Produção industrial cresce em 10 locais no Brasil em abril
A produção industrial apresentou resultado positivo em abril, apoiada pelo desempenho de estados que se destacaram na indústria extrativa e de transformação.
Dez dos 15 locais acompanhados pelo IBGE registraram crescimento industrial em abril de 2026, contribuindo para a alta nacional de 0,7% no período. O avanço foi puxado por estados como Bahia, Ceará e Espírito Santo, que ajudaram a sustentar o resultado positivo da indústria brasileira em um cenário ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e diferenças regionais no ritmo de produção.
Desempenho regional da indústria
A produção industrial brasileira teve desempenho desigual entre as regiões em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE, com avanços concentrados em alguns estados e retrações mais fortes em áreas ligadas à atividade extrativa.
A Bahia liderou o crescimento no mês, com alta de 3,0%, seguida pelo Ceará, com avanço de 2,3%, e pelo Espírito Santo, que registrou expansão de 2,1%.
Também apresentaram resultados positivos Santa Catarina e Goiás, ambos com crescimento de 1,7%, além do Rio de Janeiro, com alta de 1,5%, e da Região Nordeste, com avanço de 1,4%.
São Paulo, principal polo industrial do país, cresceu 0,9% em abril, indicando uma melhora gradual da atividade industrial paulista em meio a um cenário econômico ainda marcado por restrições ao crédito.
Na outra ponta, Mato Grosso e Pará tiveram as maiores quedas da produção industrial, com recuos de 5,2% e 5,0%, respectivamente, influenciados por fatores locais ligados à atividade extrativa e a dificuldades logísticas.
Pernambuco, Rio Grande do Sul e Amazonas também registraram retração no período, embora em intensidade menor, reforçando a diferença de desempenho entre os parques industriais estaduais.
O resultado regional mostra que a indústria brasileira segue influenciada por condições específicas de cada estado, incluindo composição produtiva, infraestrutura, demanda local e peso de setores como transformação e extração mineral.
A política monetária restritiva continua sendo um dos principais entraves para uma recuperação mais ampla, já que os juros elevados encarecem o crédito e limitam novos investimentos das empresas.
Apesar disso, o mercado de trabalho mais aquecido tem ajudado a sustentar parte da demanda, pois a queda da desocupação e o aumento da massa salarial favorecem o consumo de bens industriais.



