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Grupo hacker rouba dados da dona do Ozempic

Dados da dona do Ozempic estão no centro de uma ofensiva hacker que envolveu pedido de US$ 25 milhões à Novo Nordisk. O caso expõe a pressão crescente sobre a segurança digital de  farmacêuticas que lidam com pesquisas clínicas.

A farmacêutica Novo Nordisk, responsável por medicamentos como Ozempic e Wegovy, foi alvo de um ataque cibernético atribuído ao grupo hacker FulcrumSec. Segundo os invasores, foram roubados 1,3 terabyte de dados, incluindo informações sensíveis sobre medicamentos, pacientes de testes clínicos, funcionários e sistemas internos da empresa.

Invasores dizem ter permanecido por meses nos sistemas

De acordo com o FulcrumSec, a invasão ocorreu em março e permitiu acesso prolongado a ambientes digitais da farmacêutica por aproximadamente dois meses.

Nesse intervalo, os hackers afirmam ter encontrado uma lista com mais de 700 mil arquivos, o que indicaria alcance significativo dentro da estrutura tecnológica da empresa.

O grupo também declarou ter acessado informações de 11.500 pacientes participantes de testes clínicos, além de dados referentes a milhares de profissionais ligados à companhia.

A existência desse tipo de material aumenta a sensibilidade do ataque, já que envolve informações pessoais, pesquisas farmacêuticas e registros internos de uma empresa global.

Outro ponto mencionado pelos invasores envolve detalhes sobre medicamentos lançados e não lançados, instalações de processamento e modelos de inteligência artificial utilizados pela Novo Nordisk.

Mesmo assim, o FulcrumSec afirmou que não pretende divulgar dados de pacientes, funcionários ou informações que possam comprometer diretamente a operação dos sistemas da farmacêutica.

O episódio amplia a pressão sobre empresas do setor de saúde, que lidam com grandes volumes de dados clínicos, industriais e comerciais.

Ataques desse tipo podem afetar não apenas a reputação das companhias, mas também a confiança de pacientes, pesquisadores, investidores e órgãos reguladores envolvidos em pesquisas e tratamentos médicos.

Ataque expõe fragilidade em dados sensíveis da Novo Nordisk

A tentativa de extorsão contra a Novo Nordisk colocou em evidência a vulnerabilidade de grandes farmacêuticas diante de ataques cibernéticos direcionados a informações estratégicas.

O grupo FulcrumSec afirma ter cobrado US$ 25 milhões da empresa para devolver dados obtidos durante a invasão, mas passou a considerar a venda de parte do material após não conseguir o pagamento.

O caso envolve uma base de grande volume, estimada pelos hackers em 1,3 terabyte, com arquivos relacionados a diferentes áreas da companhia.

A Novo Nordisk, fabricante de tratamentos como Ozempic e Wegovy, confirmou ter identificado um incidente de segurança e informou que o episódio envolveu acesso não autorizado a sistemas internos.

A empresa também declarou que está em contato com autoridades responsáveis para conduzir as medidas cabíveis e avaliar os impactos da invasão.

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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