Pó de brita preço
Aviso de segurança. Pó de brita usado como agregado miúdo em concreto estrutural, base de pavimento ou aterro compactado tem impacto direto na segurança da edificação e deve atender aos requisitos da ABNT NBR 7211:2022, com dosagem e verificação de conformidade definidas por engenheiro civil ou profissional habilitado com ART registrada no CREA. Ensaios de granulometria (ABNT NBR NM 248), material pulverulento (ABNT NBR NM 46) e potencial de reação álcali-agregado (ABNT NBR 15577) devem ser feitos por laboratório qualificado. As informações desta página são de referência técnica e não substituem projeto, memorial de dosagem nem laudo assinado.
O que é pó de brita e como ele se diferencia da areia
Pó de brita é o material fino residual da britagem de rocha, coletado após os estágios de britador de mandíbula e cônico, normalmente sem lavagem ou classificação adicional. Seus grãos são angulosos e de textura áspera, o que aumenta o intertravamento em camadas compactadas, mas também eleva a demanda de água e de pasta de cimento em misturas. A areia natural, por comparação, tem grãos arredondados e praticamente não contém finos abaixo de 0,075 mm. Quando o pó de brita passa por lavagem e classificação para remover o excesso de pulverulento, ele deixa de ser subproduto e passa a ser vendido como areia artificial ou areia de britagem, produto de preço superior e granulometria controlada.
- Pó de brita bruto: alto teor de finos, uso em base, aterro, assentamento e argamassas menos exigentes.
- Pó de brita classificado: passou por peneiramento, teor de finos reduzido, uso em concreto e blocos.
- Areia de britagem lavada: finos removidos por via úmida, substitui areia natural em concreto estrutural.
- Bica corrida e rachão: frações graúdas do mesmo processo, não confundir com o pó.
Tipos de rocha e o que muda na prática
A rocha de origem define características que aparecem no canteiro. O granito e o gnaisse, mais comuns no Sudeste, produzem pó de coloração acinzentada a rosada e massa específica em torno de 2,6 a 2,7 g/cm³. O basalto, predominante no Sul e em parte do Centro-Oeste, gera material mais escuro e ligeiramente mais denso, com boa resistência ao desgaste. O calcário produz pó mais claro e macio, adequado a argamassas e a correção de solo, porém menos indicado onde há exigência de abrasão. Rochas com sílica criptocristalina ou vidro vulcânico merecem atenção especial quanto à reação álcali-agregado, verificada pelos métodos da série ABNT NBR 15577 antes do emprego em concreto estrutural de longa vida útil.
Como escolher o pó de brita para cada aplicação
A escolha começa pela função da camada ou da mistura, não pelo preço do metro cúbico. Para assentamento de piso intertravado, o que importa é a granulometria uniforme e a ausência de torrões, com camada de 3 a 5 cm que não deve ser compactada antes do assentamento das peças. Para argamassa de contrapiso e chapisco, o pó bruto costuma atender bem e reduz custo frente à areia natural. Para concreto estrutural, só material com granulometria enquadrada na zona utilizável da ABNT NBR 7211:2022 e pulverulento dentro do limite; caso contrário o consumo de cimento sobe e a trabalhabilidade cai. Em base e sub-base de pavimento, o pó puro raramente é suficiente — normalmente entra em mistura com brita graduada, e a graduação final é definida em projeto de pavimentação.
- Assentamento de intertravado e calçada: pó bruto seco, camada regularizada de 3 a 5 cm.
- Contrapiso e argamassa de revestimento: pó bruto ou classificado, substituição parcial da areia.
- Concreto estrutural: exige areia de britagem lavada ou pó classificado com laudo de granulometria.
- Blocos e artefatos vibroprensados: mistura com pó classificado, teor de finos ajustado à prensa.
- Aterro e regularização de acesso: pó bruto compactado em camadas, com controle de umidade.
