Exaustor de cozinha
Aviso de segurança. Instalação e ligação elétrica de exaustores devem seguir a ABNT NBR 5410:2004 e os requisitos da NR-10, com execução por eletricista qualificado. Em cozinhas profissionais, o projeto de captação e lançamento de efluentes gordurosos deve atender à ABNT NBR 14518:2020 e às exigências sanitárias da RDC Anvisa 216/2004, com responsabilidade técnica de engenheiro ou profissional habilitado. Ambientes com aparelhos a gás exigem análise de ar de reposição para não inverter a tiragem dos equipamentos de combustão.
Tipos de exaustor de cozinha e o que muda entre eles
A escolha começa pela física do rotor e pelo destino do ar. O exaustor axial move grande volume contra pouca resistência e é o formato típico de instalação direta em parede ou janela. O exaustor centrífugo, com rotor tipo caracol, gera pressão estática muito maior e é o correto quando o ar precisa percorrer duto com curvas. A coifa é uma estrutura de captação que se posiciona sobre o fogão e concentra o vapor antes de mandá-lo ao ventilador. Já o depurador recircula: filtra a gordura em tela metálica, retém odor em carvão ativado e devolve o ar ao ambiente, sem eliminar calor nem umidade.
| Tipo | Faixa usual de vazão | Tolerância a duto | Material comum | Aplicação recomendada |
|---|---|---|---|---|
| Axial de parede | 150 a 800 m³/h | Baixa (até ~1,5 m reto) | Plástico de engenharia ou aço pintado | Cozinha residencial com parede externa |
| Centrífugo inline | 300 a 3.000 m³/h | Alta (curvas e trechos longos) | Aço galvanizado ou inox | Cozinha com duto até fachada ou telhado |
| Coifa de parede | 400 a 1.200 m³/h | Média a alta conforme motor | Inox 430 ou 304, vidro temperado | Fogão encostado na parede |
| Coifa de ilha | 600 a 1.500 m³/h | Alta (duto vertical até laje) | Inox 304 | Cooktop em bancada central |
| Depurador | 300 a 700 m³/h | Não usa duto | Aço pintado ou inox | Apartamento sem saída para o exterior |
| Exaustor de cozinha profissional | 2.000 a 12.000 m³/h | Alta, com projeto de rede | Inox 304 e duto galvanizado | Restaurante, cozinha industrial e refeitório |
- Axial de parede: instalação simples, descarga direta, sensível a qualquer duto longo.
- Centrífugo inline ou em caixa: vence perda de carga, permite afastar o motor da cozinha e reduzir ruído.
- Coifa de parede, de ilha ou embutida: capta por área, indicada quando o fogão fica no centro ou sob armário.
- Depurador: única saída viável quando não existe furo ou prumada de exaustão, mas exige troca periódica do carvão.
- Exaustor de teto com duto até a fachada: solução para cozinha sem parede externa disponível.
Como calcular a vazão: trocas de ar e carga térmica
O método mais usado no residencial parte do volume do ambiente. Multiplique comprimento, largura e pé-direito para obter o volume em m³ e depois pelo número de trocas de ar por hora desejado. Para cozinha doméstica trabalha-se com 15 a 20 trocas por hora; em cozinha profissional com fogões e fritadeiras, chega-se a 30 a 60 trocas, e aí o cálculo passa a ser feito pela área de captação da coifa e pela carga térmica dos equipamentos, conforme a ABNT NBR 14518:2020. Uma cozinha de 3 x 4 m com pé-direito de 2,7 m tem 32,4 m³: a 20 trocas, pede cerca de 650 m³/h nominais. Some folga de 20% a 30% quando houver duto, porque o catálogo informa vazão livre, sem contrapressão.
| Cenário | Área aproximada | Trocas por hora | Vazão-alvo estimada | Equipamento indicado |
|---|---|---|---|---|
| Cozinha de apartamento compacto | 6 m² | 15 | 240 a 300 m³/h | Axial de parede ou depurador |
| Cozinha residencial média | 12 m² | 20 | 600 a 700 m³/h | Coifa de parede ou centrífugo inline |
| Cozinha gourmet com churrasqueira | 20 m² | 25 | 1.200 a 1.400 m³/h | Coifa de ilha com motor centrífugo |
| Lanchonete com chapa e fritadeira | 25 m² | 30 a 40 | 2.500 a 3.500 m³/h | Coifa em inox 304 com exaustor centrífugo |
| Cozinha de restaurante | 50 m² | 40 a 60 | 6.000 a 10.000 m³/h | Sistema com coifa, duto e ar de reposição |
- Volume (m³) x trocas por hora = vazão nominal mínima em m³/h.
