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Exaustor de cozinha inox

O exaustor de cozinha inox é o conjunto motoventilador com carcaça, voluta ou caixa fabricadas em chapa de aço inoxidável, destinado a captar e descarregar para o exterior vapor, fumaça e aerossóis de gordura gerados na cocção. Em cozinhas profissionais ele não é um item isolado: integra um sistema de captação, dutos e descarga cujo projeto é orientado pela ABNT NBR 14518, que trata de sistemas de ventilação e exaustão para cozinhas profissionais. Como aparelho eletromecânico de cocção, sua construção e segurança elétrica têm referência na ABNT NBR IEC 60335-2-31, específica para coifas e exaustores de fumos de cozimento.

Cinco variáveis definem a especificação e devem constar de qualquer proposta: a vazão em m³/h; a pressão estática disponível em mmca ou Pa, que é o que permite vencer duto, curvas e filtros; a liga do inox (AISI 430, 304 ou 316), que decide a resistência à corrosão; o tipo de rotor — axial, centrífugo ou in-line —, que determina onde o equipamento pode ser instalado; e o nível de pressão sonora em dB(A) medido na condição de trabalho. Grau de proteção IP do motor e classe de isolamento completam a ficha quando há vapor e lavagem frequente. Frente ao universo mais amplo do exaustor de cozinha, a linha em inox se justifica pela higienização com produto alcalino e pelo contato constante com condensado gorduroso, que corrói chapa pintada em poucos meses.

Do lado regulatório, serviços de alimentação respondem à RDC 216/2004 da Anvisa, que exige ventilação capaz de evitar acúmulo de gordura e condensação de vapores, e à vistoria do corpo de bombeiros — em São Paulo, a Instrução Técnica nº 38 do CBPMESP, sobre segurança contra incêndio em cozinhas profissionais, é a referência usual, com exigências equivalentes em outros estados. A instalação elétrica segue a ABNT NBR 5410 e as partes móveis do motoventilador exigem proteção e dispositivo de seccionamento conforme a NR-12. O risco principal é o incêndio alimentado por gordura acumulada em filtro e duto, e por isso o projeto, o comissionamento e o laudo devem ser assinados por profissional habilitado, com ART ou RRT registrada.

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Exaustor de cozinha inox

Aviso de segurança. Sistemas de exaustão de cozinha envolvem risco de incêndio por acúmulo de gordura em coifa e duto e risco elétrico em ambiente úmido. O projeto, a instalação e a vistoria devem seguir a ABNT NBR 14518, a ABNT NBR 5410 e as instruções técnicas do corpo de bombeiros do estado, com responsável técnico habilitado e ART/RRT emitida. As orientações desta página são informativas e não substituem projeto assinado por profissional habilitado.

Inox 304, 430 ou 316: a liga muda o preço e a vida útil

A palavra 'inox' sozinha não especifica nada. A classificação das ligas está na ABNT NBR 5601 e a chapa costuma ser fornecida conforme ASTM A240 — é esse certificado que o comprador deve pedir junto do orçamento. Na prática, o AISI 430 resolve bem em copa e cozinha residencial com pouca lavagem, mas mancha e pode apresentar corrosão puntiforme onde há sal, vinagre e sanitizante clorado. O AISI 304 é o padrão de cozinha profissional; o 316 só se paga em cozinha litorânea, frigorífico e área de lavagem com desinfetante à base de cloro. Trocar 430 por 304 sem necessidade encarece o conjunto sem retorno; usar 430 onde deveria ser 304 costuma custar a substituição da carcaça em dois a três anos.