Especificação técnica: o que pedir no laudo
Um orçamento comparável começa por uma especificação escrita. O comprador B2B deve exigir da pedreira o boletim de ensaio com granulometria pela ABNT NBR NM 248, material pulverulento pela ABNT NBR NM 46, massa unitária e, quando o destino é concreto estrutural, avaliação de reatividade pela ABNT NBR 15577. A tabela abaixo resume os atributos que definem a compra e como eles se traduzem em uso. Onde a pedreira não emite laudo próprio, o custo do ensaio em laboratório externo deve entrar na conta da obra — é barato perto do retrabalho de um contrapiso que fissura ou de um lote rejeitado na concreteira.
| Atributo | Referência de ensaio ou norma | O que observar | Aplicação típica |
|---|---|---|---|
| Granulometria e módulo de finura | ABNT NBR NM 248 / ABNT NBR 7211:2022 | Enquadramento nas zonas utilizável e ótima do agregado miúdo | Concreto e argamassa |
| Teor de material pulverulento | ABNT NBR NM 46 | Excesso de finos aumenta demanda de água e de cimento | Concreto estrutural e blocos |
| Torrões de argila e materiais friáveis | ABNT NBR 7211:2022 | Comprometem aderência e geram pontos fracos | Argamassa e concreto |
| Massa unitária | Ensaio de laboratório da pedreira | Base da conversão entre metro cúbico e tonelada | Todo orçamento por volume |
| Reatividade álcali-agregado | Série ABNT NBR 15577 | Rochas com sílica reativa exigem mitigação em projeto | Concreto estrutural de longa vida |
| Umidade de estoque | Controle do fornecedor | Altera massa faturada e água de amassamento | Compra por tonelada |
| Litologia (granito, basalto, calcário) | Declaração da pedreira | Cor, densidade e resistência ao desgaste | Acabamento aparente e pavimento |
Metro cúbico ou tonelada: como comparar propostas
É aqui que a maior parte dos orçamentos de agregado se perde. Pedreiras costumam faturar por tonelada, enquanto depósitos e caçambeiros vendem por metro cúbico solto. Sem a massa unitária declarada do material, as duas propostas não são comparáveis. Como referência prática, o pó de brita seco tem massa unitária solta em torno de 1,4 a 1,6 t/m³, dependendo da litologia e da umidade, o que significa que um caminhão de 6 m³ transporta aproximadamente 9 toneladas. Material úmido pesa mais por metro cúbico e, comprado por tonelada, entrega menos volume útil ao canteiro. Peça sempre a proposta nas duas unidades, com a massa unitária de referência declarada, e confira a data e o local da pesagem no ticket de balança.
- Converta toda proposta para a mesma unidade antes de comparar preço.
- Exija a massa unitária declarada, não estime pelo material de outra pedreira.
- Compre por metro cúbico quando o material estiver visivelmente úmido.
- Confira o ticket de balança e a tara do veículo em compras por tonelada.
- Considere o inchamento: material solto ocupa mais volume que compactado na camada final.
O que define o preço do pó de brita
O preço do produto na boca da pedreira é apenas parte da conta. O frete costuma representar uma fatia relevante do custo final e cresce rapidamente com a distância, o que cria um raio econômico de entrega além do qual comprar de pedreira mais distante deixa de fazer sentido, mesmo com preço de material menor. Somam-se a isso a CFEM incidente sobre a exploração mineral, os custos de licenciamento ambiental e recuperação de área, e o beneficiamento: material lavado e classificado custa consideravelmente mais que o pó bruto justamente porque passou por etapas adicionais de processo. Volume também move preço — compra de carga fechada em basculante tem custo unitário bem menor que fornecimento em big bag ou caçamba pequena, modalidade escolhida por obras urbanas com restrição de acesso e descarga.
- Distância entre pedreira e obra, com peso alto no custo final.
- Grau de beneficiamento: bruto, classificado ou lavado.
