Projeções indicam queda nas exportações de frango e recorde de vendas de ovos em 2025
Em 2025, as exportações de frango do Brasil devem cair 2% devido a embargos relacionados à gripe aviária, enquanto as vendas de ovos estão em alta, com um crescimento recorde de 116,6%, impulsionadas pela demanda dos EUA.
As exportações de frango do Brasil devem cair 2% em 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Enquanto isso, as vendas de ovos devem disparar, impulsionadas pela demanda dos Estados Unidos no primeiro semestre. A gripe aviária e embargos de grandes importadores como China e União Europeia afetam o cenário.
Queda nas exportações de frango
As exportações de frango do Brasil podem enfrentar um declínio significativo em 2025, com uma previsão de queda de até 2% em volume, totalizando 5,2 milhões de toneladas.
Esta redução é atribuída principalmente aos embargos impostos após um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, em maio deste ano.
Embora o Brasil tenha se declarado livre da doença em junho, alguns embargos permanecem, especialmente por parte de grandes importadores.
Apesar do cenário desafiador, a ABPA mantém uma perspectiva otimista para o futuro, esperando que as exportações retomem o crescimento em 2026, com um aumento projetado de 5,8%.
A produção nacional de frango, por sua vez, deve continuar em expansão, com previsão de crescimento de até 3% em 2025 e outros 2% em 2026, indicando uma recuperação gradual do setor.
Crescimento nas vendas de ovos
Enquanto as exportações de frango enfrentam desafios, o mercado de ovos do Brasil está em plena ascensão.
Em 2025, as exportações de ovos devem registrar um crescimento recorde de 116,6% em comparação com o ano anterior.
Este aumento expressivo é impulsionado pela alta demanda dos Estados Unidos, que sofreu perdas significativas em sua produção de aves devido à gripe aviária.
De janeiro a julho, as exportações brasileiras de ovos para os EUA dispararam 1.419,3%, com um total de 18.976 toneladas enviadas, gerando um faturamento de US$ 41 milhões.
Este crescimento ocorreu antes da imposição de um tarifaço de 50% pelo governo norte-americano, o que trouxe incertezas sobre o futuro das exportações para esse mercado.
Mesmo com o tarifaço, a produção estadunidense continua baixa, o que pode manter a demanda por ovos brasileiros.
A ABPA prevê um crescimento mais modesto de 12,5% nas exportações de ovos para 2026, enquanto a produção nacional deve continuar em alta, com um aumento projetado de 7,5% para este ano e 4,8% para 2026.
O setor está trabalhando em conjunto com o governo brasileiro para tentar reverter as tarifas impostas, buscando manter a competitividade no mercado internacional.



