Tecnologia e Inovações

Mais de 50% dos brasileiros acessam internet pela TV

Em 2024, mais de 50% da população brasileira acessou a internet pela TV, enquanto o uso de microcomputadores diminuiu. Apesar das disparidades regionais, as regiões Norte e Nordeste apresentam avanços significativos.

Em 2024, o acesso à internet pela TV superou pela primeira vez 50% da população, atingindo 53,5%, segundo dados do IBGE. Enquanto isso, o uso de microcomputadores para acessar a internet caiu significativamente. Esses dados refletem mudanças nas preferências de acesso, impulsionadas pela popularidade das plataformas de streaming e a evolução dos dispositivos conectados.

Crescimento do uso da TV para acessar a internet

O uso da televisão como meio de acesso à internet tem crescido de forma significativa nos últimos anos. Em 2024, pela primeira vez, mais da metade da população brasileira com 10 anos ou mais de idade acessou a internet através de televisores, atingindo 53,5%.

Este crescimento notável reflete o avanço das plataformas de streaming e a integração de tecnologias inteligentes às TVs, tornando-as centros de entretenimento e informação.

A partir de 2016, quando apenas 11,3% da população utilizava a TV para acessar a internet, houve um aumento contínuo, que se intensificou nos últimos anos. Entre 2019 e 2024, a proporção de usuários que optaram por esse meio mais que dobrou, passando de 32,2% para 53,5%.

Esse fenômeno pode ser atribuído à crescente oferta de conteúdos digitais e à facilidade de acesso proporcionada pelas Smart TVs.

Queda no uso de microcomputadores para internet

O uso de microcomputadores para acessar a internet tem apresentado uma tendência de queda ao longo dos anos. Em 2024, apenas 33,4% da população brasileira utilizava microcomputadores para esse fim, uma redução significativa em comparação a 2016, quando o percentual era de 63,2%.

Essa diminuição reflete a mudança nas preferências dos usuários, que têm optado por dispositivos mais portáteis e versáteis, como smartphones e tablets.

Entre os fatores que contribuíram para essa queda está a popularização dos smartphones, que oferecem acesso fácil e constante à internet, além de uma vasta gama de aplicativos e funcionalidades.

Os celulares se tornaram o principal meio de acesso à internet, com 98,8% dos usuários utilizando-os em 2024, superando amplamente o uso de microcomputadores.

Apesar dessa tendência, o uso de microcomputadores ainda é predominante em alguns segmentos, como entre estudantes de ensino superior e pós-graduação.

Em 2024, mais de ¾ desses estudantes acessaram a internet por meio de microcomputadores, tanto na rede pública quanto na privada, com percentuais de 77,4% e 77,5%, respectivamente.

Isso demonstra que, embora menos utilizado de forma geral, o microcomputador ainda desempenha um papel importante em contextos educacionais e profissionais que exigem maior capacidade de processamento e funcionalidade.

Diferenças regionais no acesso à internet

As diferenças regionais no acesso à internet no Brasil são marcantes e refletem disparidades socioeconômicas e de infraestrutura entre as diversas áreas do país.

Em 2024, a região Centro-Oeste liderou com 93,1% da população utilizando a internet, enquanto as regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores percentuais, com 88,2% e 87,2%, respectivamente.

Apesar disso, essas regiões foram as que mais avançaram em relação ao ano anterior, com aumentos de 2,9 p.p. e 3,0 p.p..

Desde 2016, a desigualdade regional no acesso à internet tem diminuído. A região Norte, por exemplo, passou de 71,4% para 90,2% no período, mostrando uma significativa expansão no uso da internet.

Esse progresso pode ser atribuído a investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas para a inclusão digital, que têm se intensificado nos últimos anos.

Carlos Aono

Colunista no segmento Tecnologia e Inovações | CTOO do Grupo Ideal Trends, é especialista em tecnologia e inovação há mais de 9 anos. Sua missão como colunista do portal é traduzir tendências tecnológicas em insights estratégicos para negócios e para a sociedade.

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