Liga / acabamentoResistência à corrosãoOnde faz sentidoCusto relativo
AISI 430 (ferrítico)Média; mancha com cloro e salCopa, cozinha residencial, baixa frequência de lavagemReferência (1,0x)
AISI 304 (austenítico)Alta; padrão para vapor e limpeza alcalinaRestaurante, self-service, cozinha hospitalar e escolarCerca de 1,3 a 1,8x o 430
AISI 316 / 316LMuito alta; resiste a cloretosOrla marítima, frigorífico, área de lavagem com sanitizante cloradoCerca de 1,8 a 2,5x o 430
Chapa escovada ou polidaIgual à liga base; facilita remoção de gorduraCozinha aberta ao salão e áreas visíveis ao clienteAcréscimo de acabamento sobre a liga escolhida

Tipos construtivos: axial, centrífugo, in-line e de telhado

O tipo de rotor decide onde o equipamento pode trabalhar. O axial move muito ar contra pouca resistência e serve para descarga direta em parede ou janela, sem duto longo. Quem tem duto longo migra para o exaustor centrífugo, cujo rotor vence a perda de carga de curvas, filtros e chapéu de descarga. O modelo in-line, montado dentro do próprio duto em caixa de inox, tira o motor de cima da linha de cocção e é a escolha típica em cozinha aberta ao salão. Já o centrífugo de telhado joga a descarga acima da cobertura, afastando odor e ruído da fachada e dos vizinhos.

TipoPressão estática típicaRuído dentro da cozinhaAplicação recomendada
Axial de parede ou janelaBaixa; tolera pouco dutoAlto (motor exposto no ambiente)Copa e cozinha pequena com descarga direta na fachada
Centrífugo com rotor siroccoMédia a altaMédio; reduz com caixa acústicaCozinha profissional com duto até a cobertura
In-line em caixa de inoxMédiaBaixo (motor afastado do ambiente)Restaurante, cozinha aberta e ambientes com exigência acústica
Centrífugo de telhadoMédia a alta, descarga verticalBaixo; o ruído sai no exteriorPrédio com duto vertical e descarga acima da cobertura

Como dimensionar a vazão sem chutar o m³/h

A vazão nasce da boca da coifa de inox que cobre a linha de cocção, não da potência do fogão. A prática de projeto orientada pela ABNT NBR 14518 parte da velocidade de captura na face aberta da coifa — faixa usual de 0,25 a 0,50 m/s, maior quando há chapa, char broiler ou fritadeira, menor em cocção de baixo desprendimento. Multiplicando a área livre de captação em m² pela velocidade escolhida e por 3.600 chega-se ao m³/h necessário. O segundo passo, o mais ignorado, é somar a perda de carga: cada metro de duto, cada curva de 90°, o filtro de labirinto e o chapéu de descarga consomem pressão estática, e é por isso que dois equipamentos com a mesma vazão de catálogo entregam resultados diferentes. Acima de 200 a 300 refeições por serviço, o conjunto normalmente deixa a categoria doméstica e entra na faixa de exaustor de cozinha industrial, com motor trifásico e manutenção programada.

  • Área livre da coifa em m² multiplicada pela velocidade de captura e por 3.600 = vazão de referência em m³/h.
  • Cozinha com fritadeira e chapa: trabalhe no topo da faixa de velocidade, não na média.
  • Some sempre a perda de carga do duto real, incluindo curvas, filtro e chapéu de descarga.
  • Preveja ar de reposição equivalente a 80% a 90% do ar exaurido; sem isso a cozinha despressuriza e a vazão real cai.
  • Reserve margem para o filtro sujo: o ponto de operação se desloca conforme a gordura satura o labirinto.

Ruído: por que o erro está na perda de carga, não no motor

Restaurante urbano recebe notificação de ruído com base na ABNT NBR 10151, que define a avaliação de som em áreas habitadas, e o exaustor costuma ser o réu. O que raramente se mede é que boa parte do ruído vem do equipamento operando fora do ponto de projeto: duto subdimensionado eleva a velocidade do ar, gera sibilo e força o rotor. Por isso a busca por exaustor de cozinha silencioso costuma terminar em três medidas combinadas — motor in-line afastado da cozinha, duto com velocidade de ar controlada e atenuador ou caixa acústica na descarga. Inversor de frequência ajuda: reduzir a rotação fora do pico corta ruído e consumo de forma mais que proporcional.

