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Tarugo de plastiprene

O tarugo de plastiprene é uma barra cilíndrica de elastômero de poliuretano (PU) fundido, fornecida como matéria-prima para usinagem de buchas, batentes, cepos, calços, raspadores e revestimentos de rolo. Plastiprene é um nome comercial consagrado no mercado brasileiro para esse poliuretano em barra, e não um polímero diferente do PU: o que identifica tecnicamente o material é a dureza medida em escala Shore A, conforme a ASTM D2240 e a ABNT NBR ISO 868, somada à sua base química. Diferente de um plástico rígido, ele combina elasticidade de borracha com resistência mecânica próxima à de um termoplástico de engenharia.

Cinco variáveis definem a compra: a dureza Shore A (tipicamente de 60 a 95 A, chegando a faixas Shore D em graus rígidos); a base química, poliéster ou poliéter, que decide o comportamento diante de água quente, vapor e solventes; o diâmetro e o comprimento da barra, que determinam o sobremetal disponível para usinar; a resistência mecânica declarada em ensaios de tração e alongamento pela ASTM D412 e de rasgo pela ASTM D624; e a deformação permanente à compressão, avaliada pela ASTM D395, que antecipa se a peça vai manter a altura sob carga estática. Os tarugos são obtidos por fundição de poliuretano líquido bicomponente em moldes cilíndricos, com cura controlada, o que explica a variação de propriedades entre lotes e fabricantes.

Do lado regulatório, dois pontos merecem atenção. Peças de PU aplicadas em proteções, batentes de prensa, amortecedores e sistemas de parada de máquina integram o conjunto avaliado pela NR-12, e a validação de carga e de vida útil cabe a profissional habilitado, com a memória de cálculo anexada ao prontuário do equipamento. Já em frigoríficos, laticínios e panificação, o poliuretano industrial padrão não é grau alimentício: o contato direto com alimento exige material declarado conforme a Anvisa RDC nº 326/2019, com documentação do fabricante. Operacionalmente, os riscos mais comuns são a hidrólise do PU de base poliéster em ambiente úmido e quente e o aquecimento interno por histerese em peças espessas sob compressão cíclica, ambos capazes de reduzir drasticamente a vida útil sem aviso visível.

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Tarugo de plastiprene

Aviso de segurança. Quando a peça usinada em plastiprene atua em proteção, batente, amortecimento ou parada de máquina, o conjunto está sujeito à NR-12 e o dimensionamento deve ser validado por profissional habilitado, com registro no prontuário do equipamento. Em contato direto com alimentos, o poliuretano industrial comum não atende à Anvisa RDC nº 326/2019: exija declaração de conformidade do fabricante antes de aplicar.

Plastiprene é poliuretano: o que o nome comercial muda na hora de cotar

Plastiprene designa barras de elastômero de poliuretano fundido e concorre no mesmo espaço de nomes como PU 80, poliuretano em barra e marcas internacionais de PU fundido, entre elas o Vulkollan. Como não existe uma especificação única por trás do nome comercial, dois fornecedores podem entregar materiais com abrasão e resiliência bem diferentes sob o mesmo rótulo. O caminho seguro é cotar por propriedade — dureza Shore A conforme ASTM D2240, base poliéster ou poliéter, diâmetro e comprimento —, tratando o nome apenas como referência de busca. Em requisitos formais de peça, principalmente automotivos, a classificação de elastômeros da ASTM D2000 ajuda a transformar a exigência em código de compra. O material faz parte da família do tarugo de plástico usinável, mas se comporta como elastômero: recua depois do corte, aquece com facilidade e não aceita os mesmos parâmetros de usinagem de um plástico rígido.

Dureza Shore A por aplicação: a tabela que fecha a especificação

A dureza é o atributo que mais influencia o desempenho e é onde a maioria dos pedidos erra, porque o comprador pede pela cor do tarugo que usava antes. A cor é um código interno de cada fabricante e não é padrão de mercado: o mesmo âmbar pode ser 80 A em uma fábrica e 90 A em outra, por isso peça sempre o valor medido conforme ASTM D2240 ou ABNT NBR ISO 868. Como referência prática, um cepo de poliuretano para balancim de corte trabalha tipicamente entre 80 e 90 Shore A, faixa em que a barra ainda 'fecha' o corte da faca sem marcar em excesso. Para desgaste por partícula abrasiva, compare os fornecedores pelo índice de perda por abrasão em tambor rotativo, ensaio da ISO 4649, e não apenas pela dureza.

