Tarugo de plastiprene
Aviso de segurança. Quando a peça usinada em plastiprene atua em proteção, batente, amortecimento ou parada de máquina, o conjunto está sujeito à NR-12 e o dimensionamento deve ser validado por profissional habilitado, com registro no prontuário do equipamento. Em contato direto com alimentos, o poliuretano industrial comum não atende à Anvisa RDC nº 326/2019: exija declaração de conformidade do fabricante antes de aplicar.
Plastiprene é poliuretano: o que o nome comercial muda na hora de cotar
Plastiprene designa barras de elastômero de poliuretano fundido e concorre no mesmo espaço de nomes como PU 80, poliuretano em barra e marcas internacionais de PU fundido, entre elas o Vulkollan. Como não existe uma especificação única por trás do nome comercial, dois fornecedores podem entregar materiais com abrasão e resiliência bem diferentes sob o mesmo rótulo. O caminho seguro é cotar por propriedade — dureza Shore A conforme ASTM D2240, base poliéster ou poliéter, diâmetro e comprimento —, tratando o nome apenas como referência de busca. Em requisitos formais de peça, principalmente automotivos, a classificação de elastômeros da ASTM D2000 ajuda a transformar a exigência em código de compra. O material faz parte da família do tarugo de plástico usinável, mas se comporta como elastômero: recua depois do corte, aquece com facilidade e não aceita os mesmos parâmetros de usinagem de um plástico rígido.
Dureza Shore A por aplicação: a tabela que fecha a especificação
A dureza é o atributo que mais influencia o desempenho e é onde a maioria dos pedidos erra, porque o comprador pede pela cor do tarugo que usava antes. A cor é um código interno de cada fabricante e não é padrão de mercado: o mesmo âmbar pode ser 80 A em uma fábrica e 90 A em outra, por isso peça sempre o valor medido conforme ASTM D2240 ou ABNT NBR ISO 868. Como referência prática, um cepo de poliuretano para balancim de corte trabalha tipicamente entre 80 e 90 Shore A, faixa em que a barra ainda 'fecha' o corte da faca sem marcar em excesso. Para desgaste por partícula abrasiva, compare os fornecedores pelo índice de perda por abrasão em tambor rotativo, ensaio da ISO 4649, e não apenas pela dureza.
| Faixa de dureza (Shore A) | Comportamento em serviço | Aplicação típica | Ponto de atenção |
|---|---|---|---|
| 60 a 70 A | Muito flexível, alta absorção de impacto e vibração | Coxins, amortecedores leves, raspadores flexíveis, ventosas e insertos de contato delicado | Deformação permanente sob carga estática prolongada (ASTM D395); usinagem exige resfriamento ou congelamento da peça |
| 75 a 85 A | Equilíbrio entre elasticidade e resistência ao rasgo | Cepos de balancim, batentes, revestimento de rolo, sapatas e amortecedores de prensa | Verificar resistência ao rasgo (ASTM D624) quando a peça tem furo, rasgo ou canto vivo |
| 88 a 95 A | Alta resistência à abrasão e baixa deformação sob carga | Buchas, calços de carga, rodas e roletes, revestimento de rosca transportadora, matrizes de conformação | Amortecimento reduzido; peça espessa em ciclo rápido aquece por histerese |
| Acima de 95 A (faixa Shore D) | Quase rígido, comporta-se mais como plástico de engenharia | Pinos, guias, engrenagens de baixa velocidade, buchas de alta carga estática | Perde a vantagem elastomérica do PU; comparar custo com POM e PA6 fundido |
| Base poliéster x poliéter (qualquer dureza) | Poliéster rende mais em abrasão; poliéter resiste melhor a água quente, vapor e hidrólise | Poliéster em transporte de granel e mineração; poliéter em lavagem, CIP e ambiente úmido | Confirmar a base no pedido: é a informação mais omitida em orçamento de PU |
- Abaixo de 70 Shore A: prioriza absorção de impacto e conformidade à superfície, mas sofre com deformação permanente sob carga contínua.
- 80 a 90 Shore A: faixa de uso geral, melhor relação entre elasticidade e resistência ao desgaste.
- Acima de 90 Shore A: alta carga e pouca deformação, com queda de amortecimento e maior sensibilidade a impacto em baixa temperatura.