- Residencial leve: 15 trocas/h. Cozinha com uso intenso de fritura: 20 a 25 trocas/h.
- Cozinha profissional: dimensionar pela coifa e pela carga térmica, não pelo volume do salão.
- Acrescente 20% a 30% de margem para cada trecho de duto e para filtros sujos.
- Vazão muito acima do necessário só aumenta ruído, consumo e pressão negativa no ambiente.
Duto, pressão estática e o erro que faz o exaustor 'não puxar'
A reclamação mais comum não é de equipamento fraco, é de sistema mal montado. Cada metro de duto, cada curva de 90 graus e cada tela de proteção somam perda de carga, e o ventilador só entrega a vazão de catálogo quando a resistência é próxima de zero. Um axial de 300 m³/h ligado a cinco metros de duto flexível corrugado pode entregar menos da metade disso. Duto liso reduz atrito frente ao corrugado; ampliar o diâmetro derruba a velocidade e a perda; e trocar duas curvas fechadas por uma curva suave já recupera vazão. Onde o percurso é inevitável, a resposta técnica é usar um rotor que gere pressão, e não um axial maior. Nesses casos, um exaustor centrífugo com curva de pressão adequada resolve o que nenhum axial resolve.
- Nunca reduza o diâmetro do duto abaixo da boca de saída do equipamento.
- Prefira duto rígido galvanizado ou de parede lisa; deixe o flexível apenas para conexões curtas.
- Cada curva de 90 graus equivale, na prática, a vários metros de trecho reto.
- Instale dâmper antirretorno na terminação para impedir retorno de odor, chuva e insetos.
- Em cozinha profissional, o duto de gordura deve ter acesso para limpeza e inclinação para dreno.
Ruído, motor e a escolha que evita arrependimento
Ruído é a principal causa de o equipamento acabar desligado na tomada. A pressão sonora cresce com a rotação e com a velocidade do ar no duto, e a ABNT NBR 10151:2019 estabelece a metodologia e os limites de avaliação de ruído em áreas habitadas, mais restritivos no período noturno. Na prática, um axial de alta rotação instalado dentro da cozinha entrega o pior resultado acústico; um motor centrífugo afastado, montado no forro ou na área externa, reduz drasticamente o incômodo porque tira a fonte de ruído do ambiente. Motores com rolamento blindado duram mais em atmosfera de vapor gorduroso do que os de bucha, e a existência de controle de velocidade permite operar em rotação baixa na maior parte do tempo. Quando o critério de compra é conforto acústico, vale comparar modelos de exaustor de cozinha silencioso pelo valor declarado em dB(A) na mesma vazão, não pela potência do motor.
Materiais, filtros e o que define o preço na cotação
Não existe preço único porque o mesmo m³/h pode custar valores muito diferentes conforme carcaça, motor e acabamento. Aço carbono pintado é a opção mais barata e aceitável em uso doméstico leve; o inox AISI 430 resiste bem ao vapor de cozinha e custa consideravelmente menos que o 304; o AISI 304 é o padrão de cozinha profissional por resistir à limpeza química agressiva e a resíduos ácidos, e cobra esse prêmio no orçamento. No filtro, a tela metálica tipo labirinto é lavável e tem custo zero de reposição, enquanto o carvão ativado do depurador é consumível e precisa ser trocado periodicamente — é esse item que forma o custo recorrente do equipamento sem duto. Peças sob medida, como coifas em chapa dobrada para bancadas fora de padrão, saem por projeto e alongam o prazo.
- Material da carcaça: aço pintado, inox 430 ou inox 304 — o salto maior de preço está no 304.
- Tipo de motor: monofásico de linha, motor com rolamento blindado ou conjunto centrífugo acoplado.
- Filtragem: tela metálica lavável, manta acrílica descartável ou carvão ativado.
- Volume de compra: cozinha industrial e redes de food service cotam por lote e mudam a faixa de preço.
- Sob medida: coifa em dimensão especial, duto fabricado e instalação embutem projeto e mão de obra.