- Volume contratado e modalidade de entrega (basculante, caçamba, big bag).
- Litologia e disponibilidade regional da rocha.
- Encargos minerários e ambientais repassados na nota fiscal.
- Exigência de laudo de ensaio e rastreabilidade do lote.
Erros comuns de especificação e como evitá-los
O modo de falha mais frequente é usar pó de brita bruto onde a aplicação exigia material com teor de finos controlado. O excesso de pulverulento absorve água e cimento, reduz a resistência da argamassa e provoca fissuração por retração no contrapiso. O segundo erro é compactar a camada de assentamento do piso intertravado antes do assentamento das peças, o que elimina a acomodação dos blocos e gera ondulação. O terceiro é estocar o material a céu aberto sem contenção, contaminando-o com solo e matéria orgânica e alterando a granulometria por segregação e carreamento em dias de chuva. Por fim, aceitar carga sem nota fiscal e sem identificação da pedreira inviabiliza qualquer reclamação de qualidade e impede o uso em obra pública.
Como cotar com pedreiras e depósitos
Fornecedores de pó de brita se dividem em pedreiras (produtor mineral, licenciado, com balança e laboratório) e depósitos ou revendas de material de construção, que compram do produtor e entregam em volumes menores. Para volume acima de algumas centenas de metros cúbicos, cotar direto com a pedreira quase sempre reduz o custo por unidade. Antes de pedir preço, reúna os dados que tornam as propostas comparáveis: volume total e cronograma de entrega, aplicação pretendida, litologia aceitável, exigência ou não de laudo de ensaio, unidade de faturamento e condições de acesso do caminhão ao canteiro. Verifique a licença ambiental vigente do produtor e a regularidade fiscal — em contratos públicos e em obras de grandes construtoras, esses documentos são condição de habilitação, não formalidade.
- Volume total, ritmo de consumo e prazo de entrega.
- Aplicação e norma exigida (ABNT NBR 7211:2022, projeto de pavimentação, memorial de dosagem).
- Litologia aceitável e cor, quando houver exigência estética.
- Unidade de faturamento e massa unitária declarada.
- Necessidade de laudo de granulometria e de material pulverulento.
- Tipo de veículo, altura livre e condições de descarga no local.
- Licença ambiental do produtor e nota fiscal com CFEM.
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Cotações comparadas de pedreiras e depósitos com preço por metro cúbico e por tonelada na mesma busca.
- Fornecedores que informam massa unitária real do material, permitindo conversão correta entre m³ e tonelada no orçamento.
- Pedreiras com licença ambiental vigente e nota fiscal com CFEM destacada, exigência de obras públicas e de grandes construtoras.
- Distinção prática entre pó de brita bruto e areia de britagem lavada, que muda o teor de finos e o consumo de cimento.
- Fornecimento em caçamba, basculante de 6 a 15 m³ ou big bag de 1 tonelada, para obras urbanas com restrição de descarga.
- Laudos de granulometria e de material pulverulento emitidos por pedreira com laboratório próprio.
- Raio de entrega e composição do frete informados antes da cotação, principal variável de custo do agregado.
- Checklist de cotação com volume, litologia, aplicação e norma exigida, para orçamento comparável entre fornecedores.
Perguntas frequentes
Pó de brita pode substituir a areia no concreto?
Pode, desde que atenda aos requisitos de agregado miúdo da ABNT NBR 7211:2022, principalmente granulometria pela ABNT NBR NM 248 e teor de material pulverulento pela ABNT NBR NM 46. Em concreto estrutural, o mais indicado é a areia de britagem lavada ou o pó classificado, com laudo. A substituição total ou parcial e o ajuste de dosagem devem ser definidos por engenheiro civil responsável pela obra.
Quantas toneladas tem um metro cúbico de pó de brita?
