Legislação e Normas Industriais

Senado aprova prorrogação de incentivo para internet das coisas até 2030

A prorrogação do incentivo para internet das coisas até 2030 visa promover a inclusão digital e o desenvolvimento econômico em áreas com acesso limitado, resultando em superávit fiscal e avanços significativos em setores como agricultura e telecomunicações.

O Senado aprovou o projeto que estende até 2030 os incentivos fiscais para a internet das coisas, promovendo conectividade em áreas com cobertura limitada. A medida, que segue para sanção presidencial, também beneficia estações satelitais de pequeno porte.

Impacto econômico e social da prorrogação

A prorrogação dos incentivos fiscais para a internet das coisas até 2030 traz significativos impactos econômicos e sociais.

A medida visa promover a conectividade em regiões com cobertura limitada, o que pode impulsionar o desenvolvimento econômico local e a inclusão digital.

Um estudo do Instituto de Pesquisa para Economia Digital destaca que a prorrogação desses incentivos pode gerar uma arrecadação adicional de R$ 936 milhões em cinco anos, superando a renúncia fiscal de R$ 570 milhões.

Isso representa um superávit de mais de R$ 300 milhões, evidenciando que a medida não apenas sustenta, mas também expande a economia digital no país.

Do ponto de vista social, a internet das coisas possibilita melhorias em áreas como saúde, agricultura e infraestrutura urbana.

No setor agrícola, por exemplo, a tecnologia permite o controle remoto de equipamentos e o monitoramento de lavouras, otimizando recursos e aumentando a produtividade.

Além disso, a manutenção dos incentivos para as estações satelitais de pequeno porte assegura que comunidades em locais remotos tenham acesso a serviços de telecomunicação, reduzindo a desigualdade digital e promovendo a inclusão social.

Benefícios para regiões com cobertura deficiente

Segundo a Agência Senado, a prorrogação dos incentivos fiscais para a internet das coisas oferece importantes benefícios para regiões com cobertura deficiente.

Essas áreas, muitas vezes fora do alcance das operadoras de telecomunicações, dependem de tecnologias alternativas para garantir conexão e acesso a serviços essenciais.

Com a isenção mantida para estações satelitais de pequeno porte, essas regiões podem contar com uma infraestrutura de comunicação mais robusta.

Isso é crucial para o desenvolvimento local, pois facilita o acesso a informações, educação à distância e serviços de saúde remotos, promovendo a inclusão digital e a igualdade de oportunidades.

No setor agrícola, a conectividade possibilita o uso de tecnologias avançadas, como sensores para monitoramento de plantações e sistemas de irrigação automatizados, que aumentam a eficiência e a produtividade das lavouras.

Dessa forma, pequenos agricultores podem competir em pé de igualdade com grandes produtores, impulsionando a economia local.

Além disso, a melhoria da infraestrutura de telecomunicações em áreas remotas atrai novos investimentos e negócios, gerando empregos e estimulando o crescimento econômico.

A conectividade também facilita a integração dessas regiões com o restante do país, ampliando seu acesso a mercados e serviços.

Aldair Sedlmaier

Colunista no segmento Legislação e Normas Industriais | Gerente de Customer Success, Aldair é especialista em negócios digitais, marketing digital, customer experience e relacionamento com o cliente. Está diretamente ligado às áreas de Ouvidoria e Jurídico, trazendo insights valiosos do mercado industrial.

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