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Tarugo de silicone

O tarugo de silicone é um perfil maciço de seção circular produzido em borracha de silicone vulcanizada, geralmente do tipo VMQ (vinil-metil-silicone), fornecido em barras ou rolos por metro linear e classificado por diâmetro nominal e por dureza Shore A medida conforme a ASTM D2240. Como elastômero técnico, ele é especificado pela linha de chamada da ASTM D2000, que codifica a família do polímero, a faixa de dureza e os requisitos de resistência a calor e a fluidos, evitando que a compra se resuma a pedir apenas silicone e diâmetro. Sua função típica é servir de vedação, batente, espaçador ou matéria-prima para usinagem de buchas e anéis, aproveitando a faixa de trabalho contínua que vai de cerca de -60 °C a 230 °C.

A especificação correta depende de cinco variáveis principais: o diâmetro nominal e sua tolerância, que definem se a peça vai alojar em canal ou ser torneada; a dureza Shore A, normalmente entre 40 e 70, que governa força de fechamento e usinabilidade; o sistema de cura, por peróxido ou por platina (adição), que muda odor residual, limpeza do material e aptidão para alimentos e fármacos; a presença de pós-cura em estufa, responsável por eliminar voláteis; e a resistência à deformação permanente por compressão, que determina se o perfil recupera a forma após ciclos térmicos repetidos. Densidade e peso por metro, calculáveis a partir do método da ABNT NBR ISO 1183, completam o quadro porque a borracha de silicone é vendida por comprimento mas custeada por massa de polímero.

Aplicações reguladas exigem cuidado extra: tarugo em contato com alimentos precisa de matéria-prima enquadrada na RDC 91/2001 da Anvisa e, em exportação ou auditoria de cliente, no FDA 21 CFR 177.2600, sempre com laudo de lote do fabricante. Em vedação de portas de estufas, fornos e proteções móveis de máquinas, a troca do perfil interfere no isolamento térmico e no intertravamento previstos pela NR-12, e em painéis elétricos o silicone atua como isolante, o que torna recomendável a validação por profissional habilitado antes de substituir dureza ou composição por conta própria. Erros nessa etapa produzem vazamento de calor, contaminação de produto ou perda de estanqueidade em serviço.

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Tarugo de silicone

Aviso de segurança. Tarugo de silicone destinado a contato com alimentos ou a produtos farmacêuticos só pode ser aplicado se o lote atender à RDC 91/2001 da Anvisa e, quando exigido pelo cliente ou pela exportação, ao FDA 21 CFR 177.2600, com laudo do fabricante. Em vedação de máquinas, portas de fornos e painéis energizados, a substituição do perfil deve seguir o procedimento de segurança do equipamento previsto na NR-12 e ser validada por profissional habilitado, pois falha de vedação térmica ou de isolamento elétrico expõe o operador a queimadura e choque.

O que é o tarugo de silicone e onde ele é usado

Tarugo maciço de silicone é o perfil redondo cheio, sem furo central, obtido por extrusão contínua e vulcanização em túnel ou por moldagem quando o diâmetro é grande. Ele chega ao usuário como barra reta de 1 a 3 metros ou como rolo em bitolas finas, e é aplicado de três formas: cortado e emendado como cordão de vedação em tampas e portas de equipamento, usado como batente e amortecedor de baixo esforço, ou torneado para virar bucha, anel e espaçador. É importante não confundir o tarugo maciço com o cordão esponjoso de silicone, que tem estrutura celular e é escolhido quando a vedação precisa fechar com pouca força; a mesma bitola em maciço exige pressão de fechamento muito maior.

Tabela de especificação: dureza, diâmetro e aplicação recomendada

A cotação fica precisa quando o comprador fecha três atributos ao mesmo tempo: dureza Shore A, faixa de diâmetro e ambiente de serviço. A tabela abaixo reúne as combinações mais pedidas no mercado industrial brasileiro e serve como ponto de partida para o pedido, sempre confirmando com o fornecedor o laudo do lote e a tolerância dimensional praticada na bitola escolhida.

