OMS revela que condições neurológicas afetam 42% da população mundial
Relatório da OMS revela que 42% da população mundial sofre de condições neurológicas, evidenciando desigualdades no acesso a cuidados e sugerindo ações para melhorar a saúde cerebral em nível global.
Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que condições neurológicas afetam 42% da população mundial, totalizando 3,4 bilhões de pessoas. Esse dado ressalta a necessidade urgente de melhorar o atendimento e acesso a serviços de saúde neurológica.
Impacto global das condições neurológicas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 3,4 bilhões de pessoas, equivalente a 42% da população mundial, convivem com algum tipo de condição neurológica. As taxas são mais elevadas na Europa e nas Américas, onde quase metade dos habitantes é afetada.
Essas condições são responsáveis por cerca de 11,8 milhões de mortes anuais, refletindo a gravidade e a extensão do problema.
Entre as principais condições neurológicas identificadas estão a doença de Alzheimer, enxaquecas, TDAH, autismo, epilepsia, entre outras, que contribuem significativamente para a carga global de doenças.
Além do impacto direto na saúde, as condições neurológicas geram desafios sociais e econômicos, uma vez que muitas vezes resultam em incapacidades que afetam a qualidade de vida e a produtividade das pessoas.
A OMS ressalta a necessidade de melhorar o acesso a diagnósticos e tratamentos, especialmente em áreas rurais e desassistidas, onde o estigma e a exclusão social são mais prevalentes.
Desigualdade no acesso a cuidados neurológicos
A desigualdade no acesso a cuidados neurológicos é um dos principais desafios apontados pelo relatório da OMS.
Em países de baixa renda, a disponibilidade de neurologistas é até 82 vezes menor em comparação com países de alta renda, o que limita significativamente o acesso a diagnósticos e tratamentos adequados.
Além disso, serviços críticos como unidades de AVC, neurologia pediátrica e reabilitação são frequentemente escassos ou concentrados em áreas urbanas, deixando populações rurais e desassistidas sem acesso a cuidados essenciais.
Essa disparidade é agravada pela falta de políticas nacionais voltadas para distúrbios neurológicos, com apenas 32% dos países possuindo tais políticas.
A OMS destaca que apenas 25% dos países incluem distúrbios neurológicos na cobertura universal de saúde, e apenas 18% relatam ter financiamento destinado a enfrentá-los.
Essa realidade reforça desigualdades sociais e impõe grande pressão financeira às famílias, especialmente em locais onde o apoio governamental é limitado ou inexistente.



