Tecnologia e Inovações

Paradromics realiza teste humano com chip cerebral Connexus

A Paradromics testou seu chip cerebral Connexus em humanos, utilizando 420 agulhas como eletrodos para registrar sinais neurais. O Connexus tem como objetivo restaurar a comunicação em pacientes com deficiências motoras, mostrando segurança e eficácia em implantes rápidos.

A empresa americana Paradromics realizou o primeiro teste de seu chip cerebral em um humano, marcando um avanço significativo na tecnologia de interfaces cérebro-computador. Implantado em menos de 20 minutos, o chip Connexus visa restaurar a comunicação em pessoas com deficiências motoras graves, como esclerose lateral amiotrófica e lesões na medula espinhal.

Funcionamento do chip Connexus

O chip Connexus da Paradromics é uma inovação tecnológica que utiliza inteligência artificial para interpretar sinais cerebrais.

Este dispositivo foi projetado para ajudar pacientes com deficiências motoras graves, permitindo que eles se comuniquem de maneira eficaz.

O chip é implantado no cérebro e, uma vez conectado, é capaz de registrar atividades neurais, traduzindo-as em comandos que podem ser usados para falar, escrever ou controlar um cursor na tela de um computador.

O procedimento de implante é relativamente rápido, levando menos de 20 minutos para ser concluído. Durante o teste, o chip foi implantado e removido sem complicações, demonstrando a viabilidade e segurança do processo.

A capacidade do Connexus de registrar sinais no nível de neurônios individuais é um diferencial importante, pois garante uma precisão e qualidade de sinal superiores, essenciais para a eficácia do dispositivo.

Além disso, o chip Connexus é equipado com 420 pequenas agulhas que atuam como eletrodos para captar a atividade neural.

Este design inovador permite um monitoramento detalhado e em tempo real das funções cerebrais, proporcionando aos pacientes uma nova forma de interação com o mundo ao seu redor, mesmo em casos de limitações físicas severas.

Comparação com a Neuralink

A Paradromics e a Neuralink, ambas empresas de ponta no campo das interfaces cérebro-computador, têm abordagens distintas em seus dispositivos.

Enquanto a Paradromics utiliza o chip Connexus com 420 pequenas agulhas que funcionam como eletrodos para registrar a atividade neural, a Neuralink de Musk opta por um design com 64 fios finos, totalizando mais de 1.000 eletrodos.

Essa diferença no design reflete abordagens diversas para capturar sinais cerebrais. O modelo da Paradromics foca na precisão ao registrar sinais de neurônios individuais, o que pode resultar em uma qualidade de sinal mais clara e detalhada.

Por outro lado, a Neuralink, com seu maior número de eletrodos, busca também um monitoramento abrangente, mas com uma estrutura diferente.

Ambas as empresas têm como objetivo restaurar a comunicação e a mobilidade em pacientes com deficiências motoras, mas a escolha entre um ou outro dispositivo pode depender de fatores como a especificidade do caso clínico e as preferências do paciente.

Além disso, a competição entre essas empresas incentiva a inovação contínua no setor, beneficiando pacientes com soluções cada vez mais avançadas.

Carlos Aono

Colunista no segmento Tecnologia e Inovações | CTOO do Grupo Ideal Trends, é especialista em tecnologia e inovação há mais de 9 anos. Sua missão como colunista do portal é traduzir tendências tecnológicas em insights estratégicos para negócios e para a sociedade.

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