Exaustão em cozinha profissional: norma, sanitário e responsabilidade
Em restaurante, padaria, hotel e refeitório o sistema muda de natureza. A ABNT NBR 14518:2020 orienta o dimensionamento da coifa, a velocidade de captura sobre os equipamentos de cocção, a construção do duto de gordura e o lançamento do efluente. A RDC Anvisa 216/2004 exige ventilação que garanta renovação e ausência de fumaça, gases e condensação, e proíbe fluxo de ar que incida diretamente sobre alimento. A Portaria CVS 5/2013 reforça captação de vapores e periodicidade de higienização. Muitos municípios ainda condicionam o alvará ao ponto de lançamento e ao tratamento do efluente gorduroso, o que puxa lavadores e filtros para o projeto. O ar de reposição é obrigatório na conta: extrair milhares de m³/h sem admissão equivalente cria pressão negativa, derruba a vazão real e prejudica a tiragem de equipamentos a gás.
- Coifa em inox com filtro inercial e calha coletora de gordura com dreno.
- Duto exclusivo, com portas de inspeção para limpeza periódica.
- Ar de reposição por insuflamento, entre 80% e 90% do ar extraído.
- Registro de higienização de coifa, filtro e duto para fiscalização sanitária.
- Projeto com responsabilidade técnica e ART, especialmente onde há exigência do corpo de bombeiros.
Manutenção, vida útil e custo de operar
O custo de posse de um exaustor está mais na gordura do que na energia. Em uso residencial, a tela metálica pede lavagem com desengraxante a cada 15 a 30 dias, e o carvão ativado do depurador costuma exigir substituição a cada 3 a 6 meses conforme a intensidade de fritura. Em cozinha comercial, o filtro é higienizado diariamente ou por turno, e o duto precisa de limpeza programada porque a camada de gordura depositada é combustível — é a origem clássica do incêndio que se propaga pela prumada. Motores com rolamento e hélice balanceada chegam a vários anos de operação contínua; o que encurta a vida útil é sujeira acumulada na hélice, que desbalanceia o conjunto, aumenta vibração e mata o rolamento. Registre a periodicidade de limpeza em plano formal quando houver exigência sanitária ou de seguradora.
Checklist para cotar com fornecedores e comparar propostas
Orçamento de exaustão só é comparável quando todos os fornecedores recebem a mesma base. Reúna os dados do ambiente e do percurso antes de pedir preço, porque é isso que separa uma proposta técnica de um chute. Peça sempre a vazão declarada com a pressão estática correspondente, e não apenas a vazão livre; exija informação de ruído em dB(A) e a documentação de conformidade elétrica. Em projeto profissional, solicite desenho da coifa, memorial de cálculo e definição do ponto de lançamento. Comparar assim evita o cenário mais caro de todos, que é reinstalar tudo depois de descobrir que o equipamento não vence o duto existente.
- Medidas do ambiente e pé-direito, para calcular volume e trocas de ar.
- Tipo e potência dos equipamentos de cocção (fogão, chapa, fritadeira, forno, churrasqueira).
- Existe saída para o exterior? Comprimento, diâmetro e número de curvas do duto.
- Tensão disponível (127 V, 220 V, monofásico ou trifásico) e ponto elétrico próximo.
- Material exigido pelo uso ou pela fiscalização: inox 304, inox 430 ou aço pintado.
- Quantidade de unidades, prazo de entrega e se há necessidade de instalação inclusa.
- Documentos a pedir: ficha técnica com curva de vazão, nível de ruído, certificação Inmetro e garantia.
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Comparativo de vazão real em m³/h por diâmetro de hélice entre fornecedores da mesma faixa de preço.
- Frequência de pedidos de reposição por queima de motor em exaustor instalado com duto flexível corrugado longo.
- Diferença de prazo entre exaustor de linha (pronta-entrega) e coifa em inox sob medida, que trabalha por projeto.
- Checklist de cotação padronizado: diâmetro do vão, comprimento e diâmetro do duto, tensão da rede, tipo de fogão e trocas de ar desejadas.
- Recorrência de reclamação de ruído em instalações que usaram axial de alta rotação em vez de centrífugo inline.
- Fatores que mais movem o preço nas cotações do nicho: material da carcaça, tipo de motor, filtro e existência de duto sob medida.
- Demanda crescente por exaustor com filtro de carvão em apartamentos sem prumada de exaustão.
