Emprego industrial tem queda em fevereiro, revela CNI
O emprego industrial no Brasil enfrentou o pior fevereiro desde 2017, com queda na produção e estagnação da capacidade instalada, refletindo a cautela dos empresários em um cenário econômico desafiador.
O índice de evolução do emprego industrial registrou seu pior fevereiro desde 2017, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com um aumento de apenas 0,4 ponto, o indicador ainda permanece abaixo de 50 pontos, sinalizando retração nas contratações do setor. Essa desaceleração reflete nas expectativas dos empresários para os próximos meses.
Impacto na atividade industrial e perspectivas
Expectativas e intenção de investimento em queda
As expectativas dos empresários para os próximos meses mostram-se menos otimistas, com a maioria dos índices de expectativa registrando quedas em março de 2026.
A demanda por produtos caiu 0,9 ponto, enquanto a compra de insumos e matérias-primas recuou 0,8 ponto. O número de empregados manteve-se estável, mas a quantidade exportada caiu ligeiramente.
Esses dados indicam um cenário de moderação nas expectativas de crescimento, com os empresários adotando uma postura mais cautelosa.
A intenção de investimento também reflete essa cautela, com uma queda pelo terceiro mês consecutivo, passando de 55,3 para 54,8 pontos entre fevereiro e março de 2026.
Essa diminuição sugere que as empresas estão mais preocupadas com a sustentabilidade de suas operações no curto prazo, priorizando a manutenção de suas atividades atuais em detrimento de expansões ou novos projetos.
Essa postura pode ser resultado das incertezas econômicas e da necessidade de adaptação a um ambiente de negócios volátil.
Para reverter esse quadro, é essencial que políticas públicas e iniciativas do setor privado sejam direcionadas para estimular a confiança dos empresários, incentivando investimentos e impulsionando o crescimento industrial no país.



