Soluções Industriais

Tarugo de poliacetal

O tarugo de poliacetal é uma barra cilíndrica maciça de polioximetileno (POM), termoplástico de engenharia semicristalino produzido por extrusão e destinado à usinagem de peças técnicas em torno, fresa e centro de usinagem. A classificação e a designação do material seguem a ISO 9988-1 e a ASTM D6100, que organizam os grades por tipo, viscosidade e aditivação. O POM combina densidade em torno de 1,41 g/cm³, alta rigidez, baixa absorção de água e excelente usinabilidade, o que o tornou o material padrão para engrenagens, buchas, cames, roletes, guias e estrelas de garrafa.

A especificação de um tarugo passa por cinco variáveis principais: o tipo de resina (POM-C copolímero ou POM-H homopolímero), o diâmetro nominal e o sobremetal disponível para usinagem, o comprimento da barra ou do retalho, a cor e a aditivação (natural, preto com proteção UV, antiestático, com PTFE) e a exigência ou não de laudo de conformidade. Cada uma dessas escolhas muda preço e prazo, e é por isso que, ao comparar tarugos de plásticos de engenharia, vale definir a peça final antes de fechar o diâmetro da barra.

Do lado regulatório e de risco, o poliacetal é combustível e classificado como HB pela UL 94, portanto não é indicado onde há exigência de autoextinguibilidade. Ele também se despolimeriza em meio ácido, com liberação de formaldeído, e não deve operar abaixo de pH 4 nem em contato com hipoclorito de sódio. Para uso alimentício, só grades enquadrados no FDA 21 CFR 177.2470 e na RDC Anvisa nº 326/2019 atendem; em conjuntos de segurança, dimensionamento e substituição de metal por POM devem ser validados por engenheiro ou profissional habilitado, inclusive quando o comprador opta por receber a peça técnica usinada pronta em vez da barra bruta.

Na Soluções Industriais, marketplace B2B com mais de 50 mil fornecedores cadastrados, mais de 250 mil produtos no catálogo e 3 milhões de negócios intermediados, o comprador compara cotações em três passos. Primeiro pesquisa o produto na plataforma, depois cota e recebe respostas de fornecedores com orçamentos alinhados às exigências técnicas, e por fim compara as opções para escolher a solução ideal para o negócio. O processo é gratuito para o comprador, conecta-o aos fornecedores adequados em até 24 horas e cobre cotações comparativas com confiança e segurança em uma única plataforma.

Tarugo de poliacetal

Aviso de segurança. Peças de poliacetal em contato com alimentos exigem grade específico enquadrado no FDA 21 CFR 177.2470 e na RDC Anvisa nº 326/2019, com declaração de conformidade emitida pelo fabricante da resina. Em componentes estruturais, de segurança de máquina ou expostos a produtos químicos, a validação do material deve ser feita por engenheiro ou profissional habilitado, com base na folha de dados do lote fornecido.

POM-C ou POM-H: a decisão que mais muda o resultado

O copolímero (POM-C) e o homopolímero (POM-H) são vendidos com o mesmo nome comercial de poliacetal, mas se comportam de forma diferente. O POM-H é mais rígido e resiste melhor ao desgaste, sendo preferido em engrenagens e cames de alta solicitação; em contrapartida, tarugos extrudados de homopolímero com diâmetro acima de cerca de 60 mm podem apresentar porosidade no núcleo, defeito que só se revela quando a peça recebe furo passante ou é usinada até perto do centro. O POM-C tem núcleo mais homogêneo, tolera melhor água quente e meio alcalino e é a escolha segura para buchas, flanges e peças com furo central. Quem cota sem informar o tipo recebe propostas com preços muito distintos e nem sempre comparáveis.

