Os dados do sistema Deter mostram redução de 35% nas áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal no último ciclo monitorado. O resultado é atribuído a políticas ambientais mais rigorosas e maior cooperação internacional.
A Amazônia apresentou uma redução expressiva nos alertas de desmatamento entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, sinalizando uma mudança no ritmo da devastação florestal. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam queda de 35% na área sob alerta no período, resultado atribuído ao reforço da fiscalização, à retomada de políticas ambientais e à ampliação da cooperação internacional.
Redução significativa nas áreas sob alerta
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram uma redução de 35% nas áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal, de agosto de 2025 a janeiro de 2026. O total foi de 1.324 km², comparado aos 2.050 km² do mesmo período anterior.
Essa queda significativa é resultado de esforços coordenados entre diversos ministérios e órgãos governamentais, como parte de uma estratégia abrangente para combater o desmatamento na região.
A Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, reativada em 2023, desempenha um papel crucial nesse processo.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que, com a continuidade desses esforços, o Brasil pode alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia até 2026. Esse progresso é um marco importante na luta contra a degradação ambiental.
Impactos positivos no Cerrado e outras regiões
No Cerrado, os esforços para reduzir o desmatamento também estão dando frutos. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, as áreas sob alerta de desmatamento diminuíram 6%, totalizando 1.905 km², em comparação aos 2.025 km² do ciclo anterior.
Além disso, outras regiões, como o Pantanal, mostram sinais positivos. Embora tenha havido um aumento de 45,5% no desmatamento entre 2025 e 2026, comparado ao ciclo anterior, a análise de um período mais longo, de 2023 a 2024, revela uma queda de 65,2%.
O fortalecimento da fiscalização e monitoramento, com o apoio de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi fundamental para esses resultados.
As operações de fiscalização aumentaram significativamente, contribuindo para a redução do desmatamento e degradação em várias regiões.
Esforços do governo e cooperação internacional
Os esforços do governo brasileiro para combater o desmatamento têm sido intensos e envolvem uma ampla cooperação internacional.
A reativação e ampliação do Fundo Amazônia é um exemplo claro desse compromisso. Com investimentos de R$ 3,642 bilhões nos últimos três anos, o fundo se tornou uma ferramenta essencial para implementar políticas ambientais eficazes.
A cooperação internacional desempenha um papel crucial, com o aumento significativo no número de doadores para o Fundo Amazônia, passando de dois para nove países, incluindo Noruega, Alemanha e Estados Unidos.
Em 2025, foram aprovados R$ 850 milhões do fundo para fortalecer as ações de fiscalização ambiental na Amazônia.
Além disso, a parceria com organizações internacionais e o apoio de países como o Reino Unido e a União Europeia têm sido fundamentais para o avanço das políticas de controle do desmatamento.
Esses esforços conjuntos destacam a importância de uma abordagem global para enfrentar os desafios ambientais.
