A queima de gás está causando desperdício de US$ 63 bilhões em energia e dificultando as metas de redução de emissões. Apesar de iniciativas como a “Zero Queima de Rotina até 2030” e projetos do Banco Mundial, a prática continua.
A queima de gás atingiu o nível mais alto desde 2007, comprometendo a segurança energética e as metas de emissões globais. Em 2024, foram queimados 151 bilhões de metros cúbicos de gás, resultando em uma perda de US$ 63 bilhões. A prática continua a ser um desafio, apesar dos esforços para reduzi-la.
Impacto da queima de gás na segurança energética
A queima de gás natural, prática comum na extração de petróleo, tem implicações significativas para a segurança energética global.
Este processo não apenas desperdiça uma valiosa fonte de energia, mas também contribui para a emissão de gases de efeito estufa, como o metano, que é altamente prejudicial ao meio ambiente.
Em um momento em que mais de um bilhão de pessoas ainda não têm acesso confiável à energia, o desperdício de gás natural poderia ser convertido em uma fonte de energia crucial.
A queima de gás representa uma perda de aproximadamente US$ 63 bilhões em energia, que poderia ser utilizada para melhorar o acesso à energia em regiões carentes.
Além disso, a queima contínua de gás natural enfraquece os esforços globais para alcançar metas de emissões, como as estabelecidas no Acordo de Paris.
Países que se comprometeram com a iniciativa “Zero Queima de Rotina até 2030” têm mostrado progresso, mas a prática persiste, especialmente nos nove maiores países que queimam gás, que são responsáveis por três quartos de toda a queima global.
Para mitigar esses impactos, é essencial que governos e operadores priorizem a redução da queima de gás. Soluções tecnológicas e políticas eficazes podem criar condições favoráveis para projetos de redução, transformando o gás desperdiçado em um motor de desenvolvimento econômico sustentável.
Redução da queima de gás: soluções e iniciativas
A redução da queima de gás é uma prioridade global, com várias soluções e iniciativas sendo implementadas para enfrentar este desafio.
Uma das principais abordagens é o compromisso com a iniciativa “Zero Queima de Rotina até 2030”. Países participantes têm demonstrado um progresso significativo, com uma redução média de 12% na intensidade da queima desde 2012.
O Banco Mundial, por meio da Parceria Global para a Redução da Queima e do Metano (GFMR), está na vanguarda desses esforços, fornecendo apoio técnico e financeiro para projetos de redução de queima.
Um exemplo é o projeto no Uzbequistão, onde foram alocados US$ 11 milhões para identificar e corrigir vazamentos de metano na rede de transporte de gás, reduzindo as emissões em até 100.000 toneladas anuais.
Além disso, a implementação de políticas eficazes que incentivem a redução da queima é essencial. Governos e operadores devem colaborar para criar um ambiente regulatório que promova investimentos em tecnologias de captura e aproveitamento de gás.
Isso não apenas ajuda a reduzir as emissões, mas também transforma o gás desperdiçado em uma fonte de energia valiosa.
Por fim, a capacitação e o fortalecimento institucional são fundamentais para garantir que as soluções sejam sustentáveis e escaláveis.
Por meio de treinamento e desenvolvimento de capacidades, os países podem melhorar suas infraestruturas e adotar práticas mais eficientes, garantindo que a redução da queima de gás se torne uma realidade duradoura.
