Vendas da indústria de máquinas crescem 10,6% em 2025
Em 2025, as vendas da indústria de máquinas cresceram 10,6%, mas um aumento nas tarifas dos EUA resultou em uma queda de 5,6% em agosto. As exportações para a América do Sul, especialmente para a Argentina, aumentaram, enquanto as vendas para os EUA diminuíram devido à baixa demanda por máquinas de construção civil.
As vendas da indústria de máquinas registraram um crescimento de 10,6% no acumulado de 2025, segundo a Abimaq. No entanto, o mês de agosto apresentou uma queda de 5,6% devido ao tarifaço dos Estados Unidos. Esse desempenho reflete um cenário de desaceleração, com mudanças nos principais destinos das exportações brasileiras.
Desempenho das exportações
O desempenho das exportações de máquinas e equipamentos brasileiras em 2025 apresentou variações significativas entre os destinos.
As vendas para a América do Norte registraram uma queda de 9%, impactadas principalmente pela redução na demanda dos Estados Unidos.
Por outro lado, a América do Sul destacou-se com um aumento de 17,2% nas exportações, impulsionado pelo crescimento expressivo nas vendas para a Argentina, que subiram 47,2%.
Este aumento foi fortemente influenciado pela demanda por máquinas agrícolas e para construção civil, que tiveram incrementos de 82,8% e 80,1%, respectivamente.
Na Europa, as exportações cresceram 11,6%, mostrando um mercado em recuperação e aberto para a tecnologia brasileira.
A diversificação dos destinos e o aumento nas vendas para regiões como a América do Sul são indicativos de uma estratégia de exportação mais robusta e adaptável às mudanças econômicas globais.
Impacto do tarifaço
O impacto do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros foi sentido de forma significativa na indústria de máquinas e equipamentos.
Em agosto, as vendas do setor recuaram 5,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo R$ 26,5 bilhões. Esse declínio é atribuído à política monetária contracionista e à imposição de tarifas adicionais sobre os produtos brasileiros.
O tarifaço afetou diretamente as exportações para os EUA, que representaram 25,9% do total de exportações do setor até agosto de 2025.
A queda de 7,5% nas vendas para os Estados Unidos reflete a retração na demanda por máquinas para construção civil, que caiu 14,9%.
Essa situação ressalta a necessidade de diversificação dos mercados de exportação para mitigar os impactos de políticas protecionistas.
Apesar das adversidades, o setor busca alternativas para contornar os efeitos do tarifaço, incluindo o fortalecimento das relações comerciais com outros países e a exploração de novos mercados na América do Sul e Europa, que mostraram crescimento positivo nas exportações.
*Com informações Agência Brasil



