Preços da construção avançam 0,37% em março, aponta IBGE

Em março de 2026, os preços da construção no Brasil aumentaram 0,37%, com o Nordeste se destacando devido a aumentos salariais e de materiais, o que elevou o custo por metro quadrado para R$ 1.932,27.

Os preços da construção registraram um aumento de 0,37% em março de 2026, com destaque para a Região Nordeste. Segundo o IBGE, o custo por metro quadrado subiu para R$ 1.932,27. Esse avanço reflete reajustes salariais e variações nos preços dos materiais de construção.

Aumento dos custos de materiais e mão de obra

Os custos da construção civil no Brasil atingiram R$ 1.932,27 por metro quadrado em março de 2026, segundo o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi). Desse total, R$ 1.089,78 correspondem aos materiais, enquanto R$ 842,49 estão ligados à mão de obra.

O avanço geral foi de 0,37% no mês, impulsionado principalmente pela elevação nos preços de insumos e pelos reajustes salariais no setor.

Os materiais registraram alta de 0,43%, superando tanto o resultado de fevereiro (0,36%) quanto o índice observado no mesmo período do ano anterior (0,35%).

Já os custos com mão de obra apresentaram variação de 0,31%, refletindo os impactos de acordos coletivos que reajustam os salários dos trabalhadores da construção.

Esses fatores combinados seguem pressionando o orçamento das obras e influenciando o custo final dos projetos no país.

Impacto regional no nordeste

A Região Nordeste destacou-se em março de 2026 com a maior variação regional nos custos da construção civil, registrando um aumento de 0,95%.

Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelos reajustes salariais nas categorias profissionais, especialmente na Paraíba e na Bahia.

Na Bahia, o índice alcançou a maior taxa do mês, com 2,16%, refletindo o impacto dos acordos coletivos que ajustam os salários dos trabalhadores da construção civil.

Esses reajustes são fundamentais para manter o poder de compra dos profissionais, mas acabam por elevar os custos das obras na região.

Na Paraíba, a taxa foi de 1,83%, também influenciada pelos reajustes salariais. As altas nos custos de mão de obra têm um peso significativo no custo agregado do Sinapi, representando cerca de 40% do total.

Essas variações regionais são importantes para entender as dinâmicas locais e seus efeitos no mercado de construção civil.

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