Trabalho escravo: Brasil resgata 2.772 pessoas em 2025
O trabalho escravo segue como um desafio no Brasil, que resgatou 2.772 trabalhadores em 2025, segundo dados oficiais. A maioria dos casos foi registrada em áreas urbanas, evidenciando uma mudança no perfil dessa prática ilegal.
Em 2025, o Brasil resgatou 2.772 trabalhadores em condições análogas à escravidão, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. As ações, realizadas em 1.594 operações fiscais, garantiram o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias. Este balanço destaca uma mudança no perfil dos resgates, com maior incidência no meio urbano.
Mudança no perfil dos resgates em 2025
Setores com maior número de resgatados
Os dados de 2025 revelaram os setores econômicos com maior número de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão no Brasil.
O setor de obras de alvenaria liderou o ranking, com 601 trabalhadores resgatados, seguido pela administração pública em geral, que contabilizou 304 resgates. A construção de edifícios também figurou entre os setores críticos, com 186 trabalhadores libertados.
O cultivo de café, tradicionalmente associado a casos de trabalho escravo, registrou 184 resgates, enquanto a extração e britamento de pedras, com beneficiamento associado, teve 126 trabalhadores resgatados.
Esses números destacam a necessidade de monitoramento contínuo e rigoroso nas atividades agrícolas e de construção, onde as condições de trabalho precárias são mais frequentes.
Além desses setores, a fiscalização identificou trabalho escravo em áreas como a indústria têxtil e o trabalho doméstico, este último com 122 ações fiscais específicas que resultaram no resgate de 34 trabalhadores.
Esses dados reforçam a urgência de políticas públicas eficazes para proteger os direitos dos trabalhadores e erradicar o trabalho escravo em todas as suas formas.