- Volume de cotações de cozinha profissional que chegam sem indicar a carga térmica dos equipamentos sob a coifa.
Perguntas frequentes
Qual a diferença prática entre exaustor, coifa e depurador?
O exaustor é o ventilador que move o ar; a coifa é a estrutura de captação que fica sobre o fogão e concentra o vapor antes de mandá-lo ao ventilador. O depurador não expulsa ar para fora: filtra gordura em tela metálica, retém odor em carvão ativado e devolve o ar ao ambiente. Só o exaustor e a coifa com duto removem calor e umidade da cozinha.
Quantos m³/h eu preciso para a minha cozinha?
Multiplique comprimento x largura x pé-direito para achar o volume e depois pelo número de trocas de ar por hora: 15 a 20 no residencial e 30 a 60 em cozinha profissional. Uma cozinha de 12 m² com 2,7 m de pé-direito pede algo entre 600 e 700 m³/h. Acrescente 20% a 30% se houver duto, porque a vazão de catálogo é medida sem contrapressão.
Posso instalar exaustor em apartamento sem saída para a rua?
Sem furo na fachada ou prumada de exaustão, a única solução viável é o depurador em recirculação com filtro de carvão ativado. Ele reduz odor e gordura, mas não retira calor nem umidade, e o carvão é consumível com troca típica a cada 3 a 6 meses. Antes de furar fachada, verifique a convenção do condomínio e a viabilidade estrutural.
Inox 304 ou 430: qual escolher no exaustor de cozinha?
O AISI 430 atende bem o vapor de cozinha residencial e comercial leve, com custo bem menor. O AISI 304 é padrão em cozinha profissional porque resiste melhor a produtos de limpeza agressivos, cloretos e higienização frequente. Se o equipamento sofre lavagem química diária, o 304 compensa; em uso doméstico, raramente.
Que normas se aplicam à exaustão de uma cozinha comercial?
A ABNT NBR 14518:2020 trata dos sistemas de ventilação e exaustão para cozinhas profissionais, incluindo coifa, duto e lançamento. A RDC Anvisa 216/2004 exige renovação de ar e ambiente livre de fumaça e gases nos serviços de alimentação, e a Portaria CVS 5/2013 detalha captação de vapores e higienização em São Paulo. A instalação elétrica segue a ABNT NBR 5410:2004 sob a NR-10.
Por que meu exaustor faz muito barulho?
As causas mais comuns são rotor de alta rotação instalado dentro da cozinha, duto subdimensionado que eleva a velocidade do ar e hélice com gordura acumulada, que desbalanceia o conjunto. Afastar o motor para o forro ou área externa e ampliar o diâmetro do duto reduz muito a pressão sonora. A ABNT NBR 10151:2019 é a referência de avaliação de ruído em áreas habitadas, com limites mais restritos à noite.
Preciso prever entrada de ar quando instalo um exaustor potente?
Sim. Extrair grande volume sem admissão equivalente cria pressão negativa, o que reduz a vazão real do equipamento e pode inverter a tiragem de aquecedores e fogões a gás. Em cozinha profissional trabalha-se com ar de reposição na faixa de 80% a 90% do ar extraído, por insuflamento dedicado ou aberturas dimensionadas.
Com que frequência devo limpar filtros e dutos?
No residencial, a tela metálica pede lavagem com desengraxante a cada 15 a 30 dias e o carvão ativado troca a cada 3 a 6 meses. Em cozinha comercial, o filtro é higienizado por turno ou diariamente e o duto entra em plano de limpeza programada, porque a gordura depositada é combustível e é a origem clássica de incêndio na prumada.
O que devo exigir na proposta do fornecedor?
Peça vazão declarada com a pressão estática correspondente, e não apenas vazão livre, além de nível de ruído em dB(A), tensão, material da carcaça e tipo de filtro. Exija ficha técnica, certificação Inmetro do produto elétrico e prazo de garantia por escrito. Em projeto de cozinha profissional, solicite desenho da coifa, memorial de cálculo e ART do responsável técnico.
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Página revisada pela equipe técnica de Climatização e Ventilação da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
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Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 14518:2020, ABNT NBR 16401, ABNT NBR 10151:2019, ABNT NBR 5410:2004, NR-10, RDC Anvisa 216/2004, Portaria CVS 5/2013, Inmetro.