Faixa de dureza (Shore A)Comportamento em serviçoAplicação típicaPonto de atenção
60 a 70 AMuito flexível, alta absorção de impacto e vibraçãoCoxins, amortecedores leves, raspadores flexíveis, ventosas e insertos de contato delicadoDeformação permanente sob carga estática prolongada (ASTM D395); usinagem exige resfriamento ou congelamento da peça
75 a 85 AEquilíbrio entre elasticidade e resistência ao rasgoCepos de balancim, batentes, revestimento de rolo, sapatas e amortecedores de prensaVerificar resistência ao rasgo (ASTM D624) quando a peça tem furo, rasgo ou canto vivo
88 a 95 AAlta resistência à abrasão e baixa deformação sob cargaBuchas, calços de carga, rodas e roletes, revestimento de rosca transportadora, matrizes de conformaçãoAmortecimento reduzido; peça espessa em ciclo rápido aquece por histerese
Acima de 95 A (faixa Shore D)Quase rígido, comporta-se mais como plástico de engenhariaPinos, guias, engrenagens de baixa velocidade, buchas de alta carga estáticaPerde a vantagem elastomérica do PU; comparar custo com POM e PA6 fundido
Base poliéster x poliéter (qualquer dureza)Poliéster rende mais em abrasão; poliéter resiste melhor a água quente, vapor e hidrólisePoliéster em transporte de granel e mineração; poliéter em lavagem, CIP e ambiente úmidoConfirmar a base no pedido: é a informação mais omitida em orçamento de PU
  • Abaixo de 70 Shore A: prioriza absorção de impacto e conformidade à superfície, mas sofre com deformação permanente sob carga contínua.
  • 80 a 90 Shore A: faixa de uso geral, melhor relação entre elasticidade e resistência ao desgaste.
  • Acima de 90 Shore A: alta carga e pouca deformação, com queda de amortecimento e maior sensibilidade a impacto em baixa temperatura.

Plastiprene, polietileno, poliacetal ou nylon: árvore de decisão por serviço

O erro mais caro nesse nicho é usar PU onde o serviço pede um plástico rígido, e vice-versa. A regra prática é simples: se o requisito for absorver impacto, amortecer vibração, revestir e agarrar, o poliuretano é o material certo, porque devolve energia e resiste a rasgo melhor que qualquer termoplástico rígido. Se o requisito for deslizar com baixo atrito, resistir a produto químico ou manter estabilidade dimensional apertada, ele é a escolha errada. Nesse segundo grupo, o tarugo de polietileno atende bem trilhos, guias, calços e peças de deslizamento em ambiente úmido; o tarugo de poliacetal entrega estabilidade dimensional e usinagem limpa para engrenagens, roscas e peças com tolerância fina; e o nylon fundido cobre buchas de alta carga com boa usinabilidade, desde que a absorção de umidade seja considerada no projeto. Um teste rápido de decisão: se a peça precisa deformar e voltar, é PU; se ela precisa manter a medida, não é.

  • Impacto, amortecimento, revestimento e raspagem: poliuretano, entre 75 e 90 Shore A.
  • Deslizamento, baixo atrito e ambiente lavado: polietileno de altíssimo peso molecular.
  • Tolerância apertada, engrenagem e rosca usinada: poliacetal (POM).
  • Alta carga estática com usinagem de peça grande: poliamida fundida.
  • Ataque químico agressivo ou temperatura alta contínua: o PU não é candidato — reavalie o material.

Usinagem e modos de falha: onde a peça de PU se perde

Poliuretano é isolante térmico e elástico, o que muda tudo na oficina. Ferramenta com fio gasto gera calor que não escoa, queima a superfície e deixa a peça pegajosa; o correto é ferramenta muito afiada com ângulo de saída positivo, rotação alta e avanço baixo, com resfriamento por ar ou névoa. Em durezas abaixo de 70 Shore A, resfriar a barra antes do corte melhora o acabamento e reduz a 'fuga' do material sob a ferramenta. Na fixação, aperto excessivo de castanha deforma a barra e a medida só aparece errada depois de solta, então meça sempre sem carga e trabalhe com sobremetal maior do que o usual em plástico rígido. Em serviço, três falhas dominam: hidrólise do PU de base poliéster em ambiente quente e úmido, que esfarela o material de dentro para fora; deformação permanente à compressão em batentes e calços sob carga estática, avaliada pela ASTM D395; e aquecimento interno por histerese em peças espessas sob ciclo rápido, situação em que reduzir a espessura ou subir a dureza costuma resolver mais que trocar de fornecedor.

  • Superfície queimada ou melada: fio da ferramenta gasto ou avanço alto demais.
  • Peça fora de medida só depois de solta: aperto de fixação excessivo, meça sem carga.
  • Material esfarelando em máquina lavada com água quente: base poliéster onde o serviço pedia poliéter.
  • Batente que perdeu altura sem desgaste visível: compression set alto para a carga estática aplicada.
  • Peça derretida por dentro em prensa de ciclo rápido: histerese em seção espessa demais.

O que move o preço e o checklist para cotar tarugo de plastiprene

O preço do PU fundido é formado por diâmetro e comprimento da barra, dureza, base química e volume comprado. Diâmetros grandes custam desproporcionalmente mais por quilo, porque exigem molde e ciclo de cura maiores e concentram risco de bolha interna; barras de base poliéter e graus especiais com aditivo antihidrólise ou grau de contato alimentício também sobem de patamar frente ao PU industrial comum. Antes de comprar a barra, avalie o volume: para poucas peças, usinar tarugo é mais barato; a partir de algumas dezenas de peças iguais, encomendar peças técnicas de poliuretano fundidas sob molde costuma reduzir custo unitário e eliminar perda de material, já que a fundição direta em poliuretano líquido dispensa remover 60% ou 70% da barra em cavaco. Peça sempre laudo do lote com a dureza medida, e não apenas a cor.

