte da tensão sobre fretes, prazos de entrega e recomposição dos estoques.
Ainda assim, a recuperação das reservas deve depender do ritmo de produção, da segurança nas rotas marítimas e da capacidade dos importadores de reorganizar contratos.
AIE reduz previsão de demanda mundial
A Agência Internacional de Energia também revisou para baixo sua projeção para a demanda mundial de petróleo em 2026.
Segundo o relatório, o consumo global deve cair 1,1 milhão de barris por dia em 2026, redução quase três vezes maior que a prevista no mês anterior.
A nova estimativa sugere menor ritmo de atividade econômica, mudanças no consumo energético e maior cautela de empresas e governos diante da instabilidade recente.
Para o mercado, a revisão reforça que a pressão sobre o petróleo envolve estoques reduzidos e expectativa de consumo menor ao longo de 2026.
Esse contraste pode limitar altas mais intensas nos preços, mas não elimina o risco de volatilidade enquanto a recomposição das reservas permanecer incerta.
O cenário também amplia a atenção sobre decisões de produtores, refinarias e países importadores, que precisam ajustar planejamento diante de oferta restrita e demanda mais fraca.