A massa unitária solta costuma ficar entre 1,4 e 1,6 t/m³, variando com a litologia e, sobretudo, com a umidade do material estocado. Isso significa que um basculante de 6 m³ transporta em torno de 9 toneladas. Nunca use um valor genérico em contrato: exija a massa unitária declarada pela pedreira, medida em ensaio, para converter as propostas para a mesma unidade.
Qual a diferença entre pó de brita e areia artificial?
Pó de brita é o fino bruto da britagem, sem lavagem nem classificação, com alto teor de material abaixo de 0,075 mm. A areia artificial, ou areia de britagem, é o mesmo material após lavagem e classificação para remoção do excesso de finos, o que a torna adequada a concreto estrutural. O preço da areia de britagem é superior justamente por causa dessas etapas adicionais de beneficiamento.
Qual a espessura de pó de brita para assentar piso intertravado?
A camada de assentamento fica tipicamente entre 3 e 5 cm de material solto e regularizado, sobre base já compactada e nivelada. Essa camada não deve ser compactada antes do assentamento das peças, pois a acomodação ocorre na vibração final. Espessuras maiores tendem a gerar ondulação e recalque diferencial ao longo do uso.
Que documentos devo exigir do fornecedor de pó de brita?
Peça nota fiscal com identificação do produtor mineral e CFEM, licença ambiental vigente da pedreira e boletim de ensaio de granulometria e material pulverulento. Em obras públicas e em contratos com grandes construtoras, esses documentos costumam ser condição de habilitação do fornecedor. A operação da pedreira também deve estar em conformidade com a NR-22 e com a NR-12 para as máquinas de britagem.
Pó de brita serve para base de pavimento?
Sozinho, raramente. O pó puro tem graduação muito fina para funcionar como base estrutural e normalmente entra em mistura com brita graduada, na proporção definida em projeto de pavimentação. Aplicações de regularização, aterro e acesso provisório aceitam o pó compactado em camadas, com controle de umidade e de espessura.
O excesso de finos é sempre um problema?
Não. Em camadas compactadas e em algumas argamassas, o fino contribui para o preenchimento de vazios e melhora a coesão. O problema aparece em concreto e em artefatos vibroprensados, onde o material pulverulento acima do limite da ABNT NBR 7211:2022 aumenta a demanda de água, eleva o consumo de cimento e pode reduzir a resistência final da mistura.
Vale a pena comprar direto da pedreira?
Para volumes altos e entregas em carga fechada, comprar direto do produtor costuma reduzir o custo unitário e dá acesso a balança e laudo de ensaio. Para volumes pequenos ou obras urbanas com restrição de acesso, depósitos e revendas entregam em caçamba ou big bag com mais flexibilidade. O ponto de virada depende principalmente da distância, porque o frete é o componente que mais pesa no custo final.
Como estocar pó de brita no canteiro sem perder qualidade?
Estoque sobre piso limpo ou lona, com contenção lateral, evitando contato direto com o solo e com matéria orgânica. Cobertura reduz a variação de umidade, que altera tanto a dosagem quanto a massa efetiva do material. Pilhas altas e descarga em queda livre favorecem a segregação granulométrica, exigindo homogeneização antes do uso em misturas controladas.
Solicitar orçamento gratuito
Para obter cotações comparativas de pó de brita, informe a especificação técnica completa, o volume estimado, o prazo de entrega aceitável e a região. Em até 24 horas você recebe propostas alinhadas ao perfil técnico e comercial da sua operação. O serviço da Soluções Industriais é gratuito para o comprador e dá acesso direto a mais de 50 mil fornecedores cadastrados no marketplace, com possibilidade de comparar múltiplas opções em poucos cliques.
Página revisada pela equipe técnica de Construção Civil da Soluções Industriais. Última revisão: 19 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 7211:2022, ABNT NBR NM 248, ABNT NBR NM 46, ABNT NBR 15577, Resolução Conama 001/1986, NR-22, NR-12.