Golpes digitais ligados à Copa exploram a pressa dos torcedores por ofertas, sorteios e conteúdos exclusivos durante o torneio. A recomendação é desconfiar links suspeitos e de qualquer cadastro que solicite dados pessoais ou financeiros.
O interesse global pela Copa do Mundo também se tornou uma oportunidade para cibercriminosos explorarem torcedores em ambientes digitais. Levantamentos recentes apontam aumento de domínios suspeitos, páginas fraudulentas e perfis falsos relacionados ao torneio, reforçando a necessidade de atenção redobrada na compra de ingressos, no acesso a transmissões e no compartilhamento de informações pessoais.
Copa do Mundo vira isca para golpes digitais
Grandes eventos esportivos costumam ampliar o volume de fraudes porque concentram atenção global, urgência de compra e forte envolvimento emocional dos torcedores.
Nesse ambiente, criminosos aproveitam a expectativa pela Copa do Mundo para criar ofertas falsas de ingressos, transmissões não autorizadas, sorteios inexistentes e lojas virtuais que desaparecem após receber pagamentos.
As transmissões piratas também aparecem entre os riscos mais comuns, especialmente quando exigem a instalação de extensões, aplicativos ou plugins desconhecidos.
Ao aceitar esse tipo de download, o usuário pode expor o dispositivo a vírus, roubo de senhas, invasão de contas e monitoramento indevido de dados pessoais.
Perfis falsos em redes sociais ampliam o alcance dessas fraudes, pois conseguem circular rapidamente por mensagens compartilhadas, anúncios patrocinados e publicações que imitam comunicados oficiais.
Em muitos casos, a aparência profissional das páginas e o uso de marcas conhecidas dificultam a identificação do golpe por usuários menos atentos.
Dados mostram avanço de domínios suspeitos e perfis falsos
Levantamento citado pela CNN aponta que cerca de 1.140 dos 13 mil domínios eletrônicos registrados com referências à Copa do Mundo de 2026, entre janeiro e maio, foram classificados como suspeitos.
O número indica que parte relevante das páginas criadas em torno do torneio pode estar ligada a tentativas de fraude, imitação de marcas conhecidas ou captura de informações de usuários.
Entre abril e maio, a Kaspersky também identificou 164 domínios fraudulentos relacionados à venda de itens colecionáveis do mundial.
Essas páginas costumam explorar produtos com forte apelo emocional para torcedores, como camisas, lembranças, acessórios e supostos artigos exclusivos, muitas vezes apresentados com preços atrativos para estimular compras rápidas.
Outro ponto de alerta envolve as redes sociais, onde a Fortinet identificou mais de 1.700 contas e canais usando indevidamente a identidade e a marca da FIFA.
Esse tipo de estratégia pode enganar usuários ao simular comunicação oficial, divulgar links maliciosos ou promover falsas promoções associadas ao evento.
Segurança digital deve orientar compras e acessos
Para reduzir o risco de fraude, especialistas recomendam que torcedores comprem ingressos, pacotes e produtos apenas em canais oficiais ou em plataformas autorizadas.
Ofertas muito abaixo do preço de mercado, páginas recém-criadas e links recebidos por mensagens devem ser tratados com desconfiança, principalmente quando solicitam pagamento imediato ou dados sensíveis.
O cuidado também deve ser maior em redes Wi-Fi públicas, frequentemente usadas em aeroportos, bares, hotéis e locais de grande circulação durante eventos esportivos.
Quando o acesso for inevitável, o uso de VPN pode ajudar a proteger a conexão, enquanto a autenticação em duas etapas reduz o risco de invasão em contas de e-mail, bancos, redes sociais e serviços de compra.
A orientação geral é evitar downloads desconhecidos, desconfiar de transmissões que exigem instalação de programas e manter softwares de segurança atualizados.
Com o avanço dos golpes digitais ligados à Copa do Mundo, a prevenção passa a ser parte essencial da experiência dos torcedores, especialmente em um torneio que deve movimentar compras, viagens, apostas, transmissões e interações online em escala global.