  • Diâmetro e comprimento exatos, com o sobremetal já considerado.
  • Dureza Shore A alvo e tolerância aceita (normalmente ±5 pontos, conforme ASTM D2240).
  • Base química exigida: poliéster ou poliéter, com justificativa do ambiente de uso.
  • Ambiente de serviço: temperatura, umidade, contato com água quente, óleo ou produto químico.
  • Quantidade e recorrência, para comparar barra padrão com fundição sob medida.
  • Exigência normativa aplicável: contato com alimentos pela RDC nº 326/2019 ou requisito de máquina sob NR-12.
  • Laudo do lote com dureza medida, densidade e, quando aplicável, resultado de abrasão pela ISO 4649.

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Nomenclatura: plastiprene é linha comercial de poliuretano, e a cotação só fecha quando o pedido vira dureza Shore A, base química e diâmetro.
  • Cor de tarugo não é padrão de mercado: âmbar, verde e azul mudam de significado entre fabricantes e não substituem o laudo de dureza.
  • Poliéster x poliéter: a base poliéster ganha em abrasão e a poliéter sobrevive à lavagem quente e ao vapor sem hidrolisar.
  • Compression set alto explica batente que 'achatou' e calço que perdeu altura sem nenhum sinal de desgaste externo.
  • Peça espessa em compressão cíclica aquece por histerese e degrada por dentro antes de mostrar defeito na superfície.
  • Usinagem de PU pede ferramenta muito afiada, alto giro e baixo avanço; parâmetro de POM queima a superfície do elastômero.
  • Sobremetal e medição sob carga zero: elastômero deforma na castanha e no paquímetro, e a tolerância de plástico rígido não se aplica.
  • Ponto de virada de custo: acima de algumas dezenas de peças iguais, fundir sob molde costuma bater o preço de usinar tarugo.

Perguntas frequentes

Plastiprene e poliuretano são o mesmo material?

Sim. Plastiprene é um nome comercial usado no Brasil para barras de elastômero de poliuretano fundido, não um polímero diferente. Como o nome não define propriedade, o pedido deve trazer dureza Shore A conforme ASTM D2240, base poliéster ou poliéter, diâmetro e comprimento.

Qual dureza Shore A devo pedir se não sei a da peça antiga?

Meça a peça antiga com durômetro Shore A, seguindo a ASTM D2240 ou a ABNT NBR ISO 868, em vez de pedir pela cor: a cor é código interno de cada fabricante e não é padrão de mercado. Sem amostra, use a aplicação como guia — 75 a 85 A para cepos, batentes e revestimentos, e 88 a 95 A para buchas, rodas e calços de carga.

Qual a diferença prática entre poliuretano de base poliéster e de base poliéter?

O poliéster costuma render mais em resistência à abrasão e a óleo, sendo preferido em transporte de granel e mineração. O poliéter resiste muito melhor à hidrólise, ou seja, ao contato prolongado com água quente, vapor e lavagem química, cenário em que o poliéster esfarela por dentro em poucos meses.

Que diâmetros e comprimentos são encontrados no mercado?

Barras de PU fundido são produzidas em uma faixa ampla de diâmetros, dos pequenos para buchas até barras grandes usadas em cepos e revestimentos de rolo, com comprimentos padronizados por molde de cada fabricante. Como a fundição é sob molde, diâmetros fora do padrão são viáveis sob encomenda, com prazo maior e lote mínimo.

Dá para usinar plastiprene em torno convencional?

Dá, desde que a ferramenta esteja muito afiada, com ângulo de saída positivo, alta rotação e avanço baixo, e com resfriamento por ar ou névoa. Em durezas abaixo de 70 Shore A, resfriar a barra antes do corte melhora o acabamento; e a medição deve ser feita sem carga de fixação, porque o elastômero deforma na castanha.

Poliuretano em barra serve para contato direto com alimentos?

O PU industrial comum não serve. Para contato direto com alimento é obrigatório material declarado conforme a Anvisa RDC nº 326/2019, com documentação do fabricante identificando o lote e a formulação. Em frigoríficos e laticínios, exija essa declaração no orçamento, e não apenas a informação verbal de que o material é atóxico.

Quando vale mais comprar tarugo e usinar do que encomendar a peça fundida?

Para protótipos, reposição pontual e peças de geometria variada, usinar o tarugo é mais rápido e barato porque não exige molde. A partir de algumas dezenas de peças iguais e recorrentes, a fundição sob medida costuma vencer no custo unitário, já que a usinagem de PU transforma boa parte da barra em cavaco sem reaproveitamento.

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Página revisada pela equipe técnica de Materiais Industriais da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ASTM D2240, ABNT NBR ISO 868, ASTM D412, ASTM D624, ASTM D395, ASTM D2000, ISO 4649, Anvisa RDC nº 326/2019, NR-12.