Dureza Shore A (ASTM D2240)Faixa de diâmetro usualComportamento em serviçoAplicação recomendada
40 a 453 a 12 mmMuito flexível, alta conformidade em superfície irregularVedação de tampas leves e caixas com fechamento manual
50 a 555 a 25 mmEquilíbrio entre elasticidade e recuperação de formaGuarnição de portas de estufa e vedação de flanges leves
60 a 658 a 30 mmMais rígido, melhor estabilidade dimensional na usinagemTorneamento de buchas, anéis e espaçadores
7010 a 40 mmBaixa deformação sob carga contínuaBatentes, apoios e peças com esforço mecânico constante
50 a 60 grau alimentício5 a 25 mmCura por platina com pós-cura, baixo odor e baixo volátilContato com alimentos e linhas de laticínios e bebidas

Cura por platina ou por peróxido: qual escolher e quanto custa a diferença

O sistema de vulcanização é a decisão técnica que mais separa um tarugo barato de um caro, e quase nunca é perguntada em orçamento. O silicone curado por peróxido é o padrão industrial: atende bem vedação térmica, isolamento e batente, tem custo menor e disponibilidade imediata em estoque, mas deixa subprodutos de cura que geram odor residual e podem migrar se não houver pós-cura. O silicone curado por platina, ou de adição, praticamente não gera resíduo, tem cor mais estável e é o caminho natural para alimentos, farmacêutico e ambientes de sala limpa, com custo por metro sensivelmente mais alto e prazo maior porque costuma ser produzido sob pedido. A regra prática é simples: em aplicação industrial fechada, peróxido com pós-cura resolve; havendo contato com produto consumível ou exigência de auditoria, especifique platina desde o pedido, porque converter depois significa refazer o lote.

  • Escolha peróxido quando a aplicação for vedação térmica, batente ou isolamento sem contato com produto
  • Escolha platina quando houver contato com alimento, fármaco ou exigência de baixo volátil
  • Exija pós-cura em estufa sempre que odor residual ou migração forem inaceitáveis
  • Considere silicone fluorado (FVMQ) se houver contato com óleo mineral, combustível ou solvente, porque o VMQ comum incha nesses fluidos

Grau alimentício e documentação: o que pedir ao fornecedor

Não existe tarugo alimentício por declaração verbal. O enquadramento vem da matéria-prima e do processo, e precisa vir acompanhado de documento: laudo de conformidade com a RDC 91/2001 da Anvisa para contato com alimentos e, quando o cliente final ou a exportação exigirem, declaração de atendimento ao FDA 21 CFR 177.2600. O comprador deve também pedir o registro de pós-cura do lote, porque é essa etapa que retira os voláteis responsáveis por odor e transferência de sabor. Em auditorias de indústria de laticínios e bebidas, a ausência do laudo por lote costuma ser mais grave do que a própria variação de dureza, já que impede rastrear a peça instalada na linha.

  • Laudo de conformidade com a RDC 91/2001 da Anvisa, emitido por lote
  • Declaração de atendimento ao FDA 21 CFR 177.2600, quando exigido
  • Registro de pós-cura em estufa com tempo e temperatura
  • Ficha técnica com dureza medida conforme ASTM D2240 e linha de chamada ASTM D2000
  • Rastreabilidade de lote impressa na embalagem ou na etiqueta do rolo

Modos de falha: onde o tarugo de silicone dá errado

As devoluções e trocas prematuras se concentram em poucos erros repetidos. O primeiro é a escolha da dureza pela sensação tátil, sem medir Shore A: um perfil mais duro que o projeto não conforma na superfície e vaza calor, enquanto um mais macio deforma e perde estanqueidade após alguns ciclos. O segundo é o contato com fluidos incompatíveis, sobretudo óleo mineral e derivados de petróleo, que fazem o VMQ inchar e perder seção útil. O terceiro é a emenda malfeita quando o tarugo é fechado em anel: colar as pontas com adesivo comum em vez de cola de silicone de vulcanização à temperatura ambiente produz um ponto fraco que abre no primeiro aquecimento. O quarto é ignorar a deformação permanente por compressão, aceitando um material que não recupera a forma após o ciclo térmico e passa a exigir reaperto constante da tampa.