Plastiprene, polietileno, poliacetal ou nylon: árvore de decisão por serviço
O erro mais caro nesse nicho é usar PU onde o serviço pede um plástico rígido, e vice-versa. A regra prática é simples: se o requisito for absorver impacto, amortecer vibração, revestir e agarrar, o poliuretano é o material certo, porque devolve energia e resiste a rasgo melhor que qualquer termoplástico rígido. Se o requisito for deslizar com baixo atrito, resistir a produto químico ou manter estabilidade dimensional apertada, ele é a escolha errada. Nesse segundo grupo, o tarugo de polietileno atende bem trilhos, guias, calços e peças de deslizamento em ambiente úmido; o tarugo de poliacetal entrega estabilidade dimensional e usinagem limpa para engrenagens, roscas e peças com tolerância fina; e o nylon fundido cobre buchas de alta carga com boa usinabilidade, desde que a absorção de umidade seja considerada no projeto. Um teste rápido de decisão: se a peça precisa deformar e voltar, é PU; se ela precisa manter a medida, não é.
- Impacto, amortecimento, revestimento e raspagem: poliuretano, entre 75 e 90 Shore A.
- Deslizamento, baixo atrito e ambiente lavado: polietileno de altíssimo peso molecular.
- Tolerância apertada, engrenagem e rosca usinada: poliacetal (POM).
- Alta carga estática com usinagem de peça grande: poliamida fundida.
- Ataque químico agressivo ou temperatura alta contínua: o PU não é candidato — reavalie o material.
Usinagem e modos de falha: onde a peça de PU se perde
Poliuretano é isolante térmico e elástico, o que muda tudo na oficina. Ferramenta com fio gasto gera calor que não escoa, queima a superfície e deixa a peça pegajosa; o correto é ferramenta muito afiada com ângulo de saída positivo, rotação alta e avanço baixo, com resfriamento por ar ou névoa. Em durezas abaixo de 70 Shore A, resfriar a barra antes do corte melhora o acabamento e reduz a 'fuga' do material sob a ferramenta. Na fixação, aperto excessivo de castanha deforma a barra e a medida só aparece errada depois de solta, então meça sempre sem carga e trabalhe com sobremetal maior do que o usual em plástico rígido. Em serviço, três falhas dominam: hidrólise do PU de base poliéster em ambiente quente e úmido, que esfarela o material de dentro para fora; deformação permanente à compressão em batentes e calços sob carga estática, avaliada pela ASTM D395; e aquecimento interno por histerese em peças espessas sob ciclo rápido, situação em que reduzir a espessura ou subir a dureza costuma resolver mais que trocar de fornecedor.
- Superfície queimada ou melada: fio da ferramenta gasto ou avanço alto demais.
- Peça fora de medida só depois de solta: aperto de fixação excessivo, meça sem carga.
- Material esfarelando em máquina lavada com água quente: base poliéster onde o serviço pedia poliéter.
- Batente que perdeu altura sem desgaste visível: compression set alto para a carga estática aplicada.
- Peça derretida por dentro em prensa de ciclo rápido: histerese em seção espessa demais.
O que move o preço e o checklist para cotar tarugo de plastiprene
O preço do PU fundido é formado por diâmetro e comprimento da barra, dureza, base química e volume comprado. Diâmetros grandes custam desproporcionalmente mais por quilo, porque exigem molde e ciclo de cura maiores e concentram risco de bolha interna; barras de base poliéter e graus especiais com aditivo antihidrólise ou grau de contato alimentício também sobem de patamar frente ao PU industrial comum. Antes de comprar a barra, avalie o volume: para poucas peças, usinar tarugo é mais barato; a partir de algumas dezenas de peças iguais, encomendar peças técnicas de poliuretano fundidas sob molde costuma reduzir custo unitário e eliminar perda de material, já que a fundição direta em poliuretano líquido dispensa remover 60% ou 70% da barra em cavaco. Peça sempre laudo do lote com a dureza medida, e não apenas a cor.
- Diâmetro e comprimento exatos, com o sobremetal já considerado.
- Dureza Shore A alvo e tolerância aceita (normalmente ±5 pontos, conforme ASTM D2240).
- Base química exigida: poliéster ou poliéter, com justificativa do ambiente de uso.
- Ambiente de serviço: temperatura, umidade, contato com água quente, óleo ou produto químico.
- Quantidade e recorrência, para comparar barra padrão com fundição sob medida.
