Indústria e Tendências

Exportação de carne bovina cai 27,1% em agosto

A exportação de carne bovina para a China recuou 10% no mês, embora o acumulado até agosto tenha registrado crescimento de 15%.

Nem mesmo a valorização dos preços internacionais conseguiu evitar a queda das exportações brasileiras de carne bovina registrada durante o mês de agosto. As receitas ficaram 19,7% abaixo do resultado alcançado um ano antes, enquanto a quantidade embarcada apresentou redução de 27,1% no mesmo intervalo. O movimento refletiu uma estratégia preventiva das empresas após a cota chinesa se aproximar do limite sujeito à cobrança adicional de 55%.

Preços maiores não compensam queda dos embarques

A valorização internacional da carne bovina não conseguiu neutralizar a forte redução dos embarques brasileiros registrada durante agosto no comércio exterior.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o faturamento obtido pelo país recuou 19,7%, enquanto a quantidade negociada com compradores estrangeiros diminuiu 27,1%.

A diferença entre esses percentuais mostra que os preços mais elevados amenizaram parte da perda financeira, mas não impediram a retração das receitas brasileiras.

Os números fazem parte da balança comercial divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsável pelo acompanhamento das operações externas do país.

A queda refletiu principalmente uma redução preventiva nas remessas ao mercado chinês, principal destino da carne bovina brasileira no comércio internacional.

Cota chinesa reduz ritmo das exportações

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços relacionou o resultado de agosto à proximidade do limite anual estabelecido pela China para o produto brasileiro.

Em 10 de agosto, as autoridades chinesas informaram que as compras realizadas naquele ano já correspondiam a 90% de toda a cota disponível.

Diante da proximidade do teto, as empresas brasileiras reduziram antecipadamente os embarques para evitar a tarifa adicional de 55% aplicada aos volumes excedentes.

A nova estratégia provocou uma queda de 10% nas vendas destinadas à China durante agosto, após meses de forte presença brasileira naquele mercado.

Apesar da retração mensal, as negociações com compradores chineses acumularam crescimento de 15% entre janeiro e agosto na comparação com o período anterior.

Em sentido oposto, as exportações para os Estados Unidos avançaram 12,1% no mês, resultado que ofereceu algum suporte diante da perda registrada no principal destino.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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