CritérioPOM-C (copolímero)POM-H (homopolímero)
Resistência à tração62 a 68 MPa70 a 77 MPa
Rigidez e resistência ao desgasteBoaSuperior
Água quente e meio alcalinoMelhor desempenhoMais sensível à hidrólise prolongada
Homogeneidade em grandes diâmetrosNúcleo uniformeRisco de porosidade central acima de 60 mm
Faixa de pH toleradaCerca de 4 a 14Cerca de 4 a 9
Uso típicoBuchas, flanges, peças com furo centralEngrenagens, cames, peças de alto desgaste

Diâmetro, comprimento, sobremetal e alívio de tensões

Tarugos comerciais cobrem, em geral, diâmetros de 10 mm a 250 mm em barras de 1, 2 ou 3 metros, além de retalhos vendidos por peça. Como a extrusão deixa ovalização e casca superficial, a regra prática é comprar de 3 a 5 mm acima do diâmetro final da peça; acima de 100 mm, trabalhe com 6 a 10 mm de sobremetal. Peças com tolerância apertada, próxima da classe média da ISO 2768-1 ou mais fina, pedem alívio de tensões entre desbaste e acabamento, tipicamente com aquecimento em estufa por volta de 140 a 150 °C e resfriamento lento, evitando o empenamento pós-usinagem. Quando a peça é plana e larga, fatiar barra grossa vira desperdício e a chapa de poliacetal costuma sair mais barata em quilo de material aproveitado.

  • Confirme se o diâmetro anunciado é nominal ou já usinado.
  • Peça o comprimento útil do retalho, não só o peso.
  • Programe o alívio de tensões antes do acabamento em peças de precisão.
  • Considere o coeficiente de dilatação de cerca de 0,11 mm por metro a cada grau Celsius ao definir folgas em eixos de aço.

Propriedades técnicas do poliacetal e seus métodos de ensaio

A folha de dados é o documento que sustenta a substituição de metal por plástico. O poliacetal entrega rigidez alta para um termoplástico, absorção de água baixa (o que garante estabilidade dimensional em ambiente úmido) e coeficiente de atrito contra aço na faixa de 0,20 a 0,35 a seco, permitindo mancais sem lubrificação. O limite prático de trabalho contínuo fica entre -40 °C e 100 °C, com picos curtos até cerca de 140 °C. Em desgaste por abrasão úmida com sólidos, minérios ou grãos, porém, placas de UHMW resistem mais que o POM, que se destaca mesmo é em precisão dimensional e resistência mecânica.

PropriedadeValor típicoMétodo de ensaio
Densidade1,41 g/cm³ISO 1183
Resistência à tração62 a 77 MPaASTM D638 / ISO 527
Módulo de flexão2.600 a 3.100 MPaASTM D790
Temperatura de deflexão a 1,8 MPa95 a 110 °CASTM D648
Absorção de água em 24 hCerca de 0,2%ASTM D570
Comportamento ao fogoClasse HBUL 94
Faixa de trabalho contínuo-40 °C a 100 °CDado de aplicação

Poliacetal, poliamida ou poliéster: quando cada um compensa

A dúvida mais comum na compra é entre poliacetal e poliamida. O nylon fundido absorve muito mais umidade e pode inchar milímetros em peças grandes, o que inviabiliza tolerâncias apertadas em ambiente úmido, mas resiste melhor a impacto e a temperaturas mais altas. O POM mantém medida, usina melhor e produz acabamento mais liso, ao custo de menor tenacidade a frio e de preço por quilo geralmente superior ao da poliamida extrudada. O poliéster (PET-P) fica entre os dois, com rigidez alta e boa estabilidade, e costuma ser cotado quando o POM não atende ao desgaste.

MaterialPonto forteLimite principalQuando preferir
Poliacetal (POM)Estabilidade dimensional e usinabilidadeSensível a ácidos e ao fogo (HB)Engrenagens, buchas e peças de precisão
Poliamida fundida (PA 6)Tenacidade e resistência a impactoAbsorve umidade e inchaRoletes, polias e peças de grande porte
UHMW-PEResistência à abrasão e baixo atritoBaixa rigidez e fluência altaGuias, calhas e revestimentos
PTFEResistência química e térmicaBaixa resistência mecânica e custo altoVedação e meios agressivos
Poliéster (PET-P)Rigidez com boa resistência ao desgasteMenor resistência a álcalisPeças de deslizamento com carga

Onde o poliacetal falha: ácidos, calor, UV e fluência

Os modos de falha do POM são previsíveis e evitáveis na especificação. Em pH abaixo de 4, o material se despolimeriza e libera formaldeído, com perda de massa e trincas; hipoclorito de sódio, ácido nítrico e ácido sulfúrico concentrados estão fora de cogitação. A exposição contínua acima de 100 °C sob carga acelera a fluência e faz a peça perder pré-carga em roscas e ajustes prensados. Em ambiente externo, o grade natural amarela e fragiliza por ação da radiação UV, sendo obrigatório o preto estabilizado. Quando o processo envolve ácidos concentrados ou temperatura acima de 100 °C contínuos, o caminho é migrar para fluoropolímero, e o bastão de politetrafluoretileno resolve o que o POM não resolve, ainda que com resistência mecânica bem menor.