- Exigência normativa aplicável: contato com alimentos pela RDC nº 326/2019 ou requisito de máquina sob NR-12.
- Laudo do lote com dureza medida, densidade e, quando aplicável, resultado de abrasão pela ISO 4649.
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Nomenclatura: plastiprene é linha comercial de poliuretano, e a cotação só fecha quando o pedido vira dureza Shore A, base química e diâmetro.
- Cor de tarugo não é padrão de mercado: âmbar, verde e azul mudam de significado entre fabricantes e não substituem o laudo de dureza.
- Poliéster x poliéter: a base poliéster ganha em abrasão e a poliéter sobrevive à lavagem quente e ao vapor sem hidrolisar.
- Compression set alto explica batente que 'achatou' e calço que perdeu altura sem nenhum sinal de desgaste externo.
- Peça espessa em compressão cíclica aquece por histerese e degrada por dentro antes de mostrar defeito na superfície.
- Usinagem de PU pede ferramenta muito afiada, alto giro e baixo avanço; parâmetro de POM queima a superfície do elastômero.
- Sobremetal e medição sob carga zero: elastômero deforma na castanha e no paquímetro, e a tolerância de plástico rígido não se aplica.
- Ponto de virada de custo: acima de algumas dezenas de peças iguais, fundir sob molde costuma bater o preço de usinar tarugo.
Perguntas frequentes
Plastiprene e poliuretano são o mesmo material?
Sim. Plastiprene é um nome comercial usado no Brasil para barras de elastômero de poliuretano fundido, não um polímero diferente. Como o nome não define propriedade, o pedido deve trazer dureza Shore A conforme ASTM D2240, base poliéster ou poliéter, diâmetro e comprimento.
Qual dureza Shore A devo pedir se não sei a da peça antiga?
Meça a peça antiga com durômetro Shore A, seguindo a ASTM D2240 ou a ABNT NBR ISO 868, em vez de pedir pela cor: a cor é código interno de cada fabricante e não é padrão de mercado. Sem amostra, use a aplicação como guia — 75 a 85 A para cepos, batentes e revestimentos, e 88 a 95 A para buchas, rodas e calços de carga.
Qual a diferença prática entre poliuretano de base poliéster e de base poliéter?
O poliéster costuma render mais em resistência à abrasão e a óleo, sendo preferido em transporte de granel e mineração. O poliéter resiste muito melhor à hidrólise, ou seja, ao contato prolongado com água quente, vapor e lavagem química, cenário em que o poliéster esfarela por dentro em poucos meses.
Que diâmetros e comprimentos são encontrados no mercado?
Barras de PU fundido são produzidas em uma faixa ampla de diâmetros, dos pequenos para buchas até barras grandes usadas em cepos e revestimentos de rolo, com comprimentos padronizados por molde de cada fabricante. Como a fundição é sob molde, diâmetros fora do padrão são viáveis sob encomenda, com prazo maior e lote mínimo.
Dá para usinar plastiprene em torno convencional?
Dá, desde que a ferramenta esteja muito afiada, com ângulo de saída positivo, alta rotação e avanço baixo, e com resfriamento por ar ou névoa. Em durezas abaixo de 70 Shore A, resfriar a barra antes do corte melhora o acabamento; e a medição deve ser feita sem carga de fixação, porque o elastômero deforma na castanha.
Poliuretano em barra serve para contato direto com alimentos?
O PU industrial comum não serve. Para contato direto com alimento é obrigatório material declarado conforme a Anvisa RDC nº 326/2019, com documentação do fabricante identificando o lote e a formulação. Em frigoríficos e laticínios, exija essa declaração no orçamento, e não apenas a informação verbal de que o material é atóxico.
Quando vale mais comprar tarugo e usinar do que encomendar a peça fundida?
Para protótipos, reposição pontual e peças de geometria variada, usinar o tarugo é mais rápido e barato porque não exige molde. A partir de algumas dezenas de peças iguais e recorrentes, a fundição sob medida costuma vencer no custo unitário, já que a usinagem de PU transforma boa parte da barra em cavaco sem reaproveitamento.
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Página revisada pela equipe técnica de Materiais Industriais da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ASTM D2240, ABNT NBR ISO 868, ASTM D412, ASTM D624, ASTM D395, ASTM D2000, ISO 4649, Anvisa RDC nº 326/2019, NR-12.