  • Especificar dureza no olho, sem laudo, e descobrir a incompatibilidade só na montagem
  • Aplicar VMQ comum em contato com óleo ou combustível, quando o caso pedia FVMQ
  • Emendar o anel com adesivo genérico em vez de cola de silicone RTV apropriada
  • Cortar o tarugo com comprimento justo, sem folga de acomodação, provocando tensão e abertura da emenda
  • Usar tarugo maciço onde o projeto pedia perfil esponjoso, exigindo força de fechamento que a dobradiça não entrega

O que define o preço por metro do tarugo de silicone

O preço não se explica só pelo diâmetro. O custo real por metro é função da massa de polímero, e por isso a densidade determinada pelo método da ABNT NBR ISO 1183 pesa tanto quanto a bitola: dobrar o diâmetro mais que triplica o material consumido. Sobre essa base entram os multiplicadores de especificação, que podem elevar bastante o valor final sem mudar a aparência da peça. Bitolas correntes normalmente saem de estoque com preço de tabela; diâmetros fora do padrão exigem matriz de extrusão dedicada, o que implica custo de ferramental e quantidade mínima. Quem compra para manutenção recorrente reduz o custo unitário fechando volume anual em vez de emitir pedidos pequenos a cada chamado, prática que também estabiliza o lote e a rastreabilidade.

  • Diâmetro e densidade, que definem o peso de polímero por metro
  • Sistema de cura, com platina acima do peróxido em custo e prazo
  • Grau alimentício com laudo e pós-cura, que agrega etapa de processo
  • Pigmentação especial, retardância de chama e composições fluoradas
  • Bitola fora de padrão, que puxa custo de matriz e lote mínimo
  • Volume contratado e recorrência, que diluem setup e frete

Checklist de cotação e como comparar fornecedores

Para receber propostas comparáveis, o pedido precisa sair fechado em atributos objetivos. Fornecedores que trabalham com perfis extrudados de borracha costumam atender também outros itens de vedação da mesma planta, e é comum consolidar o tarugo com guarnições e cordões no mesmo pedido para diluir frete e mínimo. Ao comparar preços, verifique se todos cotaram a mesma dureza, o mesmo sistema de cura e a mesma condição de laudo, porque um valor muito abaixo dos demais quase sempre corresponde a peróxido sem pós-cura onde a aplicação pedia platina certificada.

  • Diâmetro nominal em milímetros e tolerância aceitável
  • Dureza Shore A desejada e faixa tolerada
  • Quantidade total em metros e forma de entrega, barra ou rolo
  • Temperatura máxima e mínima de serviço e natureza do fluido em contato
  • Necessidade de grau alimentício, com indicação da norma exigida
  • Cor e eventual requisito de retardância de chama
  • Se haverá usinagem posterior ou emenda em anel na aplicação
  • Recorrência estimada de consumo para negociar contrato anual

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Cotações reais mostram que a maior parte dos pedidos de tarugo de silicone sai em Shore A 50 a 60, faixa de melhor equilíbrio entre usinabilidade e recuperação elástica.
  • Compradores que informam apenas o diâmetro recebem preços que variam muito entre fornecedores porque a dureza e o tipo de cura ficaram em aberto.
  • Pedidos de grau alimentício com laudo RDC 91/2001 e pós-cura costumam ter prazo maior que o do silicone industrial comum, que muitas vezes sai de estoque.
  • Bitolas correntes de 3 a 30 mm são vendidas por metro em rolo ou barra; diâmetros fora dessa faixa exigem matriz de extrusão dedicada e mínimo de compra.
  • Boa parte das trocas prematuras vem de aplicação com contato de óleo mineral ou combustível, cenário em que o VMQ incha e o correto seria silicone fluorado ou outro elastômero.
  • Fornecedores especializados em perfis extrudados atendem também guarnições e cordões, o que permite consolidar itens diferentes no mesmo pedido e diluir o frete.
  • Compras recorrentes de manutenção ganham preço quando o comprador fecha volume anual em vez de comprar metro a metro por chamado.