  • Trincas superficiais e pó branco: sinal clássico de ataque ácido.
  • Peça folgada após meses: fluência sob carga permanente em temperatura elevada.
  • Superfície amarelada e quebradiça: falta de proteção UV no grade natural.
  • Empeno após usinagem: tensões residuais não aliviadas.
  • Furo central irregular ou com bolhas: porosidade de núcleo do tarugo.

Grades especiais: preto UV, antiestático, com PTFE e alimentício

Além do natural e do preto, o mercado oferece versões aditivadas que resolvem problemas específicos e devem ser pedidas pelo nome na cotação. O grade com PTFE ou silicone reduz o atrito e é usado em mancais secos de alta velocidade. O antiestático e o condutivo, com resistividade superficial controlada, atendem linhas eletrônicas e áreas classificadas. Já a versão para contato com alimentos precisa vir com declaração de conformidade que a enquadre no FDA 21 CFR 177.2470 e na RDC Anvisa nº 326/2019, documento emitido pelo fabricante da resina e rastreado por lote, exigência comum em guias de esteira, estrelas de garrafa e peças de envase.

GradeCaracterísticaAplicação típica
POM naturalCor branco leitoso, base padrãoPeças internas de máquina
POM preto UVEstabilizado contra radiação solarComponentes expostos ao tempo
POM com PTFE ou siliconeCoeficiente de atrito reduzidoBuchas e mancais sem lubrificação
POM antiestático ou condutivoResistividade superficial controladaLinhas eletrônicas e áreas classificadas
POM grau alimentícioConformidade FDA e Anvisa por loteEnvase, bebidas e processamento de alimentos

O que define o preço e o que informar na cotação

O preço do tarugo é formado por peso, e não por peça: diâmetro e comprimento determinam os quilos, e o valor por quilo varia com o tipo de resina (o homopolímero custa mais que o copolímero), a aditivação, a cor e a exigência de laudo. Barras inteiras de 2 ou 3 metros têm o melhor preço por quilo, mas somam frete volumétrico; retalhos e pontas de barra derrubam o custo em lotes pequenos, com a contrapartida de nem sempre trazerem rastreabilidade de lote. Corte no comprimento, usinagem do diâmetro e emissão de certificado são serviços adicionais que precisam estar na proposta para a comparação ser justa.

  • Diâmetro nominal e comprimento (ou a medida final da peça, se o fornecedor for cortar).
  • Tipo de resina desejado: POM-C ou POM-H.
  • Cor e aditivação: natural, preto UV, antiestático, com PTFE ou alimentício.
  • Quantidade por medida e previsão de recompra.
  • Fluidos, temperatura de operação e carga a que a peça será submetida.
  • Necessidade de laudo, declaração de conformidade ou rastreabilidade de lote.
  • Se aceita retalho ou exige barra inteira.

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Tarugos de POM-H acima de 60 mm de diâmetro chegam com porosidade central que só aparece após o furo passante.
  • Sobremetal de 3 a 5 mm no diâmetro cobre a maioria das peças; acima de 100 mm o mercado trabalha com 6 a 10 mm.
  • Compra por retalho e ponta de barra reduz custo em lotes pequenos, mas raramente vem com rastreabilidade de lote.
  • POM natural amarela sob luz solar; o grade preto com estabilizante UV é a especificação padrão para uso externo.
  • Cotações sem indicar POM-C ou POM-H voltam com preços que variam muito, porque o homopolímero custa mais.
  • Peças com tolerância abaixo de 0,05 mm pedem alívio de tensões entre desbaste e acabamento.
  • Declaração de conformidade para contato com alimentos é documento do fabricante da resina, não do distribuidor de barra.
  • Frete e corte no comprimento pesam mais no preço final em barras de 2 e 3 metros do que a diferença de resina.