Gordura, limpeza e o custo de propriedade real

O exaustor de cozinha inox raramente falha por defeito de fábrica; ele falha por manutenção adiada. Filtro de labirinto em inox deve ser lavado em ciclo curto — em cozinha de alto volume de fritura, a cada poucos dias; em operação leve, quinzenal ou mensal. O duto e a caixa de gordura exigem limpeza técnica periódica, com registro documental, porque é ali que se forma a camada combustível que transforma um princípio de incêndio em ocorrência de vulto. A RDC 216/2004 cobra que a ventilação não permita acúmulo de gordura e condensação, e a inspeção sanitária pede evidência de higienização. Onde há recirculação parcial de ar tratado no salão, vale observar os critérios de qualidade do ar interior da ABNT NBR 16401-3. Some ainda o motor: rolamento em ambiente quente e gorduroso tem vida menor, e reposição de motor com grau IP adequado costuma pesar mais no orçamento anual do que o próprio filtro.

  • Filtro de labirinto inox: lavável, custo baixo, exige rotina; filtro de manta descartável eleva o custo recorrente.
  • Duto e caixa de gordura: limpeza técnica com laudo, normalmente semestral e mais frequente onde há fritura intensa.
  • Portas de inspeção no duto não são opcionais: sem elas não há limpeza, e a vistoria costuma apontar.
  • Motor: verifique grau IP, classe de isolamento e disponibilidade de reposição do fabricante antes de fechar.

O que define o preço e o que enviar ao pedir orçamento

Não existe preço de tabela para esse equipamento porque cada cozinha impõe uma combinação diferente de vazão, pressão e acabamento. O que move o valor é a liga e a espessura da chapa, a vazão e a pressão estática exigidas, o tipo de rotor, a presença de caixa acústica ou inversor, o acabamento visível e a necessidade de fabricação sob medida para vão existente. Certificações e documentação — certificado da chapa, laudo de vazão medida em campo, ART do projeto — também entram na conta e são justamente o que diferencia uma proposta técnica de uma oferta de catálogo. Cotações comparáveis dependem de o comprador enviar o mesmo pacote de dados a todos os fornecedores.

  • Dimensões da coifa e do vão de instalação, com pé-direito e altura sobre o piso.
  • Lista dos equipamentos de cocção sob a coifa (fogão, chapa, fritadeira, char broiler, forno).
  • Percurso do duto: comprimento total, número de curvas, seção e ponto de descarga.
  • Liga desejada (AISI 430, 304 ou 316) e acabamento (natural, escovado ou polido).
  • Alimentação elétrica disponível (monofásica ou trifásica) e tensão.
  • Exigências locais do corpo de bombeiros e da vigilância sanitária a atender.
  • Se há ou não sistema de ar de reposição previsto no projeto.

Instalação, duto e conformidade com bombeiros e NR-12

A performance combinada depende do conjunto instalado, não da peça. O duto de exaustão em chapa galvanizada ou inox deve ter seção compatível com a vazão, inclinação e coleta de condensado gorduroso, portas de inspeção para limpeza e descarga acima da cobertura, afastada de tomadas de ar e de aberturas de vizinhos. A ABNT NBR 14518 orienta a concepção do sistema; a Instrução Técnica nº 38 do CBPMESP e as instruções equivalentes dos demais estados definem o que a vistoria vai cobrar. No motoventilador, a NR-12 exige proteção fixa das partes móveis e dispositivo de seccionamento acessível para bloqueio antes da manutenção; o circuito elétrico, o aterramento e o dispositivo de proteção seguem a ABNT NBR 5410. Comissionamento com medição de vazão e registro em relatório encerra a entrega e vale como evidência técnica em auditoria.