Perguntas frequentes

Qual dureza de tarugo de silicone devo pedir se vou tornear a peça?

Para usinagem, a faixa de 60 a 70 Shore A tende a dar melhor resultado, porque o material mais rígido resiste à deflexão pela ferramenta e mantém a cota. Durezas de 40 a 50 Shore A tendem a fugir do corte e produzir superfície irregular. Confirme sempre que a dureza informada foi medida conforme a ASTM D2240.

Tarugo de silicone comum serve para contato com alimentos?

Não automaticamente. O uso alimentício exige matéria-prima enquadrada na RDC 91/2001 da Anvisa, com laudo por lote, e em muitos casos declaração de atendimento ao FDA 21 CFR 177.2600. O silicone industrial curado por peróxido e sem pós-cura pode transferir odor e voláteis ao produto.

Qual a temperatura máxima que o tarugo de silicone suporta?

A faixa contínua típica do VMQ vai de cerca de -60 °C a 230 °C, com picos curtos acima disso dependendo da formulação. Acima dessa faixa o material endurece e perde elasticidade progressivamente. Peça ao fornecedor a linha de chamada conforme ASTM D2000, que registra a classe de resistência ao calor do composto.

Posso usar tarugo de silicone em contato com óleo ou combustível?

O silicone VMQ comum incha e perde propriedades mecânicas em contato prolongado com óleo mineral, combustíveis e solventes aromáticos. Nesses casos a alternativa é o silicone fluorado FVMQ ou outro elastômero adequado ao fluido. Informe o fluido no pedido para o fornecedor indicar a composição correta.

Como emendar o tarugo de silicone para formar um anel de vedação?

O corte deve ser reto e a colagem feita com adesivo de silicone de vulcanização à temperatura ambiente, respeitando o tempo de cura do fabricante. Adesivos genéricos criam um ponto fraco que abre no primeiro ciclo térmico. Em vedação crítica, prefira o anel moldado ou torneado a partir do próprio tarugo.

O tarugo de silicone é vendido por metro ou por quilo?

Normalmente a venda é por metro linear, mas o custo é formado pela massa de polímero, calculada a partir da densidade obtida pelo método da ABNT NBR ISO 1183. Por isso o preço por metro cresce mais que proporcionalmente ao diâmetro. Ao comparar propostas, confirme se todas foram cotadas na mesma bitola e dureza.

Existe quantidade mínima para diâmetro fora do padrão?

Sim. Bitolas correntes costumam sair de estoque, enquanto diâmetros especiais exigem matriz de extrusão dedicada, o que implica custo de ferramental e lote mínimo de produção. Se o projeto admitir, adaptar o canal para uma bitola comercial costuma sair mais barato que abrir matriz.

Qual a diferença entre tarugo maciço e cordão esponjoso de silicone?

O tarugo maciço é cheio e exige força de fechamento maior, sendo indicado para vedação sob pressão e para usinagem. O cordão esponjoso tem estrutura celular, comprime com pouca força e é usado quando a tampa ou porta não tem sistema de aperto robusto. Trocar um pelo outro sem revisar o projeto costuma gerar vazamento ou deformação permanente.

Preciso de laudo para trocar a vedação de silicone em máquina industrial?

Em portas de fornos, estufas e proteções móveis, a vedação interfere no isolamento térmico e no conjunto de segurança do equipamento previsto pela NR-12. A substituição deve seguir o procedimento do fabricante da máquina e, em alteração de dureza ou composição, ser validada por profissional habilitado antes da liberação para operação.

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Página revisada pela equipe técnica de Borracha e Polímeros da Soluções Industriais. Última revisão: 18 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ASTM D2000, ASTM D2240, ABNT NBR ISO 1183, RDC 91/2001 (Anvisa), FDA 21 CFR 177.2600, NR-12.