Perguntas frequentes

Poliacetal, POM e Delrin são a mesma coisa?

Poliacetal e POM (polioximetileno) são o mesmo material, classificado pela ISO 9988-1 e pela ASTM D6100. Delrin é uma marca comercial de homopolímero (POM-H); Ertacetal, Hostaform e Tecaform são marcas ligadas a copolímero (POM-C). Na cotação, informe POM-C ou POM-H em vez da marca, para receber propostas comparáveis.

Qual sobremetal devo deixar ao comprar o tarugo?

Para diâmetros até 100 mm, 3 a 5 mm acima da medida final costumam ser suficientes para eliminar ovalização e casca de extrusão. Acima de 100 mm, trabalhe com 6 a 10 mm. Em peças de tolerância fina, próximas da classe média da ISO 2768-1, reserve material também para o retrabalho após o alívio de tensões.

Tarugo de poliacetal pode ser usado em contato com alimentos?

Sim, desde que o grade seja específico e acompanhado de declaração de conformidade que o enquadre no FDA 21 CFR 177.2470 e na RDC Anvisa nº 326/2019. O documento é emitido pelo fabricante da resina e deve estar vinculado ao lote fornecido; barra genérica sem laudo não atende auditoria de indústria alimentícia.

Por que a peça empenou depois de usinada?

Tarugos extrudados carregam tensões residuais que se aliviam quando o material é removido de forma assimétrica. A prática usual é fazer o desbaste, submeter a peça a alívio de tensões em estufa por volta de 140 a 150 °C com resfriamento lento e só então executar o acabamento final.

O poliacetal resiste a produtos químicos de limpeza?

Resiste bem a solventes orgânicos, óleos, combustíveis e detergentes neutros, mas é atacado por ácidos com pH abaixo de 4 e por hipoclorito de sódio, com despolimerização e liberação de formaldeído. Em sanitização com cloro, avalie POM-C, aumente a diluição ou migre para outro polímero.

Qual a diferença de preço entre POM-C e POM-H?

O homopolímero é sistematicamente mais caro por quilo que o copolímero, porque tem maior rigidez e melhor desempenho ao desgaste. A diferença varia com diâmetro, cor e disponibilidade em estoque no Brasil, por isso o correto é cotar as duas opções e avaliar se a aplicação realmente exige POM-H.

Vale a pena comprar retalho em vez de barra inteira?

Para peças unitárias e protótipos, o retalho reduz muito o custo, já que se paga apenas o material aproveitado. A contrapartida é a menor disponibilidade de medidas, a variação de cor entre lotes e a possibilidade de não haver rastreabilidade documentada, o que inviabiliza usos que exigem certificado.

O poliacetal serve para peças expostas ao sol?

Somente o grade preto com estabilizante UV. A versão natural amarela e perde tenacidade sob radiação solar contínua, com microtrincas superficiais em poucos meses de exposição direta. Para uso externo, especifique explicitamente POM preto estabilizado.

Existe versão autoextinguível de tarugo de poliacetal?

O POM padrão é classificado como HB pela UL 94, ou seja, queima com propagação lenta e não é autoextinguível. Não há grade de tarugo com classificação V-0 amplamente disponível no mercado brasileiro; em painéis e ambientes com exigência de flamabilidade, avalie policarbonato, PVC ou PPS com um profissional habilitado.

Solicitar orçamento gratuito

Para obter cotações comparativas de tarugo de poliacetal, informe a especificação técnica completa, o volume estimado, o prazo de entrega aceitável e a região. Em até 24 horas você recebe propostas alinhadas ao perfil técnico e comercial da sua operação. O serviço da Soluções Industriais é gratuito para o comprador e dá acesso direto a mais de 50 mil fornecedores cadastrados no marketplace, com possibilidade de comparar múltiplas opções em poucos cliques.

Página revisada pela equipe técnica de Materiais Industriais da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ISO 9988-1, ASTM D6100, ASTM D638, ISO 527, ASTM D790, ASTM D648, ASTM D570, ISO 1183, ISO 2768-1, UL 94, FDA 21 CFR 177.2470, RDC Anvisa nº 326/2019.