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Divergência frequente entre 'inox' declarado no anúncio e a liga real: pedir certificado de chapa com AISI 304 ou 430 evita corrosão precoce em área de lavagem.
  • Reclamação recorrente de exaustor que 'não puxa' que se resolve com ar de reposição, não com motor maior.
  • Diferença de ruído percebido entre modelo com motor na coifa e modelo in-line instalado no duto, dentro da mesma vazão.
  • Peso da limpeza técnica de duto e caixa de gordura no custo de propriedade de restaurante, comparado ao preço do equipamento.
  • Pedido crescente de motor com inversor de frequência para modular vazão entre horário de pico e serviço reduzido.
  • Cotações que travam por falta de três dados simples: comprimento e número de curvas do duto, dimensão da coifa e tipo de equipamento de cocção.
  • Recusa de vistoria de bombeiros por falta de portas de inspeção no duto, não por deficiência do exaustor.
  • Demanda por chapa polida escovada em cozinha aberta ao salão, com impacto de acabamento sobre o preço final.

Perguntas frequentes

Inox 304 ou 430 para exaustor de cozinha comercial?

Para cozinha profissional com lavagem frequente e uso de sanitizante, o AISI 304 é o padrão recomendável; o 430 atende bem copa e cozinha residencial. A liga deve vir declarada em certificado de chapa conforme a ABNT NBR 5601 ou a ASTM A240 — não aceite apenas a menção genérica a 'inox' na proposta.

Qual vazão em m³/h eu preciso?

Calcule pela área livre de captação da coifa multiplicada pela velocidade de captura (faixa usual de 0,25 a 0,50 m/s) e por 3.600, conforme a prática de projeto orientada pela ABNT NBR 14518. Depois confirme se o equipamento entrega essa vazão na pressão estática do duto real, com curvas e filtro incluídos.

Por que meu exaustor 'não puxa' mesmo sendo potente?

Na maioria dos casos falta ar de reposição: se a cozinha não recebe ar equivalente a cerca de 80% a 90% do que é exaurido, ela despressuriza e a vazão real cai muito abaixo da de catálogo. As outras causas frequentes são duto subdimensionado, excesso de curvas e filtro saturado de gordura.

Preciso de projeto e ART para instalar?

Em cozinha profissional, sim. A vistoria do corpo de bombeiros — como a prevista na Instrução Técnica nº 38 do CBPMESP e nas instruções equivalentes de outros estados — e a fiscalização sanitária pela RDC 216/2004 costumam exigir projeto e responsável técnico com ART ou RRT. A parte elétrica segue a ABNT NBR 5410.

De quanto em quanto tempo limpar filtro e duto?

Filtro de labirinto em inox deve ser lavado em ciclo curto, de poucos dias em operação com fritura intensa a mensal em uso leve. Duto e caixa de gordura pedem limpeza técnica periódica, normalmente semestral, com registro documental — é essa camada de gordura que alimenta incêndio em cozinha.

Dá para reduzir o ruído sem trocar o equipamento?

Em parte. Corrigir a velocidade do ar no duto, instalar atenuador na descarga e, quando possível, aplicar inversor de frequência para reduzir rotação fora do pico costumam resolver reclamações enquadradas pela ABNT NBR 10151. Se o motor está sobre a linha de cocção, a solução estrutural é migrar para modelo in-line.

Vale comprar sob medida ou modelo de linha?

Modelo de linha tem prazo menor e reposição de peças mais simples. A fabricação sob medida se justifica quando o vão, o pé-direito ou o layout da ilha impedem o padrão, ou quando o acabamento visível ao salão faz parte do projeto — e nesse caso o prazo de fabricação e o custo de ferramental entram na negociação.

O que exigir do fornecedor no fechamento?

Certificado da chapa com a liga e a espessura, curva de desempenho do ventilador (vazão × pressão estática), nível de pressão sonora informado, grau IP e classe de isolamento do motor, garantia com cobertura de motor e disponibilidade de peças de reposição. Para cozinha profissional, peça também relatório de comissionamento com medição de vazão em campo.

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Página revisada pela equipe técnica de Climatização e Ventilação da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

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Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 14518, ABNT NBR IEC 60335-2-31, ABNT NBR 5601, ASTM A240, ABNT NBR 5410, ABNT NBR 10151, ABNT NBR 16401-3, RDC 216/2004 (Anvisa), NR-12, Instrução Técnica nº 38 